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  • Roteiro de 7 dias para escolher um produto, pedir afiliação e testar seu primeiro link

    Roteiro de 7 dias para escolher um produto, pedir afiliação e testar seu primeiro link

    Você criou a conta na plataforma, olhou a tela cheia de produtos e fechou o aplicativo. Passaram-se semanas. Não é falta de vontade: é que ninguém disse qual é a primeira tarefa.

    Este roteiro divide a preparação em sete dias pequenos, de uns 20 a 30 minutos cada. No fim, você terá um produto escolhido, a afiliação pedida e um link seu, testado e pronto para divulgar.

    Ele serve para quem já tem conta na Hotmart ou na Kiwify. Se você ainda não tem conta, faça o cadastro primeiro e volte aqui.

    O que esperar desta semana (e o que não)

    No dia 7, você terá um link de afiliado conferido e guardado. Divulgar e vender são a etapa seguinte, e a primeira venda costuma levar mais do que uma semana.

    Atenção: se a semana terminar sem nenhuma venda, nada deu errado. Este roteiro cobre só a preparação dentro da plataforma, a parte que quase todo iniciante pula e depois se perde.

    Um detalhe muda o ritmo: o produtor pode aprovar sua afiliação na hora ou analisar o pedido antes. Por isso o pedido sai no dia 4, para sobrar tempo de espera.

    Se quiser partir de uma lista pronta de candidatos, o Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, traz uma lista de produtos de assinatura para se afiliar. Neles a comissão é recorrente: cai a cada mês em que o cliente continua assinando. O curso também traz um mapa do zero absoluto até a primeira venda (link de afiliado).

    Dias 1 a 3: escolher e estudar o produto

    Nestes três dias você não pede nada. Só olha, compara e anota num caderno ou no bloco de notas do celular.

    1. Dia 1: separe três candidatos. Na Hotmart, abra Produtos > Afiliar-se a um produto e use os filtros de categoria. Na Kiwify, abra a aba Marketplace e use a barra de pesquisa, com filtros de preço, comissão e categoria. Escolha três produtos de um assunto que você conhece ou que as pessoas ao seu redor pedem.
    2. Dia 2: leia a página de cada um. Anote a comissão, as regras do programa de afiliados e as orientações de divulgação, quando houver. Na Hotmart, esses dados aparecem na página do produto. Comissão é a parte do preço que fica com você em cada venda; quem define é o produtor.
    3. Dia 3: escolha um e descarte os outros. Abra a página de vendas como se fosse cliente. Você entenderia a promessa em um minuto? Na Kiwify, a ordem do Marketplace segue um ranking de quem mais vendeu nos últimos 7 dias. Use isso como pista de procura, não como garantia de venda.

    Dica: escolha um produto que você consegue explicar em duas frases a um amigo. Quem não entende o que está indicando desiste na primeira pergunta.

    Exemplo: Tatiane abre três páginas e anota o nome de cada produto, a comissão e uma frase sobre para quem ele serve. No fim do dia 3, ela risca dois e fica com o terceiro.

    Dias 4 e 5: pedir a afiliação

    No dia 4, volte à página do produto escolhido. O botão depende da regra do produtor.

    • Na Hotmart: se aparecer “Afilie-se agora”, a afiliação conclui na hora. Se aparecer “Solicitar afiliação”, o pedido vai para a análise do produtor, que em alguns programas aprova de forma automática.
    • Na Kiwify: o botão é “Solicitar afiliação”. Se o produto tem aprovação automática, o link já sai liberado; se a aprovação é manual, você espera o produtor aprovar.

    Enquanto o pedido estiver em análise, você ainda não pode divulgar o produto com os links de divulgação. Na Hotmart, acompanhe em Produtos > Meus produtos, na área “Sou Afiliado(a)”, aba “Solicitadas”. Ali você vê o status e pode cancelar o pedido.

    No dia 5, faça o que depende só de você enquanto espera:

    • Releia as regras do programa de afiliados do produto.
    • Escreva três linhas sobre o produto, com suas palavras, para usar na divulgação.
    • Se o pedido ainda estiver em análise, deixe como está e volte no dia seguinte.

    Cuidado: não divulgue o produto antes da aprovação, nem com o endereço da página de vendas copiado da barra do navegador. Sem o seu código, a venda não é sua.

    Dias 6 e 7: gerar e testar o link

    Com a afiliação aprovada, os links ficam liberados. Na Kiwify, só dá para ver os links depois da aprovação.

    No dia 6, gere o link pelo botão da plataforma:

    1. Hotmart: vá em Produtos > Meus produtos, confirme que está na aba “Sou Afiliado” e toque no ícone de link, à esquerda do botão “Promover produto”. Na página “Links de divulgação”, copie o link.
    2. Kiwify, pelo computador: vá em Produtos, aba “Minhas afiliações”, clique no ícone de três pontos no canto direito da linha do produto e escolha “Ver links”. Ali estão seus links de checkout.
    3. Kiwify, pelo navegador do celular: toque no ícone do topo esquerdo e em “Produtos”. Escolha “Minhas afiliações”, depois “Links”, e toque no link para copiá-lo.
    Homem na sala copiando o link de afiliado na página Links de divulgação, na tela do notebook.

    No dia 7, teste. Cole o link no WhatsApp, numa conversa só sua (a opção de mandar mensagem para o próprio número), e abra. A página deve carregar sem erro, e o produto deve ser o que você escolheu.

    Depois, confira se o código é seu. Na Hotmart, o link tem o formato go.hotmart.com/ seguido de um código. Segundo a central de ajuda, esse código é exclusivo e vinculado à conta de quem promove. Compare o link guardado com o da página “Links de divulgação”: se for igual, é o seu.

    Guarde o link num lugar fácil, como as notas do celular. Anote também o nome do produto e a data do teste.

    Atenção: se o produtor mudar o endereço da página de vendas, o link antigo deixa de funcionar direito. Na Hotmart, nesse caso, gere um link novo.

    Seu próximo passo

    Hoje, escolha onde vai postar o primeiro link na semana seguinte: um grupo de WhatsApp de que você participa, seu status ou um perfil que você já usa. Escreva o nome do lugar ao lado do link, e só isso.

    Para transformar o link em divulgação, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de marketing de conteúdo, Instagram, YouTube e vendas pelo WhatsApp (link de afiliado).

  • Como conferir e receber as comissões da Shopee: do painel ao dinheiro na conta

    Como conferir e receber as comissões da Shopee: do painel ao dinheiro na conta

    Você vê a comissão no painel da Shopee, mas o dinheiro não aparece no banco. Aí vêm as dúvidas: onde olhar, quando cai e se faltou algum cadastro.

