Dropshipping nacional: como funciona do pedido à entrega

Dropshipping nacional: como funciona do pedido à entrega

Dropshipping nacional é vender um produto que fica no estoque de outra empresa brasileira. Você faz a loja e o atendimento. O fornecedor separa, embala e envia direto para o cliente.

Pense numa vitrine e num depósito. A sua loja é a vitrine: mostra o produto, recebe o pagamento e conversa com quem comprou. O fornecedor é o depósito: guarda a mercadoria e entrega. Você nunca encosta no produto.

Quem vem de vídeos sobre o assunto costuma ficar com três dúvidas: quem recebe o dinheiro, quem manda a caixa e quem resolve se chegar errado. O caminho de um pedido responde às três. Este caminho serve para quem quer vender produto físico; se você prefere vender curso de outras pessoas, é outro modelo.

O caminho de um pedido, etapa por etapa

Veja um pedido de exemplo, do clique à porta do cliente:

  1. O cliente escolhe um produto na sua loja e paga. O dinheiro entra para você, não para o fornecedor.
  2. Você repassa o pedido ao fornecedor com o endereço do cliente e paga o preço combinado com ele.
  3. O fornecedor confere o estoque, separa o produto e embala.
  4. O fornecedor despacha pela transportadora ou pelos Correios e gera um código de rastreio.
  5. Você envia o código ao cliente, que acompanha a entrega.
  6. O cliente recebe. Se algo estiver errado, ele fala com você, porque foi a sua loja que vendeu.
Mãos de um homem fechando com fita uma caixa de papelão numa mesa de embalagem em um pequeno estoque

Repare no último passo: a caixa sai do fornecedor, mas o cliente cobra de você. Por isso, quem começa precisa conhecer as regras do fornecedor antes de vender.

Se você quer aprender a montar essa loja com fornecedores nacionais, o ABC do Drop, do Rafael Lima, ensina o processo do zero. Ele inclui uma lista de produtos que a página do curso chama de validados e gravações de mentorias ao vivo (link de afiliado).

Onde o dinheiro entra e sai

O cliente paga para a sua loja, e você paga o fornecedor. A sobra é sua. Exemplo, com números inventados só para a conta:

  • Preço de venda na sua loja: R$ 100,00.
  • Custo do produto com o fornecedor: R$ 60,00.
  • Frete cobrado pelo fornecedor: R$ 15,00.
  • Taxa do meio de pagamento (a empresa que recebe o PIX ou o cartão para a sua loja), de 5% sobre a venda: R$ 5,00.

Conta: R$ 100 − R$ 60 − R$ 15 − R$ 5 = R$ 20,00 por pedido. Os 5% são só um exemplo genérico; cada meio de pagamento tem a sua, e você confere no contrato dele. O mesmo vale para o custo e o frete: cada fornecedor cobra o seu.

Esse valor ainda não desconta anúncio, devolução nem imposto. Por isso, calcule a sobra antes de definir o preço, e não depois.

Onde costuma dar problema

Os três pontos mais comuns são prazo, estoque e devolução.

Prazo: na prática, o atraso costuma nascer entre o pedido e o despacho, quando o fornecedor demora para separar e enviar. O cliente conta o prazo a partir do pagamento, e não do envio.

Produto sem estoque: a sua loja pode continuar mostrando um item que o fornecedor já zerou. O cliente paga, e você descobre depois. Aí é preciso avisar, oferecer outro produto ou devolver o valor.

Cuidado: não prometa na sua loja um prazo de entrega que o fornecedor não confirmou por escrito. Quem prometeu é você, e é você quem responde ao cliente se atrasar.

Devolução: pelo artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor, quem compra fora de uma loja física, como na internet, pode desistir em até 7 dias, sem dar motivo. Segundo o Idec, o prazo conta da compra ou do recebimento do produto, e o dinheiro volta de imediato, com correção.

Atenção: quando o cliente desiste, ele não paga o frete de volta. Segundo o Idec, a loja arca com todos os custos da devolução, e a loja é você.

O produto volta para o fornecedor, e a política dele define quem paga esse frete: ele ou você. Se você não conhece essa regra antes de vender, o custo sai da sua sobra.

Produto errado ou com defeito: o cliente pode cobrar da loja. Segundo o Idec, a falha deve ser resolvida em até 30 dias. Se não for, o cliente escolhe entre a troca, o dinheiro de volta corrigido ou um desconto proporcional no preço.

O Decreto nº 7.962/2013, do comércio eletrônico, pede que o site mostre o nome e o CNPJ ou CPF de quem vende, os endereços de contato e como será a entrega. O decreto também exige que a loja informe, de forma clara, como o cliente desiste da compra. Isso vale para a sua loja, mesmo com o fornecedor cuidando da caixa.

Seu próximo passo

Antes de qualquer decisão, peça ao fornecedor que você está avaliando, por escrito, estas respostas:

  • Em quantos dias úteis ele despacha depois do pedido?
  • Como ele avisa quando um produto acaba?
  • Quem paga o frete quando o cliente desiste ou o produto chega errado?
  • Ele aceita o produto de volta e devolve o que você pagou, quando o cliente desiste em até 7 dias?

Guarde as respostas. Elas são a base do prazo e da política de troca da sua loja.

Com as respostas na mão, o próximo passo é transformar isso em loja de verdade. O ABC do Drop traz uma planilha de controle financeiro e um grupo de suporte, o que ajuda a acompanhar a conta de cada pedido (link de afiliado).