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  • Checklist para o primeiro vídeo de produto no TikTok Shop

    Checklist para o primeiro vídeo de produto no TikTok Shop

    Você entrou no programa de afiliados do TikTok Shop e está com o produto na mão para gravar o primeiro vídeo. A dúvida é a mesma de quase todo mundo: será que eu falei alguma coisa que a regra não deixa?

    Um vídeo fora da regra pode ser removido, e vídeo removido não leva ninguém até o produto. A boa notícia é que a política de conteúdo do TikTok Shop é pública e cabe numa lista de conferência.

    A lista tem quatro blocos: antes de gravar, durante a gravação, o que a regra proíbe e antes de postar. Se você ainda não entrou no programa, use a lista para treinar com um vídeo que não vai ao ar.

    Antes de gravar

    A maior parte dos erros nasce antes de apertar o botão vermelho. Confira estes itens com o produto na mesa:

    • Você conhece o produto. Use por alguns minutos, leia a descrição da página e anote o que ele faz e o que ele não faz.
    • Luz boa. Fique de frente para uma janela, com a luz batendo no produto e no seu rosto, não nas suas costas.
    • Fundo limpo. Uma parede lisa ou uma bancada arrumada. O produto precisa ser a coisa mais visível da cena.
    • Roteiro de três falas. Uma frase para dizer o que é o produto, uma para mostrar como se usa e uma para dizer para quem ele serve.
    • Produto inteiro à mostra. A política pede que o produto promovido apareça de forma clara e completa no vídeo.

    O roteiro de três falas segura o vídeo curto, sem se perder em explicação. Escreva as frases com as palavras que você usaria numa conversa com um vizinho.

    Quer aprender a planejar vídeos assim, com começo, meio e fim? O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem o afiliado como modelo principal e um módulo de marketing de conteúdo, e a página do curso fala em garantia de 7 dias (link de afiliado).

    Durante a gravação

    Mostre o produto em uso. Se é uma garrafa térmica, abra, encha e feche na câmera. Se é um organizador, guarde as coisas na frente de quem assiste.

    Fale só o que o produto realmente faz e o que você viu com seus próprios olhos. Siga esta ordem:

    1. Segure o produto perto da câmera nos primeiros segundos.
    2. Diga a primeira fala do roteiro: o que é.
    3. Use o produto de verdade, sem cortar a ação, enquanto diz a segunda fala: como se usa.
    4. Termine com a terceira: para quem serve, e um limite honesto, como “não serve para garrafa de mais de um litro”.
    Mulher enchendo uma garrafa térmica diante de um celular em tripé, gravando um vídeo de produto na mesa da cozinha

    Grave você mesmo e fale com a sua voz. A política chama de conteúdo não original o vídeo sem edição criativa sua, como a resenha de outra pessoa repostada sem comentário seu ou um vídeo com marca d’água de outro aplicativo.

    O que a regra não permite

    A Política de Conteúdo do TikTok Shop para o Brasil lista o que pode derrubar um vídeo. Os itens mais comuns em vídeo de produto:

    • Promessa exagerada sobre desempenho, efeito ou preço. A política dá o exemplo “Este produto elimina a acne em apenas alguns dias”.
    • Afirmação absoluta sem prova, como “Produto nº 1”, sem prova válida e objetiva.
    • Dizer que o produto trata ou cura doença. Alegação médica é restrita e pode ser removida.
    • Falar de emagrecimento. É proibido dizer que o produto faz perder peso, contar a sua perda de peso e mostrar “antes e depois”.
    • Falar mal de outro produto ou loja com comparação sem base.
    • Mostrar uma coisa e vender outra, como preço ou desconto diferente do anunciado ou demonstração enganosa.
    • Levar o cliente para fora do TikTok Shop, com link, telefone, usuário de outra rede social, e-mail ou QR code.
    • Vídeo feito só de GIF, sem edição sua.

    Cuidado: na dúvida sobre uma frase, tire a frase. “Ele ajuda a organizar a gaveta” é segura; “ele resolve todos os seus problemas” é a promessa exagerada que a política proíbe.

    A política também tem regras por categoria. Cosmético não pode dizer que trata ou previne doença. Em alimentos, dizer que o produto previne, trata ou cura doenças não é permitido em nenhuma circunstância.

    Em alimentos, até palavras como “desintoxicante”, “superalimento” ou “bem-estar” exigem documento de um profissional de saúde autorizado. Se o seu produto é de saúde, beleza, comida ou suplemento, leia a seção da categoria dele antes de gravar.

    Antes de postar

    Vincular o produto quer dizer pendurar o link dele no vídeo: é por esse link que a compra fica registrada como sua. A central de ajuda do TikTok descreve este caminho:

    1. Na tela de postagem, toque em Adicionar link.
    2. Escolha Produtos.
    3. Na Vitrine (a lista de produtos que você escolheu divulgar), toque em Adicionar e selecione o produto.
    4. Toque em Adicionar de novo e depois em Postar.

    Essa página da central não cita o Brasil na lista de países. Se algum nome estiver diferente no seu app, procure pela mesma sequência.

    Com o produto vinculado, confira a última lista:

    • Produto certo. O item vinculado precisa ser o mesmo do vídeo. Se não corresponder à página do produto, a política considera a promoção irrelevante.
    • Legenda sem promessa e sem contato. Sem número de telefone, sem @ de outra rede, sem link externo.
    • Aviso de conteúdo comercial ligado. Na tela de postagem, toque em Divulgação de conteúdo e anúncios (em algumas contas, antes em Mais opções) e ative Divulgar conteúdo comercial.

    O aviso não é opcional. Segundo a central de ajuda, a configuração deve estar ativa sempre que você promove uma marca, um produto ou um serviço, e a postagem sem aviso pode ser removida ou restringida.

    Ligado o aviso, o vídeo ganha um rótulo para quem assiste. Quando você promove um terceiro, o rótulo mostrado é Parceria paga.

    Atenção: vídeos com link de produto passam por uma análise adicional, e o link só aparece acima do seu nome de usuário depois da aprovação. Se ele demorar, espere antes de apagar e postar de novo.

    Seu próximo passo

    Hoje, grave um vídeo de teste e não poste. Pode ser de 30 segundos, com o produto em uso e as três falas do roteiro.

    Depois assista e confira, item por item, as listas acima. Marque o que faltou, regrave e só então poste. Como as regras mudam, abra a política de conteúdo do TikTok Shop antes de cada produto de uma categoria nova.

    Para criar uma rotina de vídeos, a IA Academy, do Igor Henrique ensina a escolher produtos no TikTok Shop, pedir amostras e ganhar comissão de afiliado. A página do curso fala em uma rotina de postagem de cerca de 30 minutos por dia (link de afiliado).

  • Como sacar suas comissões da Kiwify pelo PIX

    Como sacar suas comissões da Kiwify pelo PIX

    Você fez a primeira venda como afiliado e a comissão apareceu no painel da Kiwify. Só que o dinheiro ainda não está na sua conta, e a tela de saque parece confusa.

    Quem erra aqui costuma perder a taxa de saque à toa, porque o pedido falha por um detalhe de cadastro. A seguir, você tem o caminho de cada tela e os motivos mais comuns de recusa.

    O passo a passo vale para quem recebe como pessoa física, com CPF. Se você usa CNPJ, a lógica é a mesma, mas a conta de destino também precisa estar no CNPJ.

    O que você precisa ter antes de sacar

    São três coisas, e todas dependem de você:

    • Uma venda já aprovada e com o saldo liberado (o prazo está na próxima seção).
    • Uma conta bancária ou digital no seu próprio nome, com chave PIX.
    • O CPF da sua conta na Kiwify igual ao CPF do dono da conta bancária.

    A central de ajuda da Kiwify diz que o titular da conta na plataforma e o titular da conta bancária precisam ser a mesma pessoa: CPF com CPF, CNPJ com CNPJ. Conta de outra pessoa, mesmo de parente, não serve.

    Mulher na varanda de casa compara um cartão de banco com um documento, com o celular no joelho.

    Quando o saldo fica disponível para saque

    A comissão entra primeiro como saldo pendente. Só o saldo disponível pode ser sacado, e o prazo para virar disponível depende de como o comprador pagou.