    A resposta curta: a comissão passa por etapas. Primeiro ela é validada, depois entra numa fatura mensal, e só então é paga. Para pessoa física, o pagamento sai até o dia 10 de cada mês, numa conta digital ligada à Shopee, e não direto no seu banco.

    A seguir, você vê o que cadastrar, onde conferir cada etapa no app e o que fazer quando o valor não chega.

    O que você precisa ter cadastrado

    Sem os dados de pagamento corretos, a comissão fica parada. Para pessoa física (quem divulga com CPF), a Shopee pede:

    • Ter 18 anos ou mais.
    • A conta digital ativa, que recebe o pagamento. Na central de ajuda, ela se chama Maree e é ativada pelo menu Eu do app.
    • Dados pessoais nas configurações de pagamento: nome completo sem abreviação, telefone, data de nascimento, nome da mãe, RG, CPF e endereço, com comprovantes.
    • Os mesmos dados que estão na conta digital. Se houver diferença, a Shopee suspende o pagamento até a correção.

    Depois do envio, a Shopee responde em até 7 dias úteis. Se estiver tudo certo, o cadastro é aprovado parcialmente. A validação final acontece só no dia 1º de cada mês.

    Atenção: os nomes mudam entre os textos da própria Shopee. A central de ajuda fala em conta Maree, e o blog fala em ShopeePay. Siga o nome que o seu app mostrar.

    Este texto segue o caminho da pessoa física. Quer entender o trabalho de afiliado por inteiro, e não só o pagamento? O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem um módulo com o afiliado como modelo principal, em videoaulas (link de afiliado).

    Passo a passo para ver suas comissões

    Os nomes abaixo são os da central de ajuda da Shopee. Se o seu app estiver um pouco diferente, procure o item mais parecido.

    1. Abra o app da Shopee e toque em Eu.
    2. Toque em Programa de Afiliados (em alguns textos, Programa de Criadores Afiliados).
    3. Toque em Renda. Ali aparecem as comissões validadas.
    4. Para ver os pagamentos, selecione Histórico de Pagamento.

    Para conferir ou corrigir seus dados, volte ao Programa de Afiliados e toque em Conta, no menu de baixo. Depois toque no ícone de configurações e em Configurações de pagamento.

    No computador, use o Portal do Afiliado (affiliate.shopee.com.br). No menu Pagamento ficam as comissões validadas e o histórico. Os dados ficam em seu nome de usuário, no canto de cima, em Configuração de Pagamento.

    Mulher segura celular mostrando a tela de renda e histórico de pagamento do programa de afiliados

    Como o pagamento chega

    Comissão validada é a venda que a Shopee já conferiu e confirmou como sua. Até lá, ela é só uma previsão. A validação segue esta ordem:

    1. O comprador finaliza a compra em até 7 dias depois de clicar no seu link.
    2. O pedido vira Concluído quando o comprador toca em Pedido Recebido. Se ele não tocar, o sistema conclui sozinho depois de 7 dias corridos.
    3. No dia seguinte ao Concluído, a Shopee valida a comissão.

    Se houver reembolso ou devolução, a comissão é cancelada.

    As comissões validadas até o fim de um mês entram na fatura do mês seguinte. Pense na fatura do cartão: ela junta tudo do mês e tem um dia para ser paga. Pessoa física recebe até o dia 10, na conta digital.

    Exemplo: uma venda que vira Concluído em 12 de março é validada em 13 de março. Ela entra na fatura de abril e é paga até 10 de abril.

    Pessoa jurídica (quem divulga com CNPJ) precisa de conta corrente PJ e de nota fiscal enviada até o dia 5. Recebe até o dia 30, por transferência bancária.

    No Histórico de Pagamento, cada fatura mostra um status: Pendente de Pagamento, Em processamento, Pago ou Erro no pagamento.

    Atenção: só entra na fatura quem soma um valor mínimo de comissões validadas. A central de ajuda fala em R$ 10, e o blog da Shopee, em R$ 30. Confira o valor atual na central de ajuda.

    O valor pago também pode vir menor que o do painel, porque há desconto de impostos. Para pessoa física, o blog da Shopee sobre comissões cita desconto de 11% de INSS, além do Imposto de Renda conforme a faixa.

    Se o valor não aparece

    Antes de achar que a Shopee errou, passe por esta lista:

    • O pedido já está como Concluído? Enquanto não estiver, a comissão não é validada.
    • O comprador finalizou a compra em até 7 dias após o clique?
    • O comprador clicou no link de outro afiliado depois do seu? Aí a comissão pode ir para o outro.
    • O link foi gerado pela plataforma da Shopee? Link de outra origem não conta.
    • Você mesmo comprou pelo seu link? A Shopee cancela a comissão nesse caso.
    • Houve devolução ou reembolso? Então a comissão foi cancelada.
    • A fatura está como Erro no pagamento? Isso indica dado de pagamento errado ou conta digital inativa.

    Se tudo estiver certo e o valor não chegar, procure a central de ajuda da Shopee sobre pagamento de comissões. Desconfie de quem oferece “desbloquear” seu pagamento por mensagem: o canal é o oficial.

    Seu próximo passo

    Hoje, abra o app, toque em Eu e entre no Programa de Afiliados. Vá até as configurações de pagamento e confira se o nome, o CPF e os dados da conta digital estão iguais e aprovados.

    Depois entre em Renda e abra o Histórico de Pagamento. Assim, quando a primeira fatura sair, você já sabe onde acompanhar.

    Com o pagamento no caminho, o trabalho passa a ser levar o link a mais gente. O Fórmula Negócio Online ensina marketing de conteúdo e como escolher um nicho (o assunto em que você vai focar), dois caminhos para as suas indicações renderem mais vendas (link de afiliado).

  • 6 erros nos dados de recebimento que atrasam o seu saque de comissão

    6 erros nos dados de recebimento que atrasam o seu saque de comissão

    Você fez a primeira venda como afiliado, pediu o saque e a plataforma recusou. Agora fica a dúvida: o dinheiro sumiu?

    Em geral, não. O saldo continua lá. O que costuma travar é o cadastro: o nome, o documento ou a conta que você informou não bateram com o que a plataforma esperava.

    Aqui você vai conferir os dados de recebimento, corrigir os seis erros mais comuns e saber o que fazer se o saque já foi recusado. Os exemplos são da Hotmart e da Kiwify, conferidos nas centrais de ajuda das duas.

    Por que o saque é recusado mesmo com saldo

    Ter saldo não basta. Antes de pagar, a plataforma confere se quem pede o dinheiro é quem diz ser, e se a conta que vai receber é dessa mesma pessoa.

    É como o caixa do banco pedindo o documento: se o nome na ficha e o nome no RG são diferentes, ele não libera, mesmo que o dinheiro seja seu.

