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  • Como cadastrar seu e-book na Kiwify e entregar o arquivo

    Como cadastrar seu e-book na Kiwify e entregar o arquivo

    Seu e-book em PDF está pronto, mas você não sabe como ele chega às mãos de quem pagar. Dá medo de o comprador não receber nada ou de o arquivo andar por aí.

    Na Kiwify, a entrega é automática: o comprador paga, recebe um e-mail e acessa o arquivo numa área de membros (a área onde ficam os conteúdos que ele comprou). Você só precisa cadastrar o produto do jeito certo e testar antes de divulgar.

    No fim, você terá o produto no ar e terá visto com os próprios olhos o e-mail que o comprador recebe. O caminho serve para e-book de pagamento único. Mentoria e evento presencial usam outro formato de entrega.

    O que preparar antes

    Deixe tudo à mão antes de abrir a plataforma. Assim você não trava no meio do cadastro.

    • O PDF final, já revisado. Cada arquivo anexado pode ter até 100 MB.
    • A capa do e-book, como imagem.
    • Uma descrição curta: o que a pessoa aprende e para quem serve.
    • O preço. O valor mínimo de um produto na Kiwify é R$ 5,00.
    • Um link de site. O campo é obrigatório e aceita a página de vendas ou o seu perfil do Instagram.

    Depois do e-book, talvez você queira vender algo que o cliente paga todo mês. O Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, ensina a montar uma plataforma de assinatura (Micro SaaS) com inteligência artificial, sem código e sem programador (link de afiliado).

    Passo a passo do cadastro do produto

    Você pode fazer tudo pelo navegador do celular ou do computador.

    1. Crie sua conta na Kiwify ou entre na que já tem.
    2. No menu lateral, toque em Produtos.
    3. No canto superior direito, toque em Criar produto.
    4. Escolha o tipo de pagamento: pagamento único (o caso do e-book).
    5. Escolha o formato de entrega Área de membros da Kiwify. A plataforma recomenda essa opção: ela hospeda o arquivo e faz a entrega automática.
    6. Preencha as informações do produto, como o preço e o site, e toque em Continuar.
    7. Abra o menu Área de Membros, escolha a área do seu produto, adicione um módulo e, dentro dele, um conteúdo.
    8. Role até a seção Anexos, logo abaixo do local dos vídeos, e envie o PDF.
    9. Salve o produto e abra a aba Links para copiar o link de checkout (a página de pagamento).

    Atenção: o formato de entrega é escolhido na criação e não pode ser alterado depois. Se errar, será preciso criar outro produto, e o link de checkout muda.

    Cada conteúdo aceita até 10 arquivos. Para mudar a ordem, arraste o arquivo enviado. A página de ajuda não lista os formatos aceitos, então confirme com o suporte se for enviar algo além de PDF.

    Como testar a entrega

    Teste antes de divulgar. Peça a alguém de confiança para comprar com um e-mail diferente do seu e para ver o que chega. O pagamento é real, por isso use o preço combinado ou o menor valor aceito, R$ 5,00.

    Depois da compra, o comprador deve receber:

    • um e-mail com o título “Pagamento aprovado” e o nome do produto, com um botão para criar a senha e acessar;
    • uma mensagem automática de WhatsApp com o título “Compra confirmada” e o nome do produto, no número informado no checkout.

    Peça que a pessoa crie a senha, entre e abra o PDF. Confira se o arquivo é o certo, se abre no celular e se o nome do produto está correto.

    Homem sentado no ônibus olhando o celular para conferir se o arquivo recebido abre

    Dica: se a pessoa vir a opção “Criar Produto”, ela está no painel de produtor. Para ver como aluno, ela toca em Perfil, no canto superior direito, e escolhe “Mudar para painel do aluno”.

    Sobre o medo de vazamento: o acesso exige o login do comprador. Mesmo assim, quem baixou o PDF consegue repassá-lo, e nenhuma plataforma impede isso por completo.

    O que fazer se o comprador não recebeu

    Passe esta lista ao comprador, na ordem:

    1. Se pagou por boleto, aguardar até 2 dias úteis: o e-mail e o WhatsApp só saem depois da confirmação do pagamento.
    2. Procurar o e-mail “Pagamento aprovado” nas pastas de spam e lixo eletrônico.
    3. Usar a opção “Esqueci a senha” para receber um novo acesso por e-mail, mesmo que seja o primeiro acesso.
    4. Tocar no ícone do perfil (a bolinha no canto superior direito), conferir se entrou com o mesmo e-mail da compra e abrir “Meus cursos”.
    5. Em “Meus cursos”, olhar a lista de ativos e também a de arquivados.

