Caso prático: Joana vende artes de cardápio pelo celular

Caso prático: Joana vende artes de cardápio pelo celular

Você sabe fazer uma arte bonita no Canva, mas nunca vendeu nada. A ideia de mandar mensagem para um comerciante e ouvir “não” dá um frio na barriga.

Este caso mostra, com uma personagem inventada, como montar uma oferta simples, abordar lojas do bairro e ajustar o serviço depois das recusas. Os nomes e os valores são exemplos para você enxergar o processo. Não são resultado de ninguém.

Serve para quem já usa o Canva no celular e tem uma hora livre por dia. Não serve para quem espera dinheiro rápido: as primeiras respostas costumam ser negativas.

Quem é Joana e o que ela decidiu oferecer

Joana, nossa personagem fictícia, tem 34 anos, um celular Android de entrada e usa o Canva para fazer convites de aniversário para amigos. Ela quer uma renda extra sem sair de casa.

Ela escolheu um serviço pequeno: a arte do cardápio de lanchonetes, padarias e marmitarias do bairro. O cliente manda a lista de produtos e os preços, e Joana devolve uma imagem pronta para o WhatsApp e para imprimir.

Antes de oferecer, ela conferiu a licença do Canva. Segundo a página de licenças do Canva, o conteúdo da biblioteca pode entrar em designs para uso pessoal e comercial, como material de divulgação de um negócio.

Na conta grátis, porém, os elementos Pro saem com marca d’água. Para tirar, é preciso pagar a licença daquele elemento só para aquele design ou assinar o Canva Pro. Por isso, Joana usa só elementos gratuitos.

Se você ainda está escolhendo qual serviço oferecer, veja o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas. Ele tem um módulo de marketing digital que ajuda a escolher a estratégia para o seu perfil, em videoaulas (link de afiliado).

Cuidado: não revenda nem distribua o elemento do Canva sozinho. A licença permite usá-lo dentro do design, não vender o arquivo avulso. Confira o contrato de licença de conteúdo atual na página do Canva.

A primeira abordagem e as recusas

Joana separou 10 comércios que ela conhece e mandou, a cada um, esta mensagem pelo WhatsApp:

“Oi! Sou a Joana, aqui do bairro. Faço o cardápio digital da sua lanchonete por R$ 150, com 3 versões. Posso te mostrar?”

O resultado, neste exemplo, foi este:

  • 5 pessoas não responderam.
  • 3 responderam “já tenho cardápio” ou “não preciso”.
  • 1 disse que R$ 150 era caro para ele.
  • 1 pediu para ver um exemplo.

Joana ficou chateada, mas anotou o que aprendeu. A mensagem falava de “3 versões”, que o dono do negócio não sabia para que servem. O preço vinha antes de ele ver qualquer coisa. E ela não mostrava nenhum trabalho pronto.

Ela também percebeu que a resposta “não” quase nunca era sobre ela. O comerciante estava atendendo no balcão e não tinha tempo para pensar no assunto.

Para cada resposta, Joana mandou uma frase curta e educada, sem insistir:

  • “Já tenho cardápio”: “Que bom! Se um dia mudar os preços, me chama que eu atualizo.”
  • “Está caro”: “Entendo. Vou montar uma opção mais simples e te mostro.”
  • “Me mostra um exemplo”: ela ainda não tinha um pronto, e essa conversa esfriou.
  • Sem resposta: nada. Ela não mandou a mesma mensagem de novo.

A oferta ajustada

Joana mudou duas coisas. Primeiro, passou a mandar junto da mensagem uma imagem de exemplo, feita com os produtos de uma lanchonete inventada. Segundo, trocou o pacote único por duas opções com preço menor para começar.

Oferta O que inclui Preço de exemplo
Antes: pacote Cardápio em 3 versões R$ 150
Agora: Simples 1 cardápio e 1 ajuste R$ 60
Agora: Completo Cardápio e arte para o status do WhatsApp, com 2 ajustes R$ 90

A conta de exemplo: se Joana gasta cerca de 2 horas no cardápio Simples, R$ 60 divididos por 2 dá R$ 30 por hora. No Completo, com 3 horas, R$ 90 divididos por 3 também dão R$ 30 por hora. O tempo é um palpite da personagem. O seu pode ser maior no começo.

A nova mensagem ficou assim:

“Oi! Sou a Joana, aqui do bairro. Faço a arte do cardápio para você mandar no WhatsApp, como esta do exemplo, por R$ 60. Posso fazer o seu?”

Nas 10 mensagens seguintes, neste exemplo, 4 pessoas responderam e 1 fechou. Os números servem só para mostrar a ideia de que ajustar a oferta muda a conversa. No seu caso, o resultado varia.

O primeiro trabalho

O cliente foi o Seu Carlos, dono de uma lanchonete. Ele escolheu o Simples e mandou a lista dos lanches em uma foto do cardápio de papel.

Dono de lanchonete fotografa com o celular o cardápio de papel sobre o balcão

Antes de começar, Joana combinou o pagamento por PIX. Neste exemplo, metade na hora de fechar e metade na entrega: R$ 30 antes e R$ 30 depois. Assim, os dois dividem o risco. Ela só iniciou a arte depois de ver o primeiro PIX na conta.

Ela entregou a imagem em algumas horas. O Seu Carlos pediu um ajuste: trocar o preço do X-Burger. Joana corrigiu, mandou de novo e recebeu o segundo PIX. Esse era o único ajuste incluído no Simples, e ela tinha avisado isso ao fechar.

O que você pode copiar

  1. Escolha um serviço pequeno que você já sabe fazer no Canva.
  2. Confira a licença do Canva e use só elementos sem a marca Pro, a não ser que pague por eles.
  3. Faça uma imagem de exemplo com um negócio inventado.
  4. Escolha 10 comércios que você conhece e mande uma mensagem curta, com o exemplo.
  5. Responda cada recusa com uma frase educada, sem insistir, e anote o que ela mostra sobre a sua oferta.
  6. Ajuste o preço e a descrição, e mande a nova mensagem a outros comércios.
  7. Combine o PIX antes: uma parte para começar e outra na entrega.
  8. Entregue e deixe claro quantos ajustes estão incluídos.

Atenção: este é um caso de exemplo, com personagem e valores inventados. Quantos clientes você consegue, e por quanto, depende do seu bairro, do seu preço e da sua constância.

Seu próximo passo

Hoje, faça uma única arte de cardápio de exemplo e salve no celular. Ela vai ser o seu primeiro argumento para qualquer conversa.

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