    A Kiwify diz isso com todas as letras: o titular da conta Kiwify e o da conta bancária devem ser iguais, CPF com CPF e CNPJ com CNPJ. Na Hotmart, o nome do favorecido vem do seu cadastro e precisa coincidir com o da conta bancária, senão ela pode ser recusada.

    Com os dados em ordem, cada nova comissão chega sem travar, e aí vale pensar no próximo produto. O Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, traz uma lista de produtos de assinatura para se afiliar, com cobrança pelo Pix Automático. Neles, a comissão é recorrente: paga a cada mês que o cliente continua assinando (link de afiliado).

    Os erros mais comuns e o que fazer no lugar

    1. Nome diferente do titular da conta. Na Hotmart, o nome do favorecido é preenchido sozinho com os dados do seu cadastro, e eles precisam coincidir com os do banco. Antes de cadastrar a conta, confira como o seu nome aparece no app do banco.
    2. Chave PIX ou conta de outra pessoa. Usar a conta da esposa, do filho ou de um amigo parece prático, mas a conta precisa ser sua. Na Kiwify, o saque para um titular diferente falha. Cadastre uma chave PIX ligada ao seu próprio CPF.
    3. Documento ilegível. A Hotmart cita como motivos de recusa foto tremida ou desfocada, reflexo, imagem escura, documento cortado ou dentro do plástico, e frente e verso de documentos diferentes. Tire a foto de dia, sobre uma mesa lisa, com o documento inteiro na imagem. Na Kiwify, valem RG, CNH física ou CNH digital.
    4. Documento vencido ou dados desatualizados. A Hotmart recusa documento inválido, vencido ou com dados que divergem do cadastro. Se você mudou de nome ou renovou o RG, atualize antes de pedir o saque.
    5. CPF e CNPJ misturados. Se o cadastro está no seu CPF, a conta também tem que estar no CPF. Na Kiwify, se o cadastro é de CNPJ, o saque para conta pessoal falha, mesmo para quem é MEI. Escolha um lado e mantenha os dois iguais.
    6. CPF com situação irregular. Na Hotmart, CPF cancelado, suspenso ou de titular falecido gera um aviso de irregularidade quando você tenta sacar. Consulte a situação do seu CPF no site da Receita Federal e, se houver pendência, regularize por lá.

    Atenção: na Kiwify, o saque só é liberado depois da verificação de identidade, que chega por e-mail após a primeira venda. O CPF do documento precisa ser o mesmo do cadastro, e só o titular pode fazer a verificação.

    Como revisar tudo em 5 minutos

    Faça isto antes do primeiro pedido de saque, com o app do banco aberto ao lado:

    1. No app do banco, anote seu nome completo e seu CPF exatamente como aparecem.
    2. Na Hotmart, toque na foto de perfil, em Minha conta e em Dados pessoais. Compare o nome com o do banco.
    3. Na Hotmart, abra Minha conta e Dados financeiros. Na Kiwify, abra o menu Financeiro e a aba Dados bancários. Confira a conta ou a chave PIX.
    4. Veja se a chave PIX está no seu CPF (ou no CNPJ, se o cadastro for de empresa).
    5. Abra a foto do documento enviado: nome legível, dentro da validade e sem corte.
    6. Confirme que o cadastro todo é de um tipo só: CPF ou CNPJ.
    Homem confere a tela de dados financeiros de uma plataforma no notebook, com nome do favorecido e chave PIX

    Os nomes de menu podem mudar. Se algum não aparecer, procure na central de ajuda da própria plataforma.

    O que fazer se o saque já foi recusado

    Primeiro, respire: o saldo não some. Na Kiwify, quando o saque falha, o banco devolve o dinheiro automaticamente em até 2 dias. Depois de corrigir o dado, basta pedir o saque de novo.

    Cuidado: na Kiwify, a taxa de saque é descontada mesmo quando a transação falha. Conferir os dados antes sai mais barato do que tentar de novo.

    Na Hotmart, se um documento foi reprovado, leia o e-mail de reprovação, que traz o motivo. Refaça a foto, reenvie em Minha conta e Documentos e, se o problema continuar, use o botão Entrar em contato no fim do artigo da central de ajuda.

    Se o erro está na conta bancária da Hotmart, não dá para editar: exclua a conta e cadastre de novo. A equipe verifica a conta nova em até 5 dias úteis, então vale preencher tudo certo de uma vez.

    Atenção: peça ajuda só pelos canais oficiais, dentro da central de ajuda da plataforma. Ninguém sério pede sua senha, o código que chega por e-mail ou um pagamento para “liberar” saque.

    Seu próximo passo

    Hoje, abra a tela de dados de recebimento da sua plataforma e confira campo por campo: nome, documento, conta ou chave PIX e tipo de cadastro. Se algo estiver diferente, corrija agora, enquanto não há pedido travado.

    Prazos e regras de verificação mudam, então confira sempre a central de ajuda: cadastro de conta bancária na Hotmart e por que o saque falhou na Kiwify.

  • Checklist dos documentos que quem ganha online deve guardar

    Checklist dos documentos que quem ganha online deve guardar

    Chega o fim do mês e você não acha o extrato daquela comissão. O print do saque sumiu da galeria, e o e-mail da plataforma está enterrado entre trezentos outros.

    Enquanto ninguém pergunta nada, isso parece pouco. Quando o banco, a Receita ou um cliente pede prova de onde veio o dinheiro, quem não tem papel fica sem como mostrar que a renda é real.

    Este checklist monta uma pasta simples no celular, com o que guardar e quando. Não precisa de contador. Regra de imposto fica de fora, porque muda: para ela, a referência é sempre a Receita Federal.

    Por que guardar os papéis

    Comprovante é a sua defesa. Ele mostra quanto entrou, de quem veio e quanto você gastou para ganhar.

    A Receita Federal orienta guardar a declaração, o recibo e os comprovantes por até 5 anos. Ela também diz que nada é enviado junto com a declaração, mas tudo o que foi informado precisa ser comprovado se a Receita pedir.

    Se você é MEI (microempreendedor individual), preenche todo mês o relatório mensal de receitas brutas, uma folha com tudo o que vendeu no período. Ele não é entregue a nenhum órgão: fica com você, arquivado junto com as notas fiscais, por no mínimo 5 anos.

    Atenção: prazos e regras podem mudar. Confira o valor atual na página do Imposto de Renda da Receita Federal e no Portal do Empreendedor, no gov.br.