    Se o comprador digitou o e-mail ou o número errado, ele precisa falar com você, o vendedor, para receber um novo acesso. Se nada resolver, a Kiwify atende pelo chat e pelo e-mail [email protected].

    Seu próximo passo

    Hoje, crie o produto com o formato Área de membros da Kiwify, anexe o PDF e combine o teste com uma pessoa de confiança. Só divulgue o link depois de ver o e-mail “Pagamento aprovado” chegar e o PDF abrir. Telas e regras podem mudar, então confira na central de ajuda da Kiwify.

  • Canal dark no YouTube Shorts ou no TikTok: onde postar primeiro

    Canal dark no YouTube Shorts ou no TikTok: onde postar primeiro

    Você faz vídeos sem aparecer, tem poucas horas na semana e não quer gastar um mês numa rede que não paga. Fica a dúvida: começar pelo YouTube Shorts ou pelo TikTok?

    A resposta curta: comece pela rede cuja regra de monetização você consegue cumprir com o que já produz. Quem quer receber da própria plataforma tem metas claras no YouTube. Quem quer vender como afiliado pode escolher a rede em que posta com mais constância.

    A comparação abaixo não usa alcance, porque ninguém consegue prometer isso. Usa o que as regras dizem sobre conteúdo reutilizado e sobre como cada rede paga. Ela não serve para quem pretende postar vídeos de outras pessoas: nas duas redes, esse é o caminho mais curto para perder a monetização.

    Critérios da comparação

    Quatro perguntas separam as duas redes na prática:

    • Tempo de produção: quantos vídeos por semana você aguenta fazer.
    • Regra de conteúdo reutilizado: o que a rede aceita como seu e o que ela trata como cópia.
    • Monetização: o que você precisa alcançar para a rede começar a pagar.
    • Reaproveitar o mesmo vídeo: se dá para postar nas duas.

    A regra de conteúdo reutilizado pesa mais do que parece. Ela decide se o seu canal dark (canal sem rosto, feito com narração, imagens e vídeos) pode ser monetizado. Quem produz o próprio material, com roteiro e edição seus, passa por ela com mais tranquilidade.

    Para criar esse material próprio com IA, a IA Academy, do Igor Henrique, ensina oito formatos de vídeo, cada um com o seu prompt (o comando que você escreve para a IA). A página do curso diz que ele é para quem não sabe nada de IA e não quer aparecer. (link de afiliado)

    Lado a lado

    A tabela traz só o que as páginas oficiais confirmam. Onde a página não mostra o número, a tabela manda você conferir.

    Critério YouTube Shorts TikTok
    Programa de pagamento Programa de Parcerias do YouTube Programa de Recompensas para Criadores
    O que a rede exige 1.000 inscritos e 4.000 horas de exibição em 12 meses, ou 1.000 inscritos e 10 milhões de visualizações de Shorts em 90 dias Idade, seguidores, visualizações, duração do vídeo, conteúdo original e país. Os valores ficam na página de requisitos do programa
    Horas vistas no feed de Shorts Não contam para as 4.000 horas Não se aplica
    Outras exigências Verificação em duas etapas ativada e nenhuma advertência ativa das diretrizes da comunidade Confira no TikTok Studio
    Análise Atingir a meta não inscreve sozinho: a análise do canal geralmente leva um mês Confira no TikTok Studio
    Conteúdo reutilizado Material de outra fonte precisa de comentário original significativo; o conteúdo não pode ser produzido em massa, genérico ou repetitivo O programa pede conteúdo original

    Repare na escala. Quem faz só Shorts precisa de 10 milhões de visualizações em 90 dias, porque as horas vistas no feed de Shorts não contam. Se você também puder fazer vídeos longos, a rota das 4.000 horas passa a valer.

    Atenção: os números do TikTok podem mudar. Antes de planejar, abra o TikTok Studio e leia a página de requisitos do Programa de Recompensas para Criadores, em vez de confiar em vídeo de terceiros.

    Qual escolher por perfil

    • Quer receber pelo AdSense (a conta do Google que recebe a sua parte dos anúncios): o YouTube é o caminho direto. Você se inscreve no YouTube Studio, em Monetização, e vincula a conta do AdSense.
    • Quer vender como afiliado (divulgar produto de outra pessoa e receber comissão pela venda): você pode começar em qualquer rede, porque não depende da meta de pagamento da plataforma. Escolha a rede em que consegue postar com mais constância.
    • Tem pouco tempo (uma hora por dia, por exemplo): escolha uma rede só e faça poucos vídeos bons. Dividir a energia entre duas aumenta o risco de abandonar as duas.
    • Faz vídeos de menos de um minuto: no YouTube, cada Short conta para a meta de visualizações. No TikTok, confira a duração mínima que o programa pede antes de contar com ele.

