Você trabalha o dia todo, chega em casa e sobra uma hora à noite. Quer testar um serviço de revisão de texto, mas não sabe quanto cobrar nem se alguém vai pagar.
Sem uma oferta definida, você trava no preço e acaba não oferecendo para ninguém. A saída é escrever a oferta em três linhas, cobrar por faixa de palavras, pedir uma entrada e começar pelas pessoas que já confiam em você.
O Paulo é uma pessoa fictícia, e todos os números são exemplos, não resultados reais nem promessa de ganho. Esse caminho não serve para quem precisa do dinheiro neste mês, porque o cliente pode demorar a aparecer.
Quem é o Paulo e quanto tempo ele tem
Paulo tem 34 anos, trabalha como atendente de loja e usa um celular Android simples. Ele sempre foi o colega a quem os outros pedem para olhar um e-mail ou um currículo antes de enviar.
Ele tem uma hora livre por noite, de segunda a quinta. Na sexta e no fim de semana, não quer trabalhar.
Esse limite vira a regra da oferta. No exemplo, Paulo revisa umas 1.000 palavras em uma hora, então cada pedido precisa caber nisso.

Além de revisar, ele vai precisar se apresentar para quem ainda não o conhece. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem videoaulas de Instagram e de vendas pelo WhatsApp, que ajudam nessa conversa com possíveis clientes (link de afiliado).
A oferta e o preço de exemplo
Paulo escreve a oferta em três linhas, para caber numa mensagem de WhatsApp:
- O que revisa: ortografia, pontuação, concordância e frases confusas.
- Tamanho e preço: até 1.000 palavras por R$ 25.
- Prazo: entrega em até 2 noites de trabalho, de segunda a quinta, depois do pagamento.
Ele não revisa texto técnico, jurídico ou de outra língua. Dizer o que não faz evita pedido que ele não consegue cumprir.
Para o preço, ele parte do tempo. Exemplo: se 1.000 palavras tomam uma hora, cobrar R$ 25 por texto dá R$ 25 por hora. O seu valor depende do que você revisa e do que seu cliente aceita pagar.
Conta de exemplo para um mês: 4 textos por semana (um por noite) vezes R$ 25 dá R$ 100 por semana. Em 4 semanas, R$ 400. Isso só vale se houver 16 pedidos, e cliente não vem garantido.
O primeiro cliente
Paulo mandou a oferta pelo WhatsApp para cinco colegas que já pediam ajuda com e-mails e currículos. Quatro não precisavam de nada naquele momento. A quinta tinha um trabalho de faculdade para entregar.
O erro veio em seguida. Ele respondeu “pode mandar, são R$ 25” antes de ver o texto. O arquivo tinha 3.000 palavras, e ele ficou sem graça de cobrar a mais.
Foram três noites de trabalho por R$ 25. Neste exemplo, a conta fica em R$ 8,33 por hora, cerca de um terço do que ele tinha planejado. Pelo preço dele, o texto valeria R$ 75.
O que ele ajustou
Paulo mudou três coisas: agora conta as palavras na ferramenta de contagem do editor de texto antes de dizer o preço, entrega de outro jeito e cobra de outro jeito.
Modelo de entrega
Ele pede que o cliente compartilhe o texto pelo aplicativo Documentos Google. Depois, segue o caminho da ajuda do Google para Android: abre o documento, toca em Mais e ativa Sugerir alterações.
Cada mudança fica marcada, como a caneta de um professor na prova. O cliente toca na sugestão e escolhe Aceitar ou Rejeitar.
Na entrega, Paulo manda esta mensagem: “Seu texto está revisado, com as alterações marcadas. Os erros que mais se repetiram foram vírgula antes de ‘que’ e crase. Falta o restante de R$ 25 pelo Pix.”
Modelo de cobrança
Ele criou uma tabela por faixa e passou a pedir metade do valor antes de começar:
| Tamanho | Preço | Entrada | Prazo |
|---|---|---|---|
| Até 1.000 palavras | R$ 25 | R$ 12,50 | Até 2 noites |
| Até 2.000 palavras | R$ 50 | R$ 25 | Até 3 noites |
| Até 3.000 palavras | R$ 75 | R$ 37,50 | Até 4 noites |
Atenção: preço, prazo e limite de palavras são exemplos do Paulo. Defina os seus antes de aceitar o primeiro pedido, porque depois de combinado fica difícil cobrar a mais.
Depois de contar as palavras, ele responde: “Seu texto tem 1.800 palavras. Fica R$ 50, com entrega em até 3 noites de trabalho. Para começar, preciso de R$ 25 de entrada pelo Pix, e o restante você paga na entrega.”
A entrada vai por Pix, que funciona 24 horas, 7 dias por semana, segundo o portal do governo federal. Assim o cliente paga à noite, quando o Paulo trabalha, e o prazo começa a contar a partir daí.
Com a entrada, quem desiste no meio não deixa o Paulo sem nada. Ela também separa quem só perguntou de quem quer mesmo o serviço.
Seu próximo passo
Hoje, escreva em três linhas o que você revisa, o tamanho máximo com o preço e o prazo. Depois mande para três pessoas que já pedem sua ajuda com textos.
Quando os conhecidos já souberem do serviço, o desafio passa a ser chegar a quem não conhece você. O Fórmula Negócio Online ensina marketing de conteúdo e funil, o caminho que leva um desconhecido até a sua oferta. A página do curso diz que ele é para quem tem pouco tempo, e há garantia de 7 dias para pedir o dinheiro de volta (link de afiliado).