    • PIX e boleto, para afiliados: 7 dias.
    • Cartão de crédito: 15 dias corridos após a venda.
    • Vendas internacionais: 15 dias após a venda, e o dinheiro cai em até 4 dias úteis depois do pedido de saque.

    Dias corridos contam sábados, domingos e feriados. A central traz os prazos de cartão e de venda internacional na parte do produtor, sem um prazo à parte para afiliado. Por isso, confira a data de liberação de cada venda no seu painel e os valores atuais na central de ajuda da Kiwify.

    Atenção: a mesma página cita 2 dias para PIX e boleto, mas esse prazo é do produtor. Como afiliado, saldo pendente antes dos 7 dias é normal, não é erro.

    Enquanto o saldo não libera, o que ajuda é saber de onde vem a próxima venda. Para juntar as peças de quem está começando como afiliado, existe o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas. A página do curso diz que o afiliado é o modelo principal, com módulos de nichos, conteúdo e funil, e dá garantia de 7 dias. (link de afiliado)

    Como cadastrar a chave PIX

    Você cadastra a chave uma vez, em Dados bancários. Pelo computador:

    1. Entre na sua conta da Kiwify.
    2. Abra o menu Financeiro.
    3. Vá para a aba Dados bancários.
    4. Adicione a sua chave PIX.
    5. Clique em Salvar alterações.

    No navegador do celular, toque no ícone à esquerda da tela e depois em Financeiro. O seletor abre em Saques: role a tela, escolha Dados bancários, preencha e toque em Salvar as alterações.

    Se você trocar o titular da chave PIX depois, salve os dados bancários de novo.

    Cuidado: confira o titular da chave antes do primeiro pedido. Cada saque custa R$ 3,67, e essa taxa não volta se o saque falhar.

    Como pedir o saque

    A central de ajuda não mostra o botão de saque. Um guia de terceiros descreve estes passos, com o saldo disponível e a chave já salva:

    1. Abra o menu Financeiro.
    2. Confira o saldo disponível.
    3. Toque no botão de saque (esse guia o chama de “Efetuar saque”).
    4. Informe o valor.
    5. Confirme.

    O nome do botão pode ter mudado, então siga o que aparecer na sua tela. Para acompanhar o pedido depois, olhe a aba Saques, dentro de Financeiro. Ela mostra o valor, a data e a conta de destino de cada saque.

    A central também descreve um saque automático: vendas no cartão são enviadas por PIX para a conta cadastrada no dia em que liberam, em dias úteis, a partir das 7h. Vendas por PIX, boleto ou cartão internacional precisam do pedido manual. Se um valor de cartão saiu do saldo sem você pedir, procure por ele na aba Saques.

    A central de ajuda não informa um valor mínimo para sacar. Se isso importar para você, pergunte ao suporte pelo chat ou por [email protected].

    Quanto cai na conta e quando

    A Kiwify cobra R$ 3,67 por pedido de saque, seja por PIX ou por TED. A taxa é descontada mesmo quando o saque falha.

    Exemplo: se você sacar uma comissão de R$ 78,80 de uma vez, recebe R$ 75,13 (R$ 78,80 menos R$ 3,67). Por isso, juntar várias comissões num pedido só costuma compensar mais do que sacar a cada venda.

    O PIX do saque costuma cair em até 2 minutos, de segunda a sábado, das 8h às 20h. Pedido feito no domingo ou fora desse horário sai no próximo dia útil.

    Não existe limite de saque para pessoa física, segundo a central de ajuda. Confirme na central de ajuda se algo mudou.

    Por que o saque falha ou demora

    A central da Kiwify aponta um motivo para a falha: o titular da conta bancária é diferente do titular do cadastro. Isso vale até para MEI que tenta sacar para a conta pessoal quando o cadastro está no CNPJ.

    • Falhou: corrija os dados bancários para o mesmo titular e peça o saque de novo. O banco devolve o valor ao seu saldo automaticamente em até 2 dias.
    • Ficou “em análise”: a equipe revisa alguns saques ao acaso, mais em contas novas. Normalmente libera em algumas horas.
    • Pedido fora do horário: fica para a próxima janela de envio.

    Se nada disso resolver, fale com o suporte pelo chat da Kiwify ou por [email protected].

    Seu próximo passo

    Hoje, abra Financeiro e Dados bancários e confira se a chave PIX está salva no seu CPF. Assim, quando o saldo liberar, o saque não trava por causa de cadastro.

    Com o saque resolvido, o próximo passo é gerar mais vendas. A Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, traz uma lista de produtos de assinatura para se afiliar e receber comissão recorrente. (link de afiliado)

  • Roteiro de 14 dias para uma rotina de postagem que cabe na semana

    Roteiro de 14 dias para uma rotina de postagem que cabe na semana

    Você começa a postar com vontade, faz três posts numa noite e some por duas semanas. O problema quase nunca é falta de ideia. É uma rotina grande demais para a vida de quem trabalha ou estuda.

    O resultado é conhecido: o perfil fica parado, a culpa aumenta e voltar parece mais difícil a cada dia. Este roteiro faz o contrário. Ele pede 20 minutos por dia, com um plano B para a noite em que nada sai.

    Ao final dos 14 dias, você terá publicado seis posts, terá uma rotina mínima funcionando e saberá o que ajustar. Se você quer crescer rápido ou postar todo dia, este roteiro não é para você: ele serve para criar o hábito primeiro.

    A regra dos 20 minutos e o que decidir antes

    Uma hora livre por dia não precisa virar uma hora de postagem. Use só um bloco de 20 minutos e deixe o resto para descansar, estudar ou resolver o que aparecer. Quem planeja usar tudo falha no primeiro dia corrido.

    O dia 1 do roteiro serve para decidir três coisas e anotar no bloco de notas do celular:

    • Uma rede só. Escolha onde você já tem conta ou onde seu público está. Este roteiro usa o Instagram nos exemplos de recursos, mas a lógica vale para qualquer rede.
    • Um assunto. Uma frase: “eu falo sobre X para quem quer Y”.
    • Três posts por semana. É o ritmo do roteiro, com seis dias de trabalho e um de descanso.

    Na conta: 6 blocos de 20 minutos por semana dão 2 horas. Em duas semanas, são 12 blocos e 4 horas no total.

    Com a rotina definida, a próxima dúvida costuma ser o que postar para atrair compradores, e não só curtidas. Para essa etapa, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de marketing de conteúdo e de Instagram, além de um plano diário de 60 dias entre os bônus. A página do curso diz que ele atende iniciantes e quem tem pouco tempo. (link de afiliado)

    Os três tipos de bloco de 20 minutos

    Todo dia do roteiro usa um destes blocos. Saber qual é o de hoje evita ficar olhando a tela sem começar.

    • Bloco de ideia: anotar ideias, escolher o que vai ao ar e escrever o roteiro curto de cada post.
    • Bloco de produção: fazer a foto, o vídeo ou o texto e escrever a legenda. Termine deixando tudo salvo ou agendado.
    • Bloco de publicação: postar (ou conferir o que está agendado) e responder comentários e mensagens.

    Dica: ponha o bloco no mesmo horário todo dia, de preferência colado a algo que você já faz, como o café da manhã ou a volta do trabalho. Horário fixo ajuda mais do que força de vontade.

    Mulher na cozinha girando um timer analógico ao lado de uma xícara de café, na rotina da manhã.

    Roteiro dos 14 dias

    Cada dia tem uma tarefa só. Se a tarefa terminar antes dos 20 minutos, pare. O objetivo é voltar amanhã, não render mais hoje.

    Semana 1: montar a base

    Dia Bloco Tarefa
    1 Ideia Decida a rede, o assunto e o ritmo, e anote no bloco de notas.
    2 Ideia Liste 10 ideias de post e escolha 3. Vale uma pergunta que já te fizeram, um erro que você cometeu ou algo que aprendeu.
    3 Produção Faça o post 1 inteiro, com legenda, e salve como rascunho.
    4 Publicação Publique o post 1 e responda quem comentar.
    5 Produção Faça o post 2 e agende para o dia 6.
    6 Produção Prepare o post 3 e deixe programado para o dia 7.
    7 Descanso O post 3 sai sozinho. Não produza nada; só anote qual post teve mais resposta.