    Se o seu plano é divulgar como afiliado dentro do TikTok, o produto escolhido pesa tanto quanto o vídeo. A IA Academy ensina a escolher produtos no TikTok Shop, pedir amostras e ganhar comissão de afiliado pelas vendas. (link de afiliado)

    Postar o mesmo vídeo nos dois?

    A política de conteúdo reutilizado do YouTube mira quem pega material que já está na internet e posta sem acrescentar comentário próprio. Um vídeo criado por você, com roteiro, narração e edição seus, é outra coisa: é criação sua, e você pode publicá-lo nas duas redes.

    Mulher grisalha gravando a própria narração no celular, com o roteiro em papel na outra mão, sentada na cama.

    Duas regras do YouTube merecem cuidado. A política vale mesmo com a permissão do criador original, então autorização não salva repost de vídeo alheio. E a política se aplica ao canal como um todo: a monetização pode ser removida do canal inteiro, não só de um vídeo.

    Cuidado: canal dark feito em série, com o mesmo modelo e só a narração trocada, pode ser visto como conteúdo produzido em massa e repetitivo. Varie roteiro, formato e imagens de um vídeo para outro.

    Antes de reaproveitar, confira dois pontos. Primeiro, exporte o vídeo sem a marca d’água da outra rede: na prática, o logo de outro app faz o vídeo parecer repostado. Segundo, veja se ele atende à duração mínima da rede em que você quer monetizar.

    Seu próximo passo

    Teste uma rede por duas semanas, com o critério de decisão escrito antes de começar:

    1. Escolha a rede pelo seu objetivo (AdSense ou afiliado).
    2. Defina quantos vídeos próprios você consegue postar por semana e anote o número.
    3. Abra a página de requisitos da rede e escreva a meta que ela pede.
    4. Escreva a regra de decisão. Exemplo: “se eu postei todos os vídeos combinados e consigo manter o ritmo, continuo; se pulei mais da metade, troco de rede ou reduzo o plano”.
    5. Ao fim das duas semanas, compare o que você escreveu com o que aconteceu.

    Medir constância é mais honesto do que medir visualização, porque ela depende de você. A primeira monetização costuma demorar, nas duas redes.

  • Impulsionar post ou criar campanha: qual usar na primeira vez

    Impulsionar post ou criar campanha: qual usar na primeira vez

    Você tem pouco dinheiro para anunciar e viu o botão de impulsionar embaixo do seu post no Instagram. Também ouviu falar de “campanha no Gerenciador de Anúncios” e não sabe se precisa dela.

    Escolher errado não quebra nada, mas pode gastar o seu orçamento num resultado que você não consegue medir.

    A resposta curta: impulsionar resolve quando você quer mais visitas ao perfil, ao site ou mais mensagens a partir de um post que já existe. A campanha no Gerenciador vale quando você precisa de mais objetivos, de um público mais preciso ou de testar versões do anúncio. Abaixo estão as diferenças, uma tabela e qual escolher conforme o seu caso.

    Impulsionar: o que é e o que dá para escolher

    Impulsionar é pagar para a Meta, dona do Instagram e do Facebook, mostrar um post seu para mais gente. No Instagram em português, o botão costuma aparecer como “Turbinar publicação”, no canto de baixo do post. Ele só aparece em conta profissional.

    Tudo acontece dentro do app, em quatro escolhas:

    1. A meta: mais visitas ao perfil, mais acessos ao site ou mais mensagens.
    2. O público: automático (o Instagram monta o público a partir de quem já segue ou interage com você) ou um público que você monta.
    3. O orçamento e a duração.
    4. A revisão e o pagamento.

    A vantagem é a rapidez: em poucos toques o anúncio está no ar. O limite é o controle. O post turbinado não é criado no Gerenciador de Anúncios e tem menos opções de personalização.

    Sobre o dinheiro: a página de preços da Meta recomenda começar com pelo menos US$ 5 de orçamento e deixar o anúncio rodar por pelo menos sete dias. É uma recomendação, não uma regra. O valor mínimo que vale para a sua conta aparece na tela quando você configura o anúncio.

    Se você quer anunciar uma loja, o anúncio só ajuda quando o produto e a página convencem. O Método Euro Drop, do Rapha Mancini, ensina a montar uma loja sem estoque para clientes de fora do Brasil, da escolha dos produtos e da copy (o texto que vende) até a divulgação paga. Vender para outro país tem regras de importação e de impostos para conferir antes (link de afiliado).