    O que guardar

    Marque o que se aplica ao seu caso. Entre parênteses, quando salvar:

    • Relatório de comissões ou de vendas de cada plataforma, como Hotmart, Kiwify ou Shopee (no começo de cada mês).
    • Comprovante de cada saque: o print da tela e o extrato do banco que mostra o dinheiro entrando (no dia do saque).
    • Comprovante do PIX que o cliente do freela mandou (no dia em que o dinheiro cai).
    • Notas fiscais que você emitiu, se emitiu alguma, e recibos de freelas (no dia da emissão).
    • Combinado com o cliente por mensagem ou e-mail: valor, prazo e o que foi entregue (ao fechar o serviço).
    • Gastos do negócio: anúncio, ferramenta, internet, curso, taxa da plataforma (no dia do pagamento).
    • Se for MEI: o relatório mensal de receitas brutas e as notas de compra e de venda (todo mês).

    Quem ganha comissão como afiliado (quem indica produtos de outras pessoas e recebe por venda) tem uma vantagem: o relatório da plataforma já lista cada venda. Baixe uma cópia todo mês para não depender só da plataforma.

    Se você quer entender esse modelo do zero, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem o afiliado como modelo principal, em videoaulas com garantia de 7 dias (link de afiliado).

    Como organizar a pasta no celular

    1. Abra o app de arquivos do celular (ou o Google Drive, se preferir) e crie uma pasta chamada Renda.
    2. Dentro dela, crie uma pasta para o ano em curso, com o número do ano no nome.
    3. Dentro do ano, crie uma pasta por mês, com número na frente para manter a ordem: 01-janeiro, 02-fevereiro e assim por diante.
    4. Em cada mês, crie duas subpastas: Entradas (comissões, saques, recibos) e Gastos.
    5. Renomeie cada arquivo com a data e o assunto, como 15-03-saque-hotmart. Assim você acha pela busca.
    6. Se a pasta estiver só na memória do celular, guarde uma cópia no Google Drive. O Drive fica na nuvem (um armazenamento na internet): se o celular quebrar ou for roubado, os papéis continuam lá.
    Mão segurando um celular com a pasta Renda aberta, mostrando as subpastas Entradas e Gastos e arquivos com data no nome.

    Print de tela ajuda, mas o extrato do banco é a prova mais completa, porque mostra o dinheiro que de fato entrou na sua conta.

    Quando revisar

    Reserve 10 minutos por semana, sempre no mesmo dia. Mova os arquivos soltos da galeria para a pasta do mês e confira se cada saque tem comprovante.

    No começo do mês seguinte, baixe os relatórios das plataformas e guarde na pasta do mês que fechou. Se você é MEI, use os comprovantes já separados para preencher o relatório mensal de receitas brutas, dentro do prazo que o Portal do Empreendedor indica.

    Dica: ponha um alarme semanal no celular com o nome “arrumar a pasta”. Com hora marcada, a revisão vira hábito e não fica para depois.

    Seu próximo passo

    Hoje, crie a pasta Renda, a do ano e a do mês atual, com Entradas e Gastos. Depois salve nela o primeiro comprovante: o último saque ou o último recibo que você tiver.

    A partir daí, cada saque, recibo ou gasto vai direto para a pasta do mês.

  • Posso comprar pelo meu próprio link de afiliado da Shopee? O que o programa diz

    Posso comprar pelo meu próprio link de afiliado da Shopee? O que o programa diz

    Você quer comprar uma máquina de costura nova, ou só uma caixa de linhas, e pensa: “Já sou afiliada da Shopee. Por que não comprar pelo meu próprio link e ficar com a comissão?”

    A resposta curta: não pode, e essa compra não gera comissão. O medo de perder a conta também faz sentido, porque os termos do programa tratam o caso junto com fraudes e esquemas irregulares.

    A seguir, você vê o que a regra diz, por que ela existe e como economizar nas suas compras sem arriscar o programa.

    A resposta direta: o regulamento exclui a compra pelo próprio link

    Os termos e condições do programa ficam na central de ajuda da Shopee. A regra está na cláusula 3.6, chamada “Estornos”. Estorno é quando um valor lançado a seu favor é cancelado ou cobrado de volta.

    A cláusula lista as transações em que a Shopee não paga comissão. A alínea (c) inclui aquelas em que o afiliado “tenha adquirido Produtos por meio de seus próprios Links de Afiliado”.

    Na mesma lista também ficam de fora, entre outras:

    • compras canceladas, devolvidas ou reembolsadas;
    • compras feitas para revender os produtos;
    • transações que a Shopee identifica como fraudulentas.
    Mulher lê no celular a cláusula 3.6 Estornos, com a alínea da compra pelo próprio link destacada

    A cláusula vai além: a Shopee pode exigir que o afiliado devolva valores que já recebeu por esse tipo de transação.

    Quer entender o modelo de afiliado por inteiro, e não só as regras de uma plataforma? O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem um módulo com o afiliado como modelo principal, em videoaulas (link de afiliado).

    Por que essa regra existe

    Comissão é a parte do valor da venda que a Shopee paga a quem indicou o produto. Ela existe para premiar quem trouxe um comprador novo.

    Pense numa vizinha que indica a costureira do bairro e ganha um agradecimento de quem fechou o serviço. Agora imagine que ela “se indica” e cobra o agradecimento. Ninguém novo chegou, então não houve indicação.

    Na compra própria é igual: você só receberia de volta parte do que gastou. Por isso os termos põem a compra pelo próprio link na mesma alínea dos “esquemas e/ou ajustes irregulares”.

    O que pode dar errado

    O risco mais direto é a comissão daquela compra não ser paga. Se ela já tiver caído, a Shopee pode cobrar a devolução.

    Quando há violação dos termos ou suspeita de fraude, as regras ainda permitem reter comissões, pedir a remoção de links e encerrar a participação no programa, em alguns casos sem aviso prévio.

    Atenção: não peça a parentes ou amigos para comprar pelo seu link só para gerar comissão, nem combine trocas de compras com outros afiliados. Os termos chamam isso de ajuste irregular.

    Faça a conta. Exemplo: numa compra de R$ 80, com uma comissão fictícia de 5%, você receberia R$ 4. A taxa real varia e aparece no portal de afiliados. Para ganhar R$ 4, arriscaria a conta inteira e as comissões honestas que ainda vai receber.

    O que fazer no lugar

    Economizar nas suas compras é permitido, por outros caminhos:

    • Use os cupons e as promoções que a Shopee oferece a todos os compradores. Eles mudam com frequência, então confira no app antes de pagar.
    • Compare o preço do mesmo item em lojas diferentes dentro da Shopee.
    • Leia as avaliações e veja as fotos de quem já comprou, para não gastar com o item errado.
    • Se a compra não for urgente, espere uma campanha de descontos.
    • Indique o seu link a quem já quer comprar aquele produto, como as clientes da costura. É exatamente o que o programa paga.

    Dica: se uma cliente pedir indicação de linha ou tesoura, mande o seu link. A compra é dela, e a comissão é válida.