    Semana 2: repetir com menos esforço

    Dia Bloco Tarefa
    8 Ideia Escolha 3 ideias novas, puxando o assunto que deu mais resposta, e escreva o roteiro curto de cada uma.
    9 Produção Grave ou monte o post 4 e programe a saída no dia 10.
    10 Produção Faça o post 5 e agende para o dia 12.
    11 Produção Produza o post 6, com legenda, e deixe-o marcado para o dia 13.
    12 Publicação Confira se os agendados saíram e responda comentários e mensagens.
    13 Ideia Anote três números: posts publicados, dias em que o plano B entrou e o post com mais resposta. Com eles, decida o ritmo das próximas duas semanas: manter, subir um post ou baixar um.
    14 Descanso Não poste nem planeje. A rotina recomeça amanhã.

    Se você chegou ao dia 14 com a rotina de pé, ainda sem muito alcance, está dentro do esperado. Constância vem antes de resultado, e o resultado leva tempo.

    Como usar agendamento e rascunhos

    Dois recursos do próprio Instagram seguram a rotina nos dias cheios: o rascunho e o agendamento.

    O rascunho guarda o post pronto pela metade, como uma gaveta onde você deixa a roupa separada para amanhã. Segundo guias de sites de tecnologia, ao sair da edição o app oferece salvar o post como rascunho, e ele fica numa aba “Rascunhos” na hora de criar uma publicação.

    Os rascunhos ficam guardados no próprio celular, não nos servidores do Instagram. Se você desinstalar o app, eles se perdem. Trocar de celular também não leva os rascunhos junto.

    O agendamento publica sozinho no dia e na hora que você escolher. Ele só aparece para conta profissional (o tipo de conta voltado para quem cria conteúdo ou tem um negócio). Se a sua é pessoal, a mudança é feita nas configurações do app.

    1. Crie a publicação normalmente e toque em “Avançar” até a tela final, a da legenda.
    2. Toque em “Configurações avançadas”. Talvez seja preciso rolar a tela.
    3. Abra “Programar conteúdo”, ative a opção, escolha data e horário e toque em “Concluir”.
    4. Volte e toque em “Programar”, no fim da tela de publicação.

    Não quer mudar para conta profissional? Troque cada “agende” do roteiro por “salve como rascunho” e publique no dia marcado.

    Atenção: esses caminhos vêm de guias de sites, não da central de ajuda do Instagram, e o app muda os nomes dos botões de tempos em tempos. Se não encontrar a opção, busque “programar publicação” na central de ajuda do Instagram.

    Plano B para o dia em que não der

    Vai ter dia de cansaço, hora extra ou prova. Combine com você mesmo, antes, o que conta como “cumpri” nesses dias. Sem esse combinado, um dia perdido vira uma semana perdida.

    1. Versão de 5 minutos: responda comentários e mensagens. Já mantém o perfil vivo.
    2. Versão de 10 minutos: poste um rascunho que já estava pronto, ou um texto simples respondendo a uma pergunta que você sabe de cabeça.
    3. Dia zerado: não tente compensar amanhã com dois blocos. Retome a tarefa do dia seguinte e anote no bloco de notas que o plano B entrou.
    Homem cansado após o trabalho responde mensagens no celular, sentado na poltrona da sala.

    Tenha sempre um rascunho de reserva. Num dia com tempo de sobra, produza um post a mais e guarde: ele é o seu plano B pronto.

    Seu próximo passo

    Hoje, abra o bloco de notas e escreva a frase do seu assunto: “eu falo sobre X para quem quer Y”. Depois ponha um alarme de 20 minutos para o mesmo horário amanhã. O dia 1 do roteiro começa aí.

    Se você prefere postar vídeos sem aparecer, a IA Academy, do Igor Henrique, ensina a criar conteúdo em vídeo com IA e traz uma rotina diária curta de postagem. A página do curso fala em cerca de 30 minutos. (link de afiliado)

  • Cookie e comissão: Shopee, Mercado Livre e Amazon lado a lado

    Cookie e comissão: Shopee, Mercado Livre e Amazon lado a lado

    Você divulga produtos na Shopee, no Mercado Livre e na Amazon, e cada programa fala de um prazo diferente. A pessoa diz que comprou pelo seu link, mas a comissão não aparece.

    Aí fica a dúvida: o problema foi o prazo, o link ou a regra do programa? Entender o cookie (o prazo que o programa dá para a compra contar como sua) responde a isso.

    No fim do texto, você terá os números oficiais dos três programas lado a lado e saberá em qual deles concentrar a divulgação. Não serve para quem quer saber qual programa paga mais: isso depende do produto, da categoria e do momento.

    O que é cookie de afiliado

    Pense num carimbo na mão, daqueles de festa. Quando alguém clica no seu link, o programa carimba o navegador da pessoa com o seu código.

    Esse carimbo apaga depois de um tempo. A sequência funciona assim:

    1. A pessoa clica no seu link.
    2. O programa grava o seu código, o “carimbo”.
    3. Se ela comprar antes de o carimbo apagar, a comissão é sua.
    4. Depois do prazo, a compra não conta para ninguém.

    Os programas nem sempre usam a palavra “cookie”. A Shopee fala em janela de atribuição, e a Amazon fala em sessão e carrinho. Na prática, é a mesma ideia: o prazo para a compra contar para você.

    Cuidado: na Shopee vale o último clique. Se a pessoa clicar no link de outro afiliado depois do seu, a comissão vai para ele.

    Quanto mais gente vê o seu conteúdo, mais carimbos você coloca. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de marketing de conteúdo, Instagram e YouTube, e a página do curso diz que ele atende quem tem só o celular (link de afiliado).

    Tabela comparativa dos três programas

    Os dados abaixo vêm das páginas oficiais, consultadas em 23/10/2026. Onde o programa não informa o prazo, a tabela diz isso, em vez de repetir número de blog.

    Critério Shopee Mercado Livre Amazon (Brasil)
    Cookie 7 dias após o clique; vale o último link clicado Não informado nas páginas oficiais consultadas 24 horas; se o produto entrou no carrinho nesse prazo, o pedido pode ser feito em até 89 dias após o clique
    Comissão Percentual da tabela do site; 3% em compras de clientes existentes, lives e Shopee Vídeo; pode chegar a 30% com a Comissão Extra do vendedor Até 16% por venda aprovada Conforme a categoria; a tabela padrão vai de 7% a 13%
    Pagamento mínimo R$ 10,00 R$ 30,00 R$ 30,00 (depósito)
    Como recebe Pessoa física: conta digital Maree, no dia 10 de cada mês. Pessoa jurídica: transferência bancária, até o dia 30 Conta do Mercado Pago, depois de atingir o mínimo; a validação das vendas pode levar até 60 dias Depósito, cerca de 60 dias após o fim do mês da comissão
    Onde conferir Central de ajuda da Shopee Perguntas frequentes e portal do afiliado Portal de Associados

    Na Shopee, a comissão é calculada sobre o valor líquido da venda, sem impostos, cupons e frete. No Mercado Livre, o ganho pode diminuir com devolução, cancelamento ou retenção de imposto.

    Na Amazon, a tabela muda bastante por categoria. Beleza, bebê e alimentos estão na faixa de 13%. Eletrônicos, celulares, casa e cozinha ficam em 8%.

    Exemplo de conta, só para entender o mínimo de saque. Uma compra de R$ 200 com 10% de comissão rende R$ 20,00. Na Shopee, isso já passa do mínimo de R$ 10,00. No Mercado Livre ou na Amazon, ainda faltariam R$ 10,00 para chegar aos R$ 30,00, e o valor ficaria acumulado.

    O que a diferença muda para você

    O prazo muda o tipo de divulgação que compensa. Veja onde cada programa tende a se encaixar:

    • Shopee: combina com conteúdo que as pessoas veem e guardam, como um vídeo ou uma lista de achados. Os 7 dias dão tempo para quem não compra na hora. O mínimo de R$ 10,00 também ajuda quem está começando a ver o primeiro pagamento.
    • Amazon: o prazo de 24 horas pede divulgação para quem já quer comprar, como uma oferta do dia. O carrinho é a vantagem: se a pessoa colocar o item lá no primeiro dia, o pedido ainda pode contar até 89 dias depois do clique.
    • Mercado Livre: como o prazo não aparece nas páginas oficiais, o mais seguro é divulgar para compra rápida e acompanhar o relatório do portal. Lembre que o link só pode ser gerado para produtos novos de vendedores com reputação verde.
    Homem grava em casa um vídeo curto de produtos simples com o celular preso a um tripé de mesa.