    Campanha no Gerenciador de Anúncios: o que a mais você controla

    O Gerenciador de Anúncios é o painel da Meta para criar anúncios do zero. Você começa pela campanha, escolhe o objetivo e depois configura o público e o anúncio em si.

    O que ele acrescenta em relação ao botão do post:

    • Mais objetivos de campanha, como compras no seu site, cada um com outras escolhas dentro.
    • Segmentação mais precisa, ou seja, dizer com mais detalhe quem deve ver o anúncio, inclusive em quais locais.
    • Botão de chamada para ação, aquele “Saiba mais” ou “Enviar mensagem” embaixo do anúncio, escolhido por você.
    • Formatos como o carrossel, que mostra várias imagens que a pessoa passa com o dedo.
    • Teste A/B: duas versões do anúncio rodando ao mesmo tempo para ver qual funciona melhor, como provar duas receitas de bolo na mesma festa.

    O preço dessa liberdade é o trabalho inicial. São mais telas, mais termos novos e mais decisões antes de o anúncio ir ao ar.

    Atenção: se você cria um anúncio a partir de um post e muda o botão ou o público detalhado, ele vira uma publicação separada. As curtidas e os comentários dele não aparecem no post original, então olhe os números no Gerenciador.

    Lado a lado

    Critério Impulsionar Campanha no Gerenciador
    Onde se faz No app, a partir de um post No Gerenciador de Anúncios
    Objetivo Três metas: perfil, site ou mensagens Mais objetivos, como compras
    Público Automático ou criado por você Segmentação mais precisa e escolha de locais
    Formato e botão O post como ele é Carrossel e botão de chamada para ação
    Medição Aparece também na lista de campanhas do Gerenciador Resultados por campanha e teste A/B
    Facilidade Poucos toques Mais etapas e termos

    Os menus da Meta mudam. A página “A diferença entre posts turbinados e anúncios da Meta”, na Central de Ajuda da Meta para Empresas, mostra a versão atual.

    Qual escolher por perfil

    • Quer mais gente no seu perfil: impulsione um post que já foi bem e escolha a meta de visitas ao perfil.
    • Quer conversas no Direct ou visitas a um link simples: o botão do post já dá conta, com a meta de mensagens ou de acessos ao site.
    • Quer vendas numa loja, um público bem específico ou um carrossel: crie a campanha no Gerenciador.
    • Quer saber qual de dois anúncios funciona melhor: campanha, por causa do teste A/B.

    Dica: trate o orçamento de teste como o dinheiro da pizza, nunca o do aluguel. Defina o valor total antes de começar e não aumente no meio do caminho.

    Mulher no balcão de um salão anota à mão o orçamento num bloquinho, com o celular ao lado.

    Seu próximo passo

    Escreva numa frase o que você quer que a pessoa faça depois de ver o anúncio. Por exemplo: “visitar meu perfil” ou “me chamar no Direct”.

    Se a frase cabe numa das três metas do botão, abra o post e toque em Turbinar publicação com um orçamento pequeno e fixo. Se fala de compra numa loja ou de um público específico, abra o Gerenciador de Anúncios e crie a campanha.

    Em qualquer caso, deixe rodar pelo menos sete dias antes de julgar. O primeiro anúncio costuma ensinar mais do que vender.

  • Como montar 3 amostras de trabalho para conseguir o primeiro freela

    Como montar 3 amostras de trabalho para conseguir o primeiro freela

    Você quer fazer freelas de design pelo celular, mas o cliente pergunta: “tem algum trabalho para eu ver?”. Sem nada para mostrar, a conversa costuma parar ali.

    A saída é criar as suas próprias amostras. Três trabalhos bem escolhidos, guardados numa pasta, já dão ao cliente algo concreto para avaliar. Você não precisa de cliente pago para começar.

    Neste caminho você cria tudo do zero, para negócios imaginários ou para um conhecido que autorizou. Ele não serve para quem pensa em copiar o trabalho de outro designer: além de desonesto, isso pode virar problema com a lei.

    O que é uma amostra e quantas bastam

    Amostra é um trabalho pronto, feito por você, que mostra o que você sabe entregar. Um post para Instagram, um logotipo simples ou um cartaz digital são exemplos.

    Três bastam para o primeiro contato. Com poucos trabalhos, o cliente vê tudo em um minuto e você mostra só o que tem de melhor. Um trabalho fraco no meio do conjunto pesa mais do que um trabalho a menos.

    Uma dica para escolher: faça as três amostras para o mesmo tipo de serviço, por exemplo posts para redes sociais. Quem vê três posts bons entende o que você vende. Quem vê um logotipo, um convite e uma capa de livro não sabe o que contratar.