    Seu próximo passo

    Hoje, leia você mesma a regra no texto oficial. Leva cinco minutos:

    1. No celular, abra os termos e condições do programa na central de ajuda da Shopee.
    2. Não estranhe o título da página: ela se chama “Programa de Marketing de Divulgação do Vendedor Participante”.
    3. Role até a cláusula 3.6, “Estornos”, e leia a alínea (c).

    Regra de programa pode mudar. Confira sempre a versão atual nessa página, e não no que viu num vídeo ou num grupo.

    Com a regra clara, o trabalho é levar o link a quem compra de verdade. O Fórmula Negócio Online também ensina marketing de conteúdo e a escolher um nicho, dois caminhos para o seu link chegar a mais gente (link de afiliado).

  • Cadastro na Braip pelo celular: confira o site oficial antes de digitar seu CPF

    Cadastro na Braip pelo celular: confira o site oficial antes de digitar seu CPF

    Você ouviu falar da Braip num vídeo e quer criar a conta. Só que, antes de digitar CPF, e-mail e senha, bate a dúvida: será que este é o site de verdade?

    A dúvida é boa. Cadastro em site falso é um jeito comum de perder dados e dinheiro. Por isso, aqui a conferência do endereço vem antes de qualquer dado pessoal.

    Ao final, você terá a conta de afiliado aberta pelo celular, saberá conferir se ela está pronta e saberá o que falta para pedir a primeira afiliação. Afiliação é a permissão para divulgar um produto e receber comissão pelas vendas feitas com o seu link.

    O que separar antes de começar

    Deixe à mão, no celular:

    • seu CPF (quem tem empresa pode usar o CNPJ);
    • um e-mail que você acessa todo dia, porque a confirmação chega nele;
    • um número de telefone seu;
    • os dados de uma conta bancária em seu nome, para receber as comissões;
    • um documento que mostre agência e conta, caso a plataforma peça para anexar.

    A lista exata pode mudar. A central de ajuda da Braip tem a categoria “Sou Afiliado”, que trata de afiliações, cadastro de documentação e saques. Confira lá o que vale hoje.

    Dica: abra o navegador e digite você mesmo braip.com. Os endereços que a central de ajuda aponta são braip.com, ev.braip.com (a plataforma) e ajuda.braip.com; link de mensagem ou anúncio com outro nome não serve para cadastro.

    Se você já pensa no que vai divulgar depois do cadastro, o Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, traz uma lista de produtos de assinatura para se afiliar. Neles, a comissão é recorrente: cai a cada mês que o cliente continua pagando (link de afiliado).

    Passo a passo do cadastro no celular

    Os nomes dos botões abaixo vêm de guias de terceiros e podem mudar. Se algum estiver diferente, procure o equivalente.

    1. Abra o navegador e digite braip.com, como na dica acima.
    2. Toque em “Cadastre-se”, no canto superior direito da página inicial.
    3. Quando a Braip perguntar o que você quer fazer, escolha a opção de vender produtos de outras pessoas (“Quero vender produtos”). Esse é o perfil de afiliado.
    4. Preencha nome completo, e-mail, telefone, CPF e uma senha que você não usa em outro lugar.
    5. Abra seu e-mail e toque no link de confirmação que a Braip enviou. Se não achar, olhe a pasta de spam.
    6. Volte à plataforma e entre com seu e-mail e sua senha.
    7. Complete o perfil com endereço, telefone e dados bancários, até chegar à tela inicial da conta.
    8. Se aparecer a opção, ative a autenticação em 2 fatores: além da senha, a entrada pede um código extra, como a segunda chave de uma porta.
    Mão de mulher segurando um celular com a tela de cadastro com campos de nome, e-mail, telefone e CPF numa lavanderia

    Abrir a conta é gratuito, segundo os guias consultados. Desconfie de qualquer tela que peça pagamento para criar o cadastro.

    Como conferir se a conta está pronta para afiliar

    Entre na conta e confira, um por um:

    • o e-mail aparece como confirmado;
    • nome e CPF estão iguais aos do seu documento;
    • endereço e telefone estão preenchidos;
    • a conta bancária está no seu nome;
    • os documentos enviados não aparecem como pendentes ou recusados.

    Segundo um guia de terceiros, os dados bancários passam por uma análise antes de liberar saques. Dado errado aqui trava o dinheiro lá na frente, então corrija agora.

    Com tudo certo, a afiliação se pede produto por produto. Na aba “Loja”, você abre o produto e toca em “Promover este produto”. Alguns liberam na hora; outros esperam a aprovação do produtor, que é quem criou o produto.

    Se algo der errado

    • E-mail de confirmação não chegou: procure no spam e confira se digitou o endereço certo.
    • Documento recusado: envie de novo uma foto nítida, sem corte e sem reflexo, com os dados iguais aos do cadastro.
    • Dados bancários não aceitos: confira se a conta está no seu nome e se o CPF bate.
    • Não conseguiu entrar: use a opção de recuperar a senha na própria tela de entrada.

    Para o resto, comece sempre pela central de ajuda, digitando ajuda.braip.com no navegador, na categoria “Sou Afiliado”.

    Atenção: nenhum atendimento de verdade precisa da sua senha nem do código que chega no seu e-mail. Se alguém que diz ser da Braip pedir isso ou um PIX, encerre a conversa.

    Seu próximo passo

    Hoje, não peça afiliação ainda. Entre na aba “Loja”, escolha um produto só e leia a página dele: o que ele promete, a quem serve e a comissão definida pelo produtor.

    Anote duas coisas: por que alguém compraria isso e onde você conversaria com essa pessoa. Esse estudo vale mais do que sair pedindo dez afiliações.

    Para juntar as peças que vêm depois, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos sobre afiliado como modelo principal, mercados e nichos, e marketing de conteúdo (link de afiliado).

  • Checklist para decidir se você mantém, ajusta ou troca o produto

    Checklist para decidir se você mantém, ajusta ou troca o produto

    Você divulga o mesmo produto há semanas. Os cliques aparecem, a venda não. Agora a dúvida pesa: o problema é o produto ou é a sua divulgação?

    Trocar de produto por impulso joga fora o que você já montou. Insistir num produto fraco gasta o seu tempo, que é o recurso mais curto de quem começa.

    Este checklist separa as duas causas. Você responde às perguntas, anota as respostas e sai com uma decisão: manter, ajustar ou trocar. Ele serve para quem já tem alguns dias de divulgação e algum número para olhar. Se você ainda não publicou nada, comece pela divulgação e volte aqui depois.