    Na Amazon, a sessão também acaba quando a pessoa faz um pedido de outro produto físico. Pelo regulamento, a compra qualificada não fica presa só ao item que você divulgou, desde que aconteça dentro da sessão ou pelo carrinho.

    Concentrar a divulgação em um programa tem outro efeito: você aprende como as pessoas reagem ao seu conteúdo, em vez de espalhar cliques em três lugares e não entender nenhum relatório.

    Onde conferir o valor atual

    Atenção: comissão, prazo e mínimo de saque mudam, e a Shopee avisa que as condições podem mudar sem aviso prévio. Antes de decidir, confira o número na página do próprio programa.

    Texto de blog e de vídeo pode estar desatualizado. Cada programa tem um lugar oficial para conferir:

    O mínimo da Shopee, por exemplo, é definido por ela e pode mudar: os termos dizem que ela o divulga nos canais oficiais e no sistema.

    Seu próximo passo

    Escolha hoje um programa para concentrar a divulgação nos próximos dias. Use dois critérios: o prazo que combina com o seu tipo de conteúdo e a categoria dos produtos que você já divulga.

    Depois, abra a página oficial dele, anote a comissão da categoria e o mínimo de saque, e guarde a data da consulta. Daqui a duas semanas, olhe o relatório e veja quantas vendas vieram desse programa.

  • Como montar uma página de vendas simples para o seu e-book

    Como montar uma página de vendas simples para o seu e-book

    Você terminou o e-book (ou está quase lá) e agora precisa mostrá-lo a quem pode comprar. Só que a maioria das páginas de venda que você viu grita promessas, e você não quer escrever algo assim.

    Sem um texto claro, o visitante não entende o que está comprando, desconfia e fecha a página. E uma página exagerada pode virar pedido de reembolso.

    Este roteiro mostra os blocos de uma página de vendas curta e como preencher cada um com honestidade. Ele serve para e-book e produtos parecidos. Não serve se você quer um texto que “convença a qualquer custo”: aqui a ideia é o contrário.

    O que uma página de vendas precisa ter

    Uma página de vendas é a página que explica o produto e leva a pessoa até o botão de compra. Pense na vitrine com etiqueta de uma loja de bairro: mostra o que é, para quem serve e quanto custa. Para um e-book, seis blocos bastam:

    1. Título: diz o que a pessoa consegue fazer com o e-book.
    2. Para quem é (e para quem não é): filtra o visitante errado.
    3. O que tem dentro: capítulos e o que a pessoa passa a conseguir fazer.
    4. Preço: o valor e como se paga.
    5. Garantia: o que acontece se a pessoa se arrepender.
    6. Perguntas frequentes: as dúvidas que costumam aparecer antes da compra.

    No título, diga o que a pessoa faz com o e-book. Exemplo, com o produto inventado mais adiante: “Monte o orçamento da sua casa em uma página”. Evite títulos que prometem resultado, como “acabe com suas dívidas”.

    Na página, os blocos aparecem nessa ordem. Para escrever, porém, comece pelo segundo. Cada um cabe em poucas linhas, e o conjunto continua curto para quem lê no celular.

    Para treinar a escrita de vendas com calma, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulo de marketing de conteúdo e, segundo a página dele, um bônus de copywriting (escrever textos de venda). Também dá garantia de 7 dias. (link de afiliado)

    Escreva primeiro para quem é e para quem não é

    Comece por aqui porque é o bloco mais fácil e o que mais evita reclamação. Dois parágrafos resolvem: um para quem vai aproveitar, outro para quem não vai.

    Exemplo (e-book inventado para ilustrar, sobre organizar o orçamento da casa):

    • “Este e-book é para quem recebe o salário e chega ao fim do mês sem saber para onde o dinheiro foi. Você só precisa de caderno ou celular e de meia hora por semana.”
    • “Ele não é para quem já controla tudo em planilha, nem para quem procura investimentos. Aqui falamos de organizar gastos do dia a dia, nada além disso.”
    Homem sentado na soleira de casa digitando no celular para escrever o texto da página de vendas

    Dizer a quem o e-book não serve passa confiança. A pessoa percebe que você não quer vender para qualquer um.

    Descreva o conteúdo sem exagerar

    Liste os capítulos e, ao lado de cada um, o que a pessoa vai conseguir fazer depois de ler. Use verbos concretos, como “montar”, “anotar” e “separar”.

    Exemplo, no mesmo e-book inventado:

    • Capítulo 1, Para onde vai o dinheiro: você anota os gastos de uma semana.
    • Capítulo 2, Fixo e variável: você separa as contas que não mudam das que mudam.
    • Capítulo 3, A folha do mês: você monta um orçamento em uma página.

    Descreva o que o e-book entrega, e não o que a vida da pessoa vai virar. “Você monta um orçamento em uma página” é verificável. “Você nunca mais vai passar aperto” não é.

    Cuidado: não escreva valor de ganho ou de economia, nem prazo, como “economize R$ 500 no primeiro mês”. Isso depende do leitor, e quem não chega lá se sente enganado.

    Na dúvida sobre uma frase, pergunte: “o e-book prova isso?”. Se não prova, corte. Faça esse teste em todos os blocos antes de publicar.

    Preço, garantia e perguntas

    No preço, escreva o valor e as formas de pagamento que a plataforma oferece. Exemplo de apresentação, com valor inventado: “R$ 29, pagos uma vez, sem mensalidade”. Não crie falsa urgência, como “só até hoje”, se isso não for verdade.

    Na garantia, não invente regra. O artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor diz que quem compra fora da loja física, como pela internet, pode desistir em 7 dias. O prazo conta da compra ou do recebimento do produto.

    A mesma lei manda devolver de imediato o que a pessoa pagou, com correção monetária (o valor atualizado pela inflação). A plataforma onde você vende pode ter regras próprias de reembolso, então confira as dela também.

    Por isso, o texto mais seguro é simples: “Se você comprar e se arrepender, peça o reembolso em até 7 dias pela plataforma de compra.” Nunca escreva um prazo menor do que o da lei.

    Nas perguntas, responda o que você mesmo perguntaria antes de comprar:

    • Em que formato recebo o e-book? Exemplo de resposta: “Em PDF, que abre no celular.”
    • Quanto tempo leva a leitura? Diga o número de páginas e deixe a pessoa calcular.
    • Como peço o reembolso? Repita a frase da garantia.
    • Para quem escrevo se tiver problema? Coloque um e-mail que você lê todo dia.

    Onde colocar a página na Hotmart

    Com o texto pronto, falta publicar. Na Hotmart, a página pode ser feita no Hotmart Pages, o editor de páginas da própria plataforma. Segundo a central de ajuda, a página precisa estar publicada antes. Depois, pelo navegador do celular:

    1. Entre em app.hotmart.com e abra Produtos e depois Meus produtos.
    2. Escolha o e-book e toque em Página do produto, no menu lateral.
    3. Na seção Customizadas com Hotmart Pages, escolha a sua página e toque em Definir como padrão.
    4. Espere a mensagem de confirmação.
    5. Para divulgar, abra Links de divulgação, ache a opção Página de venda e toque em Copiar. O link começa com “go.hotmart”.

    A página não aparece na lista? Confira se ela foi publicada. Se você mudar o endereço dela depois, atualize também no produto. Os menus podem mudar de nome, e o caminho atual está na central de ajuda da Hotmart.

    Seu próximo passo

    Hoje, escreva só o bloco “para quem é”. Abra o bloco de notas do celular e faça dois parágrafos: um para quem vai aproveitar o e-book e outro para quem não vai.

    Amanhã você faz o bloco do conteúdo, com o mesmo cuidado. Em poucos dias a página inteira está escrita, e sem nenhuma promessa que você não possa cumprir.