    Se você ainda não definiu a área em que quer atuar, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem um módulo de mercados e nichos (o assunto em que você vai focar), em videoaulas. Ele ajuda a decidir isso antes de gastar tempo com as amostras (link de afiliado).

    Passo a passo para criar as três amostras

    1. Escolha o serviço. Pense em um só, que você consiga fazer no celular, como post de Instagram ou logotipo.
    2. Invente o cliente. Dê um nome a um negócio que não existe, como uma “Doceria da Rita” ou uma “Barbearia do Léo”. Ou peça a um conhecido, como um vizinho com loja, para você usar o negócio dele, e confirme por mensagem que ele autorizou.
    3. Escreva um briefing. Briefing é um resumo do que o cliente pediu. Em cinco linhas, anote: o que o negócio vende, quem compra, qual é o pedido, as cores e o texto que vai na peça.
    4. Faça o trabalho. Use só imagens, fontes e ícones que você tem direito de usar. Licença de uso é a regra que diz o que você pode fazer com aquele material, como a bula de um remédio. A do banco de fotos Unsplash, por exemplo, permite usar as fotos de graça, inclusive em trabalho comercial, sem pedir permissão.
    5. Salve em boa qualidade. Exporte em PNG ou JPG e dê um nome claro ao arquivo, como “post-doceria-rita”.
    6. Repita com um segundo e um terceiro negócio, mudando o pedido: promoção, lançamento, aviso de horário.
    Mulher escrevendo à mão um resumo de cinco linhas num bloco de papel, numa varanda, com o celular ao lado

    Como organizar e mostrar

    Crie uma pasta no celular chamada “Portfólio” e coloque só as três amostras finais. Se tiver duas versões de uma peça, deixe a melhor.

    Você tem três formas de mostrar:

    • Link da pasta: suba a pasta no Google Drive, toque em compartilhar e, em “Acesso geral”, escolha “Qualquer pessoa com o link”. Assim o cliente abre sem precisar entrar numa conta do Google.
    • PDF: se o seu aplicativo de design salva em PDF, junte as três peças em um arquivo só, uma por página, e envie pelo WhatsApp.
    • Imagens soltas: mande as três direto na conversa, para quem prefere não abrir link.

    Ao lado de cada amostra, escreva uma linha: o serviço, o pedido do briefing e que o negócio é um exemplo criado por você. Assim ninguém acha que é trabalho feito para uma empresa real.

    Cuidado: não use o logotipo, o nome ou as fotos de uma marca real sem permissão, nem para “treinar” e mostrar no portfólio. A Lei de Direitos Autorais exige autorização prévia e expressa do autor para reproduzir uma obra, e o registro dá ao dono da marca o uso exclusivo dela.

    Como oferecer ao primeiro cliente

    Comece por quem já conhece você: amigos, familiares e donos de pequenos negócios do seu bairro. A mensagem deve ser curta, com um pedido claro. Um modelo:

    • “Oi, [nome]! Eu faço posts para redes sociais pelo celular.”
    • “Montei três exemplos do meu trabalho. Posso te enviar?”
    • “Se gostar, a gente conversa sobre um post para o seu negócio.”

    Mande a mensagem a poucas pessoas por dia e não repita o texto em grupos de desconhecidos. Responda rápido quando alguém perguntar, e combine o valor e o prazo por escrito antes de começar. A primeira resposta positiva pode demorar, e isso é normal.

    Seu próximo passo

    Hoje, faça a primeira amostra: escolha o serviço, invente um negócio e escreva o briefing de cinco linhas. Só depois abra o aplicativo de design.

    Quando as três estiverem prontas, a mensagem ao cliente também conta. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, traz entre os bônus um conteúdo de copywriting (escrever texto que convida a pessoa a agir). Ele ajuda a melhorar o que você diz ao oferecer o seu trabalho (link de afiliado).

  • Como transcrever um áudio com IA e revisar antes de entregar

    Como transcrever um áudio com IA e revisar antes de entregar

    Alguém pediu para você passar o áudio de uma reunião para texto, e você digita tudo ouvindo, pausando, voltando. Uma hora de áudio vira uma tarde inteira.

    E no fim ainda fica o medo de entregar um nome errado ou um valor trocado e perder o cliente.

    Uma ferramenta de IA faz o rascunho em poucos minutos. O que o cliente paga de verdade é a sua revisão. Veja como gerar a transcrição e como conferir o texto sem ouvir tudo de novo.