    Antes de culpar o produto, confira a divulgação

    Quando há clique e não há venda, o defeito costuma estar no caminho entre o seu conteúdo e a página de compra. Confira, um por um:

    • Link correto. Toque no seu link pelo celular, em uma aba anônima, e veja se ele abre o produto certo. Confira se o link é o de afiliado, com o seu código, e não o da página pública.
    • Página de compra funcionando. O botão de compra abre o pagamento? O PIX ou o cartão aparecem? Uma página fora do ar produz clique sem venda.
    • Público certo. Quem vê o seu conteúdo tem o problema que o produto resolve? Ensinar emagrecimento para um grupo de artesanato gera curiosidade, não compra.
    • Chamada clara. Alguém que lê o seu post entende em uma frase o que o produto faz e o que fazer em seguida?
    • Tempo de teste. Você divulgou em mais de um dia e mais de um lugar, ou publicou duas vezes e já desistiu?
    • Conteúdo útil. Seu texto responde uma dúvida real ou só repete “compre aqui”?

    Se alguma resposta for “não” ou “não sei”, o problema provável é a divulgação. Corrija esse item antes de mexer no produto.

    Se a divulgação passar inteira na conferência e você já pensar em mudar de tipo de produto, o Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, traz uma lista de produtos de assinatura para se afiliar. Neles, a comissão é recorrente: ela se repete a cada mês em que o cliente continua pagando (link de afiliado).

    Sinais de que o produto é o problema

    Se a divulgação passou na conferência, olhe para o produto como um cliente olharia. Abra a página de vendas no celular e responda:

    • A promessa está clara nos primeiros segundos, ou você precisa rolar muito para entender o que é vendido?
    • O preço combina com o público a que você fala?
    • Há prova de que o produto entrega: aulas de amostra, exemplos, avaliações de compradores?
    • A página tem garantia e canal de suporte visíveis?

    Depois leia o que as pessoas dizem fora da página. Procure comentários nos posts do produtor, perguntas nos seus próprios posts e mensagens que você recebeu. Repare se a mesma dúvida se repete: “isso funciona para iniciante?”, “tem suporte?”, “é caro”.

    Dúvida repetida que a página não responde é sinal de produto mal apresentado. Reclamação de quem comprou é sinal pior, porque o comprador insatisfeito pode pedir reembolso dentro da garantia. Na Hotmart, segundo o blog oficial, quando a compra feita pelo seu link é reembolsada, a sua comissão também volta para o comprador.

    Dica: copie as dúvidas que você recebeu num caderno ou bloco de notas. Três pessoas perguntando a mesma coisa dizem mais que a sua impressão.

    Como decidir: manter, ajustar ou trocar

    Agora junte as respostas. A tabela abaixo é o critério.

    Decisão Quando escolher O que fazer
    Manter A divulgação passou na conferência, o produto está bem apresentado e você testou pouco tempo ou em poucos lugares. Continue por mais um período curto que você define agora, por escrito, e publique em mais de um lugar.
    Ajustar Você achou falha na divulgação: link, público ou chamada. O produto não mostrou sinal ruim. Corrija o item que falhou e refaça o teste com o mesmo produto e o mesmo público.
    Trocar A divulgação está correta, já houve teste em lugares diferentes e o produto tem sinais de problema: página fraca, dúvidas sem resposta ou reclamações. Escolha outro produto para o mesmo público e aproveite o que você já criou.

    Exemplo: você teve 200 cliques e nenhuma venda. O link abre direito, o público é o certo, mas a página do produto não mostra a garantia e três pessoas perguntaram se há suporte. A linha da tabela é “trocar”.

    Homem olha um relatório no tablet com 200 cliques e nenhuma venda

    Agora o mesmo número com outro quadro: o link nunca foi testado no celular e você só publicou em um grupo. A linha é “ajustar”, e trocar o produto seria cedo.

    Atenção: mude uma coisa de cada vez. Se você troca link, texto e produto juntos, não sabe qual mudança funcionou, nem qual falhou.

    Como trocar sem recomeçar do zero

    Trocar de produto não apaga o que você aprendeu. Separe o que fica e o que sai:

    • Fica: o público que já segue você, os lugares em que você publica e o hábito de postar.
    • Fica, com edição: posts que ensinam o assunto em geral, sem citar o produto antigo. Troque só a chamada final e o link.
    • Sai: tudo que cita o nome, a promessa ou o preço do produto antigo.

    Revise também o que já está publicado. Posts e bios com o link antigo continuam levando gente para o produto que você deixou de indicar.

    Dica: escolha o novo produto para o mesmo público que você já alcança. Assim os seus posts antigos, com pequenos ajustes, continuam úteis.

    Seu próximo passo

    Hoje, num bloco de notas, responda por escrito: o link abre o produto certo? O público tem o problema? A chamada cabe em uma frase? A página responde às dúvidas que você recebeu?

    Depois escreva a decisão (manter, ajustar ou trocar) e a data em que você vai revisar o resultado. Decisão escrita impede que a dúvida volte a cada cliente sem compra.

  • Como montar uma triagem de atendimento com n8n e API oficial

    Como montar uma triagem de atendimento com n8n e API oficial

    Você já atende pelo WhatsApp e repete as mesmas respostas todo dia: preço, prazo, forma de pagamento. Automatizar a primeira conversa parece a saída óbvia.

    O medo é conhecido. Muita gente ouviu falar de número bloqueado depois de usar ferramentas não oficiais, e perder o número que os clientes já conhecem custa caro.

    A saída permitida é a API oficial do WhatsApp Business (a porta que a própria Meta oferece para sistemas conversarem com o WhatsApp). Neste caminho você desenha uma triagem simples, monta no n8n (ferramenta de automação que liga um serviço a outro por fluxos visuais) e deixa uma pessoa assumir quando a conversa foge do roteiro.

    O que a API oficial exige

    Estas regras vêm da Meta e da política de mensagens do WhatsApp Business. Elas mudam: confira antes de lançar.

    • Consentimento antes de escrever. A política diz que você só pode contatar quem forneceu o número e deu permissão para receber mensagens suas.
    • O que o consentimento precisa deixar claro. A pessoa precisa saber que está aceitando receber mensagens e de qual empresa. O consentimento pode ser geral, não só para o WhatsApp, desde que cumpra a lei local.
    • Janela de 24 horas. Quando o cliente escreve, abre-se uma janela de atendimento de 24 horas, que reinicia a cada nova mensagem dele. Dentro dela você responde com texto livre.
    • Fora da janela, só modelo aprovado. Para puxar assunto depois que ela fecha, você usa um modelo de mensagem (texto pronto aprovado pela Meta).
    • Saída para humano. Ao usar automação na janela de 24 horas, a política exige caminhos claros para falar com gente: transferência para um atendente na conversa, telefone, e-mail, suporte no site, loja ou formulário.
    • Pedido de parar. Você precisa respeitar quem pede para não receber mais mensagens.

    A Meta cobra só a mensagem entregue, de empresa para cliente, e não cobra o que o cliente manda para você. O valor depende da categoria da mensagem e do país do número de quem recebe.