    Com a página no ar, vale conhecer o modelo de assinatura, em que o cliente paga todo mês. A Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, ensina esse modelo e como criar uma plataforma de assinatura com IA, sem programar. (link de afiliado)

  • Apps que pagam: 6 mitos e verdades antes de instalar

    Apps que pagam: 6 mitos e verdades antes de instalar

    Você viu um vídeo dizendo que um app paga por responder perguntas ou fazer tarefas. Instalou, respondeu algumas coisas e agora não sabe se aquilo é dinheiro de verdade ou perda de tempo.

    Sem conferir, dá para gastar horas num app que paga centavos, ou pior, cair num golpe que pede dinheiro para “liberar” o ganho.

    Aqui vão 6 mitos comuns, com o que é verdade em cada um. Usamos como exemplo o Google Opinion Rewards (em português, Recompensa sua opinião), cujas regras estão na ajuda oficial do Google. No fim, você tem uma lista para conferir qualquer app antes de instalar.

    Mitos sobre como o dinheiro chega

    Mito 1: todo app que paga deixa você sacar em dinheiro

    Nem todo. Segundo a ajuda do Recompensa sua opinião, o que o app entrega são créditos do Google Play, usados na loja de apps do Android. A página não fala em saque por PIX nem em dinheiro na conta.

    Isso não é golpe, mas muda a conta: o valor só serve se você comprar algo na Play Store.

    Antes de instalar qualquer app, procure na ajuda dele a pergunta “como eu recebo?”. Se a resposta não existe, desconfie.

    Mito 2: chegam pesquisas todos os dias

    Não há garantia. A ajuda do Google diz que a frequência das pesquisas varia e que hoje você só responde quando é notificado de uma disponível.

    Também diz que você não é obrigado a responder todas. E que as pesquisas de configuração inicial não geram créditos.

    O valor de cada pesquisa também muda: depende do número de perguntas e do tempo para responder. Não existe um preço fixo por pesquisa.

    Na prática, trate o app como um extra que aparece de vez em quando, não como horário de trabalho.

    Mito 3: o crédito fica guardado para sempre

    Não fica. Segundo a ajuda do Google, os créditos do Google Play expiram um ano depois da conclusão da pesquisa. A tela inicial do app mostra quando os créditos mais antigos vencem.

    Também não dá para transferir crédito de uma conta para outra.

    Dica: abra o app de tempos em tempos e olhe a data de vencimento dos créditos mais antigos. Gaste antes que eles expirem.

    Se o app rende pouco e você topa algo que pede mais construção, existe o trabalho de afiliado (divulgar produtos alheios e ganhar comissão por venda). O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, ensina esse modelo e, segundo a página do curso, atende iniciantes com só o celular. Há garantia de 7 dias para pedir o dinheiro de volta. (link de afiliado)

    Mito 4: o dinheiro cai na hora

    A própria ajuda do Google avisa que os créditos podem levar alguns dias para ser aplicados à sua conta. Se demorar mais, confira três coisas, na ordem:

    1. Se a pesquisa valia crédito (as de configuração inicial não valem).
    2. Se o histórico de prêmios do app mostra a pesquisa. É ali que aparece tudo o que você já ganhou.
    3. Se houve mensagem de erro no envio. A ajuda sugere desativar o bloqueador de anúncios (AdBlock) e reiniciar o app.

    Se o crédito não chegar em até 7 dias, a ajuda manda usar a opção de feedback no menu do app. Para dúvidas sobre o saldo, ela indica a Central de Ajuda do Google Play ou do Google Payments.

    Mitos sobre golpe e tempo

    Mito 5: se o app é sério, às vezes pede uma taxa para liberar o ganho

    É o contrário. Pedir pagamento antes de entregar o ganho é o sinal mais forte de golpe.

    A Febraban (federação dos bancos) alertou para o “golpe da tarefa”. Segundo a matéria do Diário do Nordeste, o golpista se apresenta por aplicativo de mensagem como funcionário de uma empresa de marketing. Ele oferece renda extra por tarefas simples, como curtir fotos e seguir perfis de lojas.

    No começo, a vítima recebe pequenas quantias para ganhar confiança. Depois vem a “tarefa pré-paga”: pagar, por exemplo, R$ 1.000 para receber R$ 1.500 no mesmo dia. Quando a vítima paga, é bloqueada no grupo.

    Cuidado: se alguém pede depósito, taxa ou PIX para “liberar” um pagamento, pare. A orientação da Febraban é desconfiar de toda proposta de trabalho em que você tem de pagar antes de receber.

    Se você já pagou, avise o banco na hora, para ele bloquear o acesso e trocar a senha, e registre um boletim de ocorrência. O Procon-SP também orienta registrar boletim ao receber mensagem suspeita e manda desconfiar de mensagens que prometem cashback, prêmios ou outras vantagens.

    Mito 6: se paga alguma coisa, já compensa o tempo

    Depende da conta. Faça a sua com o tempo que o app toma, e não com o valor que ele mostra.

    Exemplo (números inventados para a conta): uma pesquisa que paga R$ 0,60 e leva 3 minutos rende R$ 0,20 por minuto. Em uma hora seriam 20 pesquisas, ou R$ 12,00. Só que as pesquisas não chegam em fila: se vierem 2 por semana, são R$ 1,20 por semana, e a espera não aparece na conta.

    E lembre do Mito 1: no Recompensa sua opinião, esses valores viram crédito da Play Store, não dinheiro para pagar boleto.

    Troque os números do exemplo pelos do seu app. Se o resultado for baixo, tudo bem usar nos tempos mortos, como na fila ou no ônibus. Só não conte com ele para pagar uma conta.

    Homem na fila de uma farmácia olhando o celular com calma, aproveitando o tempo de espera

    Como conferir um app antes de instalar

    Use esta lista com qualquer app que prometa pagar. Se falhar em um item, não instale.

    • A ajuda ou os termos do app dizem como o pagamento chega: crédito, PIX, vale-presente?
    • Existe regra clara de validade e de prazo, como a do crédito que expira em um ano?
    • Em nenhum momento pedem depósito, taxa ou “caução” para você receber?
    • Você fez a conta de exemplo com o seu tempo e achou o valor aceitável?
    • O app está na loja oficial do seu celular e as regras estão na ajuda da própria empresa, não só num vídeo?

    Seu próximo passo

    Pegue o app que você estava pensando em instalar e procure, na ajuda dele, a resposta para uma pergunta: como e quando o pagamento chega? Anote a resposta e faça a conta de tempo do Mito 6 antes de gastar a primeira hora.

  • 7 erros ao vender serviços feitos com IA e como evitá-los

    7 erros ao vender serviços feitos com IA e como evitá-los

    Você pediu para a IA escrever dez legendas, colou tudo num arquivo e mandou para o cliente. No dia seguinte, ele responde: “essa frase não é verdade” ou “isso aqui parece igual ao post de outra loja”.

    O problema raramente é a ferramenta. É o que ficou de fora entre o texto gerado e a entrega: revisão, cuidado com direitos e uma conversa honesta sobre o que você está vendendo.

    Abaixo estão sete erros comuns de quem oferece legenda, texto ou arte feitos com IA, e o que fazer no lugar. Este caminho serve para quem vai revisar de verdade. Se a ideia é só copiar e colar, o cliente percebe rápido.

    Erros de revisão: entregar o rascunho como se fosse o trabalho pronto

    Erro 1: não revisar o que a IA escreveu

    A IA escreve rápido e com segurança, mesmo quando erra. Os próprios termos de uso da OpenAI, dona do ChatGPT, mandam o usuário avaliar se a resposta está certa e serve para o seu caso. Eles pedem revisão humana quando couber, antes de usar ou compartilhar o texto.

    No lugar, leia o texto em voz alta, troque o que não soa como o cliente falaria e corte o que é genérico. Se uma frase serviria para qualquer loja, ela não serve para a loja do seu cliente.

    Mulher na varanda lendo em voz alta uma folha impressa, com uma caneta na mão, para revisar o texto

    Erro 2: confiar nos fatos que a IA inventa

    Horário de funcionamento, preço, ingrediente, prazo de entrega, nome de produto: a IA pode errar ou inventar qualquer um deles. Quem assina a entrega é você, não a ferramenta.

    1. Peça ao cliente uma lista dos dados fixos (preços, endereço, horários, nomes).
    2. Confira cada número e cada nome do texto contra essa lista.
    3. Apague qualquer afirmação que o cliente não confirmou.

    Quem faz legenda e texto para redes sociais pode aprofundar a escrita de vendas em videoaula. O curso Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem um módulo de marketing de conteúdo e, segundo a página dele, um bônus de copywriting (a escrita que convence). Serve para escrever melhor o que você revisa. (link de afiliado)

    Erros de direitos: achar que “feito por IA” resolve a questão autoral

    Erro 3: prometer exclusividade e propriedade total

    Os termos da OpenAI dizem que, entre você e a empresa, a resposta é sua, na medida em que a lei permitir. Os mesmos termos avisam que o resultado pode não ser único e que outras pessoas podem receber respostas parecidas.

    Na lei brasileira, a Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/1998) define autor como a pessoa física que cria a obra. A lei não traz regra específica para obra gerada por IA. O projeto que regula a IA no país (PL 2338/2023) já passou pelo Senado e tramita na Câmara; confira a situação atual no site da Câmara dos Deputados.

    O direito autoral é um dos pontos ainda em discussão nesse projeto. A situação atualizada fica na página de tramitação do PL 2338/2023 na Câmara.

    No lugar, não escreva “arte exclusiva e protegida por direitos autorais” no contrato. Diga o que é verdade: “texto criado com apoio de IA, revisado e adaptado por mim, para uso do cliente”.

    Atenção: não é aconselhamento jurídico, e essa regra pode mudar. Para um projeto grande, como a marca inteira de uma empresa, consulte um advogado antes de prometer exclusividade.

    Erro 4: ignorar as regras de uso da ferramenta

    Cada ferramenta tem regras. A central de ajuda do Canva, por exemplo, diz que trabalhos feitos com o Estúdio Mágico servem para fins pessoais e comerciais. Vale desde que você siga os Termos de Uso de Produtos com IA.

    A mesma página também pede para não citar marcas, personagens ou pessoas conhecidas nos comandos (o pedido que você digita para a IA) sem autorização. E só permite editar com IA uma foto cujos direitos de uso você tenha.

    No lugar, antes de vender, abra a política de uso da ferramenta que você usa e confira se uso comercial é permitido no seu plano. Regra de ferramenta muda, então releia de vez em quando.

    Erros de honestidade: o que o cliente precisa saber

    Erro 5: esconder que usou IA

    Na prática, muito cliente aceita bem o uso de IA, desde que saiba. Descobrir depois, por conta própria, gera desconfiança, e o cliente pode se sentir enganado sobre o que pagou.

    No lugar, diga logo na proposta: “uso IA para acelerar o rascunho; eu reviso, ajusto ao seu jeito e confiro os dados”. Quem explica o processo cobra pelo que importa, que é o resultado revisado.

    Erro 6: prometer resultado de vendas ou seguidores

    Legenda bonita não garante venda, e arte bonita não garante alcance. Prometer isso é arriscar a reclamação e a devolução do pagamento.

    No lugar, prometa só o que está nas suas mãos: número de peças, prazo de entrega e quantas rodadas de ajuste estão incluídas.

    Erro 7: não deixar nada combinado por escrito

    Sem combinado, o cliente pede “só mais uma versão” dez vezes, e a dúvida sobre quem pode usar o quê aparece só quando já é tarde. Deixar o uso permitido por escrito evita essa briga.

    No lugar, mande uma mensagem de WhatsApp com as condições e peça um “combinado” como resposta. A mensagem precisa dizer:

    • O que você entrega: por exemplo, 12 legendas para o Instagram da loja.
    • O prazo de entrega de cada lote.
    • Quantas rodadas de ajuste estão incluídas, como duas por lote.
    • Que o texto é feito com apoio de IA e revisado por você.
    • Onde o cliente pode usar o material: perfil da loja, site, anúncios.

    Checklist antes de enviar a entrega

    • Li o texto inteiro em voz alta e troquei as frases genéricas.
    • Conferi preços, horários, nomes e prazos com a lista do cliente.
    • Não usei marca, personagem ou pessoa conhecida nos comandos.
    • Confirmei que a ferramenta permite uso comercial no meu plano.
    • Avisei o cliente que usei IA e que revisei.
    • Deixei por escrito o uso permitido, o prazo e as rodadas de ajuste.

    Dica: guarde a conversa de combinado. Ela vale como prova do que foi prometido, dos dois lados.

    Seu próximo passo

    Hoje, escreva a mensagem de combinado que você enviaria a um cliente novo, seguindo os cinco itens do erro 7. Salve no bloco de notas do celular e use como modelo na primeira proposta.

    Para ir além das legendas, a IA Academy, do Igor Henrique, ensina a usar IA para criar conteúdo em vídeo, e a página do curso diz que ela atende quem não quer aparecer. (link de afiliado)

  • Como funciona a comissão da Shopee: o que conta e o que não conta

    Como funciona a comissão da Shopee: o que conta e o que não conta

    Você divulgou dois produtos parecidos e o painel mostrou comissões diferentes. Dias depois, um valor que estava lá diminuiu ou sumiu. Parece erro, mas quase sempre é a regra do programa funcionando.

    A resposta curta: o painel mostra a comissão estimada, e ela só vira dinheiro se o pedido for concluído. Pedido cancelado, devolvido ou reembolsado não paga comissão.

    No fim da leitura, você sabe de onde vem cada valor, o que faz uma venda deixar de contar e quando o dinheiro chega. O texto serve para quem já tem conta de afiliado.

    Comissão padrão e comissão extra

    A comissão padrão é a que a própria Shopee paga pela venda feita pelo seu link. Os termos do programa não trazem um percentual fixo: a taxa é divulgada na plataforma, e a Shopee diz que as taxas que ela determina são definitivas. Por isso o valor muda de produto para produto.

    A comissão extra é um adicional. Quem oferece é o vendedor, para estimular a divulgação do produto dele. Se a compra vier pelo seu link, você recebe as duas: a padrão e a extra.

    A central de ajuda da Shopee dá este exemplo: um vestido de uma loja com 10% de comissão extra. Quem vendeu pelo link recebe a padrão mais esses 10%.

    A comissão da Shopee tem um limite mensal, que os termos chamam de orçamento confirmado (a verba de divulgação combinada para o mês). Segundo a central, a extra não tem teto: continua valendo mesmo depois que você atinge esse limite.

    Na prática, dois produtos do mesmo preço podem pagar valores bem diferentes só porque um deles tem comissão extra ativa.

    Entender a comissão é metade do trabalho; a outra metade é ter um lugar para onde o comprador volte por você. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, ensina esse caminho no módulo de funil, com site, iscas digitais, e-mails e WhatsApp, e tem o afiliado como modelo principal (link de afiliado).

    Sobre qual valor a comissão é calculada

    A comissão não incide sobre o que o comprador pagou no total. Segundo a Shopee, o cálculo usa o valor líquido da venda, sem impostos, cupons e frete. Os termos também deixam descontos e Moedas Shopee fora da base.

    Exemplo, com números inventados só para a conta e sem considerar impostos: o produto custa R$ 80, o comprador usa um cupom de R$ 10 e paga R$ 12 de frete. O valor líquido é R$ 70.

    • Comissão padrão de 5% sobre R$ 70: R$ 3,50.
    • Comissão extra de 10% sobre a mesma base: R$ 7,00.
    • Total da venda direta: R$ 10,50.

    Repare que o comprador pagou R$ 82, e a conta não partiu desse valor. Esse é um dos motivos de o número do painel ser menor do que você esperava.

    Os termos também dizem que a Shopee pode descontar das comissões os tributos e uma taxa de intermediação (uma taxa de serviço cobrada pela plataforma).

    Venda direta, venda indireta e a janela de 7 dias

    Para a comissão extra, a central separa dois casos:

    • Venda direta: o comprador clica no seu link e conclui a compra em até 7 dias. Você recebe a comissão extra inteira.
    • Venda indireta: você recebe 30% da extra oferecida. Com R$ 10,00 de extra, seriam R$ 3,00. A central não detalha quando uma venda entra nesse caso.

    Os termos do programa fixam a mesma janela de 7 dias e a regra do último clique: a venda vai para o afiliado cujo link o comprador usou por último. Se outra pessoa divulgou o mesmo produto e o comprador clicou no link dela depois do seu, é ela quem recebe.

    Funciona como a última indicação num balcão de loja: quem mandou o cliente por último leva o crédito. Em outro trecho, a central explica que a comissão é atribuída quando o produto vai ao carrinho depois do clique e a compra termina dentro desses 7 dias.

    Por que o valor muda depois da compra

    Quando a pessoa compra, o pedido ainda não está concluído. É como uma venda no fiado: só conta de verdade quando o cliente paga e fica com o produto. Ele pode ser cancelado, devolvido ou reembolsado, e a comissão acompanha o pedido.

    Pelos termos, a Shopee não paga e pode estornar comissão nestes casos:

    • pedidos cancelados, incompletos, devolvidos ou reembolsados;
    • compra que não cumpre os requisitos de compra concluída, como a feita por robô ou considerada fraudulenta, duplicada ou desqualificada;
    • compras com intenção de revenda;
    • vendas por links publicados em conteúdo proibido;
    • compras feitas pelo próprio afiliado nos seus links.
    Homem fechando uma caixa de papelão com um produto para devolução, sobre a mesa de casa.

    A comissão extra segue a mesma lógica: a central diz que pedidos cancelados, devolvidos ou fraudulentos não geram extra.

    Cuidado: não compre pelo seu próprio link para testar. Os termos preveem estorno da comissão nesse caso.

    Também há uma etapa de validação: a Shopee valida e aprova as comissões antes de pagar. Os critérios detalhados ficam num artigo próprio da central de ajuda, sobre os requisitos para validar a comissão.

    Quando o dinheiro chega

    As comissões são somadas ao saldo da conta todo mês. Os termos dizem que o pagamento sai em até 60 dias depois da aprovação do sistema.

    O blog da Shopee cita datas mais curtas. Pessoa física recebe até o dia 10 de cada mês, na ShopeePay (a carteira digital do app da Shopee). Pessoa jurídica recebe até o dia 30, na conta bancária do cadastro.

    O valor mínimo para receber é definido pela Shopee e pode mudar. O blog citou R$ 30; confira o valor atual no app. Abaixo do mínimo, o saldo fica acumulado até chegar lá.

    Pessoa jurídica só recebe depois de emitir nota fiscal. Pessoa física tem impostos retidos na fonte: 11% de INSS e imposto de renda conforme o valor, segundo o mesmo blog.

    Atenção: como pessoa física, você só recebe pela ShopeePay. Ative a carteira no app antes do fechamento do mês.

    Seu próximo passo

    Abra hoje o Relatório de Vendas do programa e escolha três vendas. Para cada uma, anote se o pedido foi concluído, cancelado ou devolvido. Depois confira se o produto tinha comissão extra.

    Com isso você passa a escolher produtos pela comissão que realmente fica, e não pelo valor do primeiro dia. Os termos completos estão na central de ajuda da Shopee.

  • 6 mitos sobre ser afiliado: o que é verdade sobre ganhar dinheiro

    6 mitos sobre ser afiliado: o que é verdade sobre ganhar dinheiro

    Você viu um vídeo dizendo que afiliado ganha sem investir, sem aparecer e já no primeiro mês. Agora quer saber o que é regra de plataforma e o que é propaganda.

    Sem essa checagem, a pessoa abre CNPJ sem precisar, ou fica olhando um saldo que ainda não pode sacar. Ou perde a comissão de uma venda por um erro de link que ninguém avisou.

    Abaixo estão seis crenças comuns, cada uma respondida com a regra publicada na central de ajuda da Hotmart, a plataforma que usamos como exemplo. Se você procura uma data certa para o primeiro ganho, este texto não tem: nenhuma regra de plataforma promete isso.

    Mito 1: “Preciso abrir CNPJ para ser afiliado”

    O cadastro de afiliado na Hotmart é gratuito, segundo a central de ajuda da Hotmart. A página que explica como começar não pede CNPJ em nenhum momento.

    Para sacar, o que a plataforma exige é cadastro regularizado e aprovado, com documentos validados. A conta bancária também precisa ter o mesmo titular da conta Hotmart. A própria central fala em comprovante com o “CPF ou CNPJ do titular”, ou seja, a conta pode estar em nome de uma pessoa física.

    Se um dia você abrir um MEI, saiba que a troca de CPF para CNPJ na conta só é feita depois de sacar todo o saldo disponível. Para dúvidas de limite de saque, consulte a central de ajuda, porque essa regra pode mudar.

    Cuidado: não ter CNPJ não significa que o dinheiro fica fora do imposto de renda. Antes de sacar valores maiores, converse com um contador ou consulte a Receita Federal.

    Quem prefere estudar o trabalho de afiliado em videoaula pode ver o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas. O afiliado é o modelo principal do curso, que também tem módulos de nichos e de marketing de conteúdo. A página do curso diz que ele serve a quem tem só o celular. (link de afiliado)

    Mito 2: “Todo produto aceita afiliado, é só clicar”

    Não é assim. A central da Hotmart descreve três situações:

    • afiliação automática: qualquer usuário pode se afiliar e começar a divulgar;
    • afiliação com aprovação: o produtor analisa seu pedido antes de você divulgar;
    • sem afiliação: alguns produtos não aceitam afiliados.

    Então o pedido pode ser recusado ou ficar parado esperando resposta. Peça afiliação a mais de um produto que você conheça, em vez de apostar em um só.

    Mito 3: “A comissão é a mesma em todo produto”

    Quem define o percentual é o produtor. O valor que cai para você depende do preço da oferta e da taxa configurada no programa daquele produto.

    Exemplo: um curso de R$ 197 com 40% de comissão rende R$ 78,80 por venda (197 × 0,40). Se o mesmo preço tiver 30% de comissão, seriam R$ 59,10.

    Antes de se afiliar, confira estes pontos na página do produto:

    • o percentual de comissão;
    • se a afiliação é automática ou com aprovação;
    • a regra de atribuição, que diz de quem é a venda quando o comprador clicou em mais de um link: o último clique, o primeiro clique ou a divisão entre os dois (múltiplos cliques).

    Mito 4: “Divulguei meu link, então a venda é minha”

    A central lista o que pode impedir o recebimento ou a atribuição da comissão:

    • divulgar o link direto da página de vendas, em vez do link de afiliado (o HotLink);
    • outro afiliado ser clicado antes da compra, quando a regra é de último clique;
    • o comprador usar navegador sem cookies, aba anônima ou limpar os dados antes de pagar;
    • o comprador usar os dados do afiliado no pagamento, o que o antifraude anula;
    • a compra ser feita no mesmo computador ou na mesma rede de internet do vendedor.

    Cookie é um arquivo pequeno que o navegador guarda para lembrar por qual link a pessoa chegou. Sem ele, a plataforma não sabe que a venda veio de você.

    Atenção: não compre pelo seu próprio link para “testar” nem peça para alguém da sua casa comprar. A compra na mesma rede ou com seus dados pode ter a comissão anulada pelo antifraude.

    Mito 5: “Vendeu, a comissão é minha para sempre”

    Quando o comprador pede reembolso dentro da garantia, todos os valores voltam, inclusive a comissão do afiliado. É o que diz o blog oficial da Hotmart sobre reembolso. O prazo de garantia é escolhido pelo produtor e muda de produto para produto.

    Exemplo: você fez 3 vendas de R$ 197 com 40% de comissão. São R$ 236,40 no total (3 × R$ 78,80). Se um comprador pedir reembolso, saem R$ 78,80 e sobram R$ 157,60.

    Na prática, isso muda como você divulga. Quem promete o que o produto não entrega tende a ver mais pedidos de devolução, e cada um tira comissão do seu saldo.

    Mito 6: “Vendeu hoje, saco hoje, e a primeira venda vem logo”

    Toda venda paga entra no seu saldo, mas a comissão só pode ser sacada depois de um prazo. Segundo a central da Hotmart, em vendas em reais:

    Forma de pagamento do comprador Quando fica disponível para saque
    Cartão de crédito 30 dias corridos após a venda
    PIX ou boleto 2 dias corridos após a venda

    Os valores já liberados aparecem em Carteira › Extrato. O que ainda está no prazo não aparece ali, e isso não quer dizer que a venda sumiu.