    O que a IA faz bem e o que ela erra

    A IA escuta o áudio e escreve o que entendeu. Pense nela como um ajudante que digita muito rápido, mas ouve mal nomes e números. O resultado é um rascunho, com falhas que se repetem.

    • Acerta bem: fala clara, uma pessoa de cada vez, pouco barulho.
    • Erra: nomes de pessoas e empresas, siglas, números e valores.
    • Erra: sotaques fortes, gírias e palavras de outra língua.
    • Erra: trechos com ruído, eco ou gente falando ao mesmo tempo.

    Por isso o texto da IA nunca vai direto para o cliente. Ele é a matéria-prima do seu serviço.

    Se depois da transcrição você quiser usar IA para outro tipo de trabalho, a IA Academy, do Igor Henrique, ensina a criar vídeos com IA. São oito formatos, cada um com o seu prompt (o comando que você escreve para a IA). A página do curso diz que ele é para quem não sabe nada de IA. (link de afiliado)

    Como gerar a transcrição em 5 passos

    O exemplo usa o TurboScribe, que tem plano grátis e aceita português. O plano grátis permite 3 transcrições por dia, com até 30 minutos cada, enviadas uma de cada vez. Confira os limites atuais na página de preços da ferramenta, porque eles podem mudar.

    1. Prepare o áudio. Ouça uns 20 segundos para ver se a voz está audível e salve o arquivo no celular.
    2. Crie uma conta gratuita no site da ferramenta, com seu e-mail ou sua conta Google.
    3. Envie o arquivo de áudio.
    4. Escolha o idioma: português.
    5. Espere o processamento e baixe o texto, de preferência em formato que abra no editor de texto do celular.

    No plano grátis, seus arquivos entram numa fila com prioridade menor, então a espera pode ser maior. Conte com isso ao combinar o prazo.

    Se o áudio passar de 30 minutos, a ferramenta não aceita o arquivo inteiro no plano grátis. Peça ao cliente o áudio em partes menores.

    Como revisar sem ouvir tudo de novo

    Leia o texto na tela e só toque no áudio quando algo parecer estranho. Siga esta ordem:

    1. Nomes: confira a grafia de pessoas, empresas e cidades. Se o cliente mandou uma lista de participantes, compare com ela.
    2. Números: valores em R$, datas, horários e telefones. Ouça o trecho de novo em cada um.
    3. Trechos que não fazem sentido: frase sem lógica quase sempre é palavra mal ouvida. Escute só aquele pedaço.
    4. Pontuação e parágrafos: coloque ponto, vírgula e separe quando muda o assunto ou quem fala.
    5. Trechos incertos: se mesmo ouvindo você não entende, marque assim: [inaudível] ou [confirmar: pode ser Marta].
    Homem com fones de ouvido num ônibus, olhando o celular com atenção para revisar um texto.

    Atenção: nunca chute uma palavra que você não entendeu. Marque o trecho e avise o cliente. Um valor errado dentro de uma ata causa mais problema do que um aviso de “inaudível”.

    Anote quanto tempo a revisão levou. É esse tempo que você vai usar para combinar prazo com o cliente.

    Cuidado com áudio de terceiros

    O áudio de uma reunião é de outras pessoas. Antes de enviar para qualquer site, peça autorização a quem pediu o serviço e avise que o arquivo passa por uma ferramenta online.

    Segundo o FAQ de segurança e privacidade do TurboScribe, a empresa diz que não treina modelos de IA com os arquivos e transcrições, e que você pode apagar qualquer arquivo quando quiser. Mesmo assim, leia a política da ferramenta que você escolher.

    Cuidado: áudio com dados de saúde, contratos, dados de clientes de uma empresa ou conversa íntima só deve ir para a ferramenta se o dono do áudio concordar por escrito. Na dúvida, não envie.

    Depois de entregar o texto, apague o arquivo na ferramenta. Segundo o mesmo FAQ, o arquivo apagado não pode ser recuperado, e excluir a conta apaga todos os arquivos dela.

    Seu próximo passo

    Grave um áudio seu de 2 minutos, lendo uma notícia com nomes e números. Transcreva, revise com a lista acima e anote o tempo gasto.

    Esse tempo mostra se o serviço compensa e quanto você pode combinar com um cliente de verdade.

  • Caso prático: Marta divulga utilidades de cozinha como afiliada Shopee

    Caso prático: Marta divulga utilidades de cozinha como afiliada Shopee

    Você usa o WhatsApp todo dia, não quer aparecer em vídeo e tem medo de virar aquela pessoa que enche o grupo da família de links. A resposta curta: dá para divulgar como afiliada da Shopee com poucos produtos, uma mensagem por semana e avisando que você ganha comissão.