    Cada número tem uma cota de 1.000 mensagens de atendimento gratuitas por mês, que não acumula. Passou da cota, as respostas também são cobradas, e sem forma de pagamento cadastrada elas deixam de ser entregues. A tabela atual fica na página de preços da Meta.

    Se a triagem vai abrir suas vendas, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, ensina o funil com vendas pelo WhatsApp e tem bônus de tráfego com chatbot. Ajuda a decidir o que o fluxo entrega depois da primeira resposta. (link de afiliado)

    Desenhe o fluxo

    Pegue uma folha e desenhe antes de abrir qualquer ferramenta. Um fluxo mínimo tem poucos blocos:

    1. O cliente escreve. O fluxo responde com uma saudação curta e diz que é um atendimento automático.
    2. Pergunte o motivo do contato, com três ou quatro opções numeradas (por exemplo: 1 preços, 2 prazos, 3 pedido já feito, 4 falar com uma pessoa).
    3. Para cada opção simples, escreva a resposta pronta e termine com “Isso resolveu?”.
    4. Se a pessoa responder “não”, digitar algo fora das opções ou escolher a opção 4, o fluxo para e avisa o atendente.
    5. Se a pessoa pedir para parar (“sair”, “não quero mais”), o fluxo confirma e tira o número das mensagens futuras.
    6. Defina o horário em que um humano responde e diga isso ao cliente.

    A regra de ouro do desenho é a saída. Todo caminho precisa ter uma seta que leva a uma pessoa. Se a conversa sai do roteiro, o fluxo não insiste: ele passa a vez.

    Dica: desenhe primeiro o caminho de quem escreve algo que você não previu. Esse é o caminho que decide se o cliente fica satisfeito ou irritado.

    Monte no n8n

    No n8n, cada bloco do fluxo se chama nó, como uma peça de dominó que passa a mensagem para a próxima. Os passos abaixo seguem a documentação do n8n.

    1. Tenha uma conta de desenvolvedor da Meta, um portfólio empresarial (o antigo Business Manager) e um app da Meta configurado com o WhatsApp, com o modo do app em “Live”.
    2. No n8n, crie as credenciais do WhatsApp Business Cloud. O nó que envia mensagens usa o Access Token (a chave de acesso, gerada em WhatsApp › API Setup) e o Business Account ID.
    3. O gatilho usa outra credencial, do tipo OAuth2. Em Client ID vai o App ID, e em Client Secret vai o App Secret, que ficam em App settings › Basic no painel da Meta.
    4. Comece o fluxo com o nó WhatsApp Trigger, no evento “Messages”. Ele dispara cada vez que chega uma mensagem.
    5. Use nós de decisão do n8n para ler a opção escolhida e separar os caminhos do seu desenho.
    6. Responda com o nó WhatsApp Business Cloud, na operação “Send”. Fora da janela de 24 horas, use “Send Template”.
    7. No caminho de saída, avise o atendente (por e-mail ou outro canal) e envie ao cliente a mensagem de que uma pessoa vai assumir.
    Homem monta no notebook o fluxo de triagem do WhatsApp no n8n, com nós ligados e o botão Publicar

    Cuidado com o teste. O WhatsApp aceita um único endereço de recebimento (webhook, o “endereço de entrega” para onde a Meta manda cada mensagem) por app. Alternar entre o endereço de teste e o de produção troca o que está registrado.

    Por isso, a documentação do n8n manda clicar em Unpublish, testar com o endereço de teste e clicar em Publish de novo. Durante o teste, o fluxo de verdade fica parado.

    Publicar o fluxo registra o endereço no app da Meta, mas não inscreve o app na sua conta do WhatsApp Business. Se as mensagens não chegam e nenhuma execução falha, é isso. A página do gatilho do WhatsApp no n8n mostra como conferir e fazer a inscrição, usando o WhatsApp Business Account ID (e não o Phone number ID).

    Mulher toca no tablet que mostra o gatilho do WhatsApp no n8n, com os botões Unpublish e Publish

    O que nunca automatizar

    Automação resolve pergunta repetida. Ela não deve decidir sobre dinheiro nem lidar com cliente irritado.

    • Pagamento: confirmar, estornar, negociar desconto ou combinar parcelamento é com uma pessoa.
    • Reclamação: o fluxo reconhece a palavra e entrega para um atendente na hora.
    • Dados sensíveis: a política do WhatsApp proíbe pedir ou divulgar número completo de cartão, de conta financeira ou de documento de identidade.

    Cuidado: quando o assunto é pagamento ou reclamação, o fluxo para de responder sozinho. Se for fora do horário, ele só avisa quando uma pessoa vai assumir, sem prometer solução.

    E as ferramentas não oficiais? Elas existem porque são mais baratas e rápidas de ligar. Só que usam o WhatsApp de um jeito que a Meta não autoriza, e o risco é perder o número que seus clientes conhecem. A API oficial dá mais trabalho no começo, mas é o caminho que protege o seu número.

    Seu próximo passo

    Hoje, abra seu WhatsApp e escreva num papel as cinco perguntas que os clientes mais fazem. Ao lado de cada uma, escreva a resposta em duas frases.

    Essas cinco respostas viram o primeiro menu do fluxo. O que não couber nelas vai para uma pessoa.

  • Link na bio: página de links gratuita ou só um link do Instagram

    Link na bio: página de links gratuita ou só um link do Instagram

    Gustavo tem três links para divulgar: um vídeo, uma lista de contato e uma página de indicação. Ele abriu o Instagram, viu que a bio parece ter espaço para um endereço só e ficou na dúvida: monto uma página de links ou resolvo dentro do próprio app?

    A resposta curta: com até cinco links, o recurso do Instagram basta. Passou disso, ou você quer ver quais links recebem mais toques, vale uma página de links gratuita. No caso do Gustavo, com três links, o Instagram resolve.

    O que cada opção resolve

    O Instagram permite colocar até cinco links externos no perfil, para contas pessoais e profissionais. Segundo o Canaltech, a edição é feita no app do celular, Android ou iPhone. No perfil, o primeiro link aparece em destaque e o visitante toca nele para abrir a lista completa.

    A página de links funciona como o cardápio na porta do restaurante: é um mini site com um botão para cada endereço, e na bio fica só o link dela. O Linktree, por exemplo, tem um plano gratuito com links ilimitados, opções essenciais de aparência e estatísticas básicas, segundo a página de preços dele.

    Se a sua ideia é ir além dos links, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de Instagram e de funil. São videoaulas, com garantia de 7 dias (link de afiliado).

    Comparação lado a lado

    Critério Links do Instagram Página de links gratuita
    Facilidade Você edita dentro do app, sem criar conta nova Exige criar conta e montar a página
    Número de links Até 5 Ilimitado no plano gratuito do Linktree
    Controle Título e ordem dos links Aparência e estatísticas básicas
    Limites Só o primeiro link aparece direto no perfil Recursos extras ficam em planos pagos

    Você não precisa de plano pago para começar. O que cada plano inclui e o preço mudam por região, então confira na página de preços da própria ferramenta.

    Se você tem um link, se tem vários

    • Um link: coloque direto na bio. Uma página extra só acrescenta um toque a mais para o visitante.
    • De dois a cinco links: use o recurso do Instagram. Ponha o mais importante primeiro, porque é o único que aparece sem o toque extra.
    • Mais de cinco links: a página de links gratuita é o caminho, pois o Instagram não aceita além do limite.
    • Quer saber quais links são mais tocados: a página mostra estatísticas básicas já no plano gratuito.

    Se você tem pouco tempo hoje, comece pelo Instagram. Dá para mudar para a página depois, trocando só o link da bio.

    No app, o caminho descrito pelo Canaltech é este (os nomes podem variar um pouco conforme a versão):

    1. Abra o seu perfil e toque em “Editar perfil”.
    2. Toque em “Adicionar link” e escolha “Adicionar link externo”.
    3. Cole o endereço, dê um título curto e salve. Repita para cada link.
    4. Para mudar a ordem, volte à tela de links, toque nos três pontos no canto de cima e escolha “Reordenar links”.
    Mãos segurando um celular com a tela de links do perfil: três links e a opção Reordenar links.

    Cuidados com a página de links

    Página de links parada vira vitrine com porta trancada. Revise a lista sempre que uma oferta sair do ar ou um endereço mudar.

    Atenção: depois de salvar, abra a bio pelo celular de outra pessoa ou por uma aba anônima e toque em cada link. Link quebrado faz o visitante ir embora sem avisar.

    Mantenha poucos botões, com nomes claros como “Lista de contato”. Link antigo que não leva a nada útil sai, mesmo que ainda caiba.

    Seu próximo passo

    1. Liste num papel todos os links que você quer divulgar.
    2. Conte quantos são. Até cinco: cadastre todos no Instagram, com o principal em primeiro.
    3. Mais de cinco: crie a página de links gratuita e ponha o endereço dela na bio.
    4. Toque em cada link para testar.

    Organizar os links é só a vitrine. Para aprender o que colocar nela, o Fórmula Negócio Online também ensina marketing de conteúdo e a escolher a estratégia para o seu perfil (link de afiliado).

  • Como organizar seus clientes de freela numa planilha pelo celular

    Como organizar seus clientes de freela numa planilha pelo celular

    Simone atende cinco clientes pelo WhatsApp. Um pede logo, outro paga no fim do mês, outro some e volta. Um dia ela percebeu que tinha esquecido um prazo e deixado de cobrar um pagamento.

    O problema não foi falta de capricho. Foi guardar tudo na cabeça e em conversas que somem lá no fundo do aplicativo.

    A saída é uma planilha simples, feita só pelo celular, com cliente, serviço, prazo e pagamento, que você confere uma vez por semana, em dez minutos. Simone é um exemplo inventado, mas a situação é comum.

    O que anotar de cada cliente

    Quanto menos colunas, maior a chance de você usar a planilha. Cinco bastam:

    • Cliente: o nome, do jeito que aparece no seu WhatsApp.
    • Serviço: o que você combinou entregar, em poucas palavras.
    • Prazo: o dia da entrega, como 12/11.
    • Valor: quanto o cliente vai pagar, em reais.
    • Pago: escreva Sim ou Não.

    Cada cliente ocupa uma linha. Se ele pedir outro serviço, abra uma linha nova. Assim você vê, de uma vez, o que está pendente.

    Exemplo: Simone tem cinco serviços de R$ 150, R$ 80, R$ 200, R$ 120 e R$ 90. Soma R$ 640. Dois, de R$ 150 e R$ 80, já foram pagos: R$ 230. Faltam R$ 410 para receber.

    Essa planilha é o começo da organização de um negócio. Se você quer ver as outras peças, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem um módulo em videoaulas sobre a estrutura e os pilares de um negócio online (link de afiliado).

    Como criar a planilha no celular

    Use o app Planilhas Google, que você instala pela Play Store. Os passos abaixo seguem a central de ajuda do Google para Android.

    1. Abra o app Planilhas.
    2. No canto inferior direito, toque em Criar (o ícone de “+”).
    3. Escolha criar um novo arquivo. O app abre uma planilha vazia.
    4. Toque duas vezes na primeira célula (cada quadradinho da planilha), digite Cliente e toque em Concluído (o ícone de check).
    5. Repita nas células ao lado: Serviço, Prazo, Valor e Pago.
    6. Preencha uma linha por cliente, abaixo desses títulos.
    Mãos de um homem segurando um celular com a planilha Clientes freela, com colunas de cliente, serviço, prazo, valor e pago.

    Para destacar os títulos, selecione as células (toque numa e arraste os marcadores azuis), toque em Formatar e, na guia Texto, escolha Negrito. Na guia Célula, você pode pintar o fundo.

    Para dar nome ao arquivo, volte à lista de planilhas, toque em Mais (três pontos) no arquivo, depois em Renomear, digite Clientes freela e toque em OK.

    Dica: não existe botão Salvar. O Google guarda as alterações enquanto você digita. Sem internet, guarda no aparelho e envia ao Google Drive (o espaço onde ficam seus arquivos) quando a conexão voltar.

    Como usar a planilha toda semana

    Planilha só ajuda se for aberta. Escolha um dia fixo, como domingo à noite, e reserve dez minutos:

    1. Abra a planilha e olhe a coluna Prazo. Veja o que vence nos próximos sete dias.
    2. Olhe a coluna Pago. Para cada Não com serviço já entregue, mande a cobrança pelo WhatsApp.
    3. Mude para Sim o que foi pago durante a semana.
    4. Adicione os pedidos novos, cada um em uma linha.

    Exemplo: no domingo, Simone vê que o serviço de R$ 200 vence na quarta e que o de R$ 120 foi entregue e ainda está em Não. Ela começa pela cobrança.

    Dica: atualize a linha na hora em que o cliente pagar, ainda no WhatsApp. Deixar para domingo é como anotar a compra do mercado só no fim do mês: sempre falta alguma coisa.

    Seu próximo passo

    Hoje, antes de dormir, crie a planilha e cadastre todos os clientes que você atende agora. Um cliente que fica de fora é o próximo prazo esquecido. Depois, marque no calendário do celular o seu dia de dez minutos.

    Quando a planilha estiver em dia, o passo seguinte pode ser atrair novos clientes. O Fórmula Negócio Online tem módulos de Instagram e de funil, que inclui vendas pelo WhatsApp, e garantia de 7 dias para pedir o dinheiro de volta se não servir para você (link de afiliado).