    Há outro detalhe para quem está começando. O formulário para cadastrar a conta bancária só fica disponível depois da primeira venda, e a central diz que a equipe verifica a conta em até 5 dias úteis.

    Quanto tempo a primeira venda leva, nenhuma fonte oficial responde. Na prática, depende de ter alguém vendo seu link, e isso costuma levar semanas de publicação constante, não dias.

    Homem sentado num banco de praça olhando o celular com expressão paciente, esperando a primeira venda.

    Seu próximo passo

    Hoje, crie sua conta gratuita na Hotmart e complete os dados cadastrais, com documentos. Assim a aprovação não atrasa seu primeiro saque.

    Depois, escolha um produto e anote em um caderno ou no bloco de notas do celular: percentual, tipo de afiliação e regra de atribuição. Regra de plataforma muda, então confira os valores atuais na central de ajuda antes de decidir.

  • Como criar sua conta de afiliado na Hotmart pelo celular

    Como criar sua conta de afiliado na Hotmart pelo celular

    Você abriu o site da Hotmart no celular, preencheu o cadastro e travou na hora de mandar o documento. A foto saiu escura, o sistema recusou e você não sabe se o erro foi seu ou da plataforma.

    Sem a identidade validada, você não consegue vender como afiliado nem receber. A boa notícia é que dá para fazer tudo pelo celular, e a recusa quase sempre tem causa simples.

    Aqui você cria a conta, habilita o perfil de afiliado, chega à lista de produtos e envia o documento do jeito que a Hotmart aceita. Se você não tem RG, CNH ou CRNM originais e dentro da validade, resolva isso primeiro: o passaporte não vale para contas cadastradas no Brasil.

    O que separar antes de começar

    Deixe tudo à mão antes de abrir o cadastro. Assim você não perde a sessão no meio do caminho.

    • Um e-mail que você acessa com frequência. É nele que chega o código de confirmação e o aviso de recusa do documento.
    • Ser maior de 18 anos. O cadastro pede essa confirmação.
    • RG, CNH ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM), original e dentro da validade.
    • Um lugar com boa luz e uma mesa lisa para fotografar o documento.

    Criar a conta e habilitar o perfil de afiliado não custam nada, segundo a central de ajuda da Hotmart. A plataforma só cobra quando acontece uma venda.

    Criar a conta na Hotmart

    Abra o navegador do celular e siga estes passos.

    1. Acesse hotmart.com.
    2. Toque em “Comece gratuitamente” ou use o formulário “Crie sua conta agora”.
    3. Escreva seu nome completo, seu e-mail e crie uma senha.
    4. Leia os Termos e as Políticas e aceite. Ao aceitar, você confirma que tem mais de 18 anos.
    5. Toque em “Criar conta”.
    6. Abra seu e-mail, copie o código de verificação e digite na tela da Hotmart.

    Atenção: escreva o nome exatamente como está no seu documento. Dados da conta diferentes dos do documento são um dos motivos de recusa na verificação.

    Depois do código, a Hotmart pergunta como você quer começar: comprar produto ou vender on-line. Você pode mudar essa escolha depois, sem criar outra conta.

    Se você ainda não sabe o que divulgar depois do cadastro, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem o afiliado como modelo principal. Ele traz um módulo sobre nichos, o assunto específico em que você vai focar. A página do curso diz que ele é para iniciantes e dá garantia de 7 dias (link de afiliado).

    Habilitar o perfil de afiliado

    A Hotmart usa a mesma conta para comprar, produzir e ser afiliado (quem indica o produto de outra pessoa e recebe comissão pela venda). Falta só liberar a parte de negócios.

    1. Entre em consumer.hotmart.com com seu e-mail e senha.
    2. No menu lateral esquerdo, toque em “Gerenciar meu negócio”.
    3. Preencha os dados que a tela pedir para concluir o cadastro.

    Se continuar aparecendo só a área de compras, saia da conta e entre de novo. Se não resolver, abra o site numa aba anônima ou em outro navegador, ou limpe o cache e os cookies.

    Os produtos que você já comprou continuam lá. Habilitar o perfil de afiliado não mexe no seu acesso de comprador.

    Chegar aos produtos para afiliar

    Com o perfil habilitado, entre em app.hotmart.com. No menu lateral esquerdo, vá em “Produtos” e depois em “Afiliar-se a um produto”. Use os filtros para procurar por categoria.

    Ao abrir um produto, confira a comissão e as regras do programa de afiliados. A comissão é definida por cada produtor, então muda de produto para produto.

    O botão depende da regra do produtor. Se a afiliação é automática, aparece “Afilie-se agora” e seus links de divulgação saem na hora. Se é mediante aprovação, aparece “Solicitar afiliação” e você espera a análise.

    Para acompanhar os pedidos, vá em “Produtos”, “Meus produtos”, “Sou Afiliado(a)” e abra a aba “Solicitadas”. Ali também dá para cancelar um pedido que você não quer mais.

    Verificar sua identidade

    Para vender como afiliado, a Hotmart exige a validação da identidade. Em algumas contas ela é pedida antes da primeira venda. Nas demais, o envio de documentos só é liberado depois que a primeira venda é confirmada.

    Quando a opção aparecer na sua conta, o caminho é este, segundo a central de ajuda:

    1. Entre em app.hotmart.com.
    2. Toque na sua foto de perfil e escolha “Minha conta”.
    3. No menu lateral, toque em “Documentos” e depois em “Começar”.
    4. Permita o acesso à câmera. Se você começou pelo computador, aparece um QR Code: escaneie com o celular e deixe a tela do computador aberta.
    5. Faça a biometria facial (a leitura do seu rosto pela câmera): rosto inteiro, centralizado e com boa luz.
    6. Fotografe o documento, frente e verso quando houver.
    7. Informe sua renda média mensal e finalize o envio.
    Homem de meia-idade segura o celular na altura do rosto, perto da janela, para fazer a biometria facial.

    Para pessoa física, no fluxo antes da primeira venda, o resultado sai em até 1 hora. Quando a validação acontece depois da primeira venda, a análise pode levar até 5 dias úteis.

    O documento precisa ser do mesmo titular da conta bancária que vai receber as comissões. Essa conta só é cadastrada depois que os documentos são aprovados.

    O que fazer quando o documento é recusado

    Abra o e-mail da Hotmart. Ele diz o motivo da recusa. Os motivos mais comuns, segundo a central, são estes:

    • Imagem desfocada, escura ou com reflexo.
    • Documento cortado na foto, rasgado, manchado ou dentro de um plástico.
    • Foto do documento desatualizada.
    • Frente e verso de documentos diferentes.
    • Documento vencido ou de um tipo não aceito.
    • Dados da conta diferentes dos do documento.
    • Envio duplicado.

    Na nova tentativa, fotografe sobre uma superfície lisa, sem reflexo, e tire o documento do plástico. Use sempre o original: cópia e foto de xerox são recusadas. Envie cada documento separadamente.

    Mãos de mulher fotografam um documento sobre uma mesa lisa, com o plástico protetor ao lado, sem reflexo.

    Atenção: se o seu RG ou CNH é digital, baixe o arquivo no aplicativo oficial do governo, em PDF ou JPEG. Print do aplicativo e foto da tela do computador não são aceitos.

    Na biometria facial, não use filtro, efeito nem óculos escuros. Evite quadros ou espelhos ao fundo. Depois, reenvie em foto de perfil, “Minha conta”, “Documentos”.

    Se a recusa se repetir depois de algumas tentativas, use o link “Entrar em contato”, no fim do artigo da central de ajuda, e fale com o suporte.

    Seu próximo passo

    Hoje, crie a conta, confirme o e-mail e toque em “Gerenciar meu negócio”. São uns poucos minutos com o celular na mão.

    Depois, entre em “Afiliar-se a um produto” e olhe três produtos sem pedir afiliação ainda. Anote a comissão de cada um e se a afiliação é automática ou mediante aprovação. Se a Hotmart pedir o documento, envie de dia, perto de uma janela.

    Para conhecer outro tipo de produto para divulgar, o Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins traz uma lista de produtos de assinatura. Neles, a comissão é recorrente, com cobrança pelo Pix Automático (link de afiliado).