    O risco de errar o jeito é perder a confiança de quem você conhece. Pior que ficar sem venda é ficar sem resposta quando você mandar mensagem.

    Este caso mostra como uma pessoa fictícia fez isso, o que deu errado e o que ela mudou. Quem busca divulgar para milhares de desconhecidos não vai encontrar esse caminho aqui.

    Quem é a Marta e o que ela quer

    Marta é um exemplo inventado para este texto. Tem 54 anos, trabalha meio período e usa o WhatsApp para falar com a família, as colegas da igreja e o grupo da rua.

    Ela quer uma renda extra pequena, sem gravar vídeo e sem incomodar ninguém. Por isso criou uma regra antes de começar: só divulgar para quem me conhece, no máximo uma vez por semana, e nunca insistir.

    Se alguém não responde, Marta não cobra. Se alguém pede para parar, ela para na hora.

    Se você prefere aprender o básico em vídeo, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, começa por primeiros passos e visão do mercado digital. Ele tem o afiliado como modelo principal, em videoaulas com garantia de 7 dias (link de afiliado).

    Como ela escolheu os produtos

    Marta não abriu a Shopee para procurar o que estava em alta. Ela olhou a própria cozinha.

    O critério foi simples: só divulgar o que ela mesma usa e consegue descrever com as próprias palavras. Ela listou três itens de exemplo:

    • um escorredor de louça dobrável;
    • um conjunto de potes de vidro com tampa;
    • uma tábua de corte que não escorrega.

    Para cada um, ela anotou o que gosta e o que não gosta. A parte que não gosta entra na mensagem depois, e é ela que dá credibilidade.

    Mulher de meia-idade na cozinha segura um escorredor dobrável e anota num bloco o que acha dos utensílios.

    Onde e como ela divulgou

    A Shopee diz que o programa de afiliados permite compartilhar links em redes sociais, sites ou blogs. Na inscrição, você informa as redes ou o site onde vai divulgar. Marta usou o WhatsApp só com conversas individuais e com um grupo pequeno de amigas que topou receber dicas.

    Ela gerou o link pelo próprio programa de afiliados da Shopee, para que a venda seja registrada como dela. A mensagem era sempre parecida:

    1. Dizer o produto e por que ela usa.
    2. Contar um ponto fraco, se houver.
    3. Avisar que ganha uma comissão se a pessoa comprar pelo link.
    4. Deixar claro que não tem problema se a pessoa não quiser.

    Exemplo de texto: “Comprei esse escorredor dobrável e uso todo dia. Ocupa pouco espaço, mas não aguenta panela grande. Este é meu link de afiliada: se você comprar por ele, eu ganho uma comissão. Sem compromisso!”

    Atenção: avisar que o link é de afiliado é uma questão de transparência. O guia do Conar para influenciadores inclui comissões por vendas entre os benefícios que devem ser identificados como publicidade.

    O artigo do Propmark sobre o guia do Conar explica essa orientação. Além disso, avisar é o que mantém a confiança dos seus contatos.

    Sobre spam, o blog oficial da Shopee lista práticas que impedem a liberação da comissão. Uma delas é usar e-mails publicitários sem consentimento prévio por escrito. A lista completa está nos termos e condições do programa, que podem mudar: leia antes de começar.

    O que deu errado e o que ela mudou

    Na segunda semana, Marta copiou a mensagem e mandou para todos os contatos da agenda, inclusive para quem nunca tinha pedido dica nenhuma. Duas pessoas responderam, sem rodeios, que não gostaram.

    Ela ficou sem graça e viu que o erro foi dela: mandou para quem não pediu. Os números abaixo são só exemplo:

    Situação (exemplo) Contatos Reclamações
    Agenda inteira 120 2
    Só quem aceitou receber 25 0

    A correção foi perguntar antes. Marta mandou: “Posso te mandar, de vez em quando, dicas de utilidades de cozinha que eu uso? Se não quiser, é só dizer.” Quem respondeu sim entrou na lista dela, e quem não respondeu ficou fora.

    Dica: anote numa nota do celular o nome de quem disse sim. Assim você não manda, por engano, para quem não pediu.

    Com a lista de 25 pessoas (exemplo) e uma mensagem por semana, cada pessoa recebe no máximo 4 mensagens no mês. Marta alterna os três produtos e nunca manda dois no mesmo dia. Não dá para saber de antemão quanto isso rende: a primeira venda costuma demorar.

    Seu próximo passo

    Hoje, escolha um produto de cozinha ou de casa que você já usa. Escreva duas linhas: o que você gosta e o que não gosta.

    Depois, mande a pergunta “posso te mandar dicas de vez em quando?” para cinco pessoas de confiança. Só divulgue para quem disser sim.

    Quando quiser juntar as peças e escolher um assunto em que focar, o Fórmula Negócio Online tem módulos de mercados e nichos e de marketing de conteúdo, em videoaulas (link de afiliado).

  • Instagram: 5 mitos sobre horário, hashtag e frequência de postagem

    Instagram: 5 mitos sobre horário, hashtag e frequência de postagem

    Um vídeo diz que você precisa postar todo dia. Outro diz que só funciona às 18h. Um terceiro manda usar 30 hashtags. Você segue um, depois o outro, e ainda não sabe em quem acreditar.

    A resposta curta: nenhum desses três conselhos é regra do Instagram. Abaixo, cada mito vem separado entre o que a própria plataforma diz e o que é só opinião de terceiros.

    Este texto serve para quem está começando e quer uma rotina simples. Se você procura um truque para crescer de um dia para o outro, ele não existe aqui.

    Mito: existe uma hora mágica para postar

    Você encontra listas com “melhor horário” em muitos sites. Quase todas vêm de empresas que vendem agendadores de posts e analisam os dados dos próprios clientes. Os horários mudam de uma lista para outra.

    Isso é opinião de terceiros, com um público que não é o seu. Nas falas oficiais que conferimos, o Instagram não indica um horário recomendado.

    O que ajuda de verdade é testar com o seu público. Poste em dois ou três horários diferentes e compare quantas pessoas viram cada vídeo.

    Atenção: horário de post é um detalhe. Um vídeo que ninguém quer ver não melhora por sair às 18h.

    Se a dúvida é o que deixa um vídeo bom de assistir, a Comunidade VSA, do Bruno Reis, ensina conteúdo de vídeo curto que prende: gancho, retenção e chamada. O foco do curso é vender no TikTok Shop sem aparecer, com perfil dark e vídeos feitos com IA (link de afiliado).

    Mito: tem que postar todo dia

    Adam Mosseri, chefe do Instagram, escreveu no canal de transmissão dele que o calendário ideal de postagem “é o que você consegue sustentar sem se esgotar”. Ele também disse que prefere ver alguém postando duas vezes por semana durante dois anos a postar todo dia por dois meses e desistir.

    Ou seja: constância vale mais que volume. A rotina certa é a que cabe na sua semana.

    • Trabalha o dia todo? Duas postagens por semana, gravadas no domingo, já são uma rotina.
    • Tem uma hora livre por dia? Grave dois vídeos de uma vez e deixe o segundo pronto para o próximo dia de post.
    • Ficou uma semana sem postar? Volte na seguinte, sem tentar compensar com cinco posts de uma vez.
    Mulher grava um vídeo com o celular apoiado em um tripé pequeno na mesa da cozinha

    Mito: quanto mais hashtag, melhor

    Hashtag é uma palavra com # na frente que organiza o post por assunto, como uma etiqueta numa gaveta. Durante anos, o limite era de 30 por post.

    O Instagram limita a legenda de posts e Reels a cinco hashtags. A empresa diz que hashtags genéricas, como #reels ou #viral, não ajudam o post a aparecer mais e podem confundir o sistema sobre o assunto do conteúdo. A orientação é usar poucas e específicas.

    O limite chega às contas aos poucos, então a sua pode ainda aceitar um número diferente. Confira no seu app.

    Na prática: escolha duas ou três hashtags que descrevem o seu post de verdade. Para um vídeo sobre marmita barata, #marmitabarata descreve mais do que #viral.

    Dica: o próprio Mosseri já disse que hashtag ajuda o Instagram a entender o assunto do post, mas não deve ser vista como forma de ganhar alcance. Não espere salto por causa dela.

    Mito: existe um único algoritmo que você precisa decifrar

    Muito conselho trata o “algoritmo” como um robô só. Segundo o blog oficial do Instagram, não existe um algoritmo único. Feed, Stories, Explorar, Reels e busca têm sistemas de classificação próprios.

    Por isso, uma dica que funciona para Reels pode não servir para Stories. Desconfie de quem promete a “fórmula do algoritmo”.

    Mito: os seguidores vêm rápido

    Nenhuma fonte oficial garante quantos seguidores você ganha, nem em quanto tempo. Quem fala em número e prazo está vendendo uma promessa.

    O que se sabe, pelo que Mosseri explicou num podcast, é que um post novo é mostrado primeiro a um grupo pequeno de pessoas. Se elas reagem bem, ele vai sendo mostrado a mais gente. Isso vale para contas pequenas também.

    Atenção: nunca compre seguidores nem curtidas. O Instagram diz que apps que geram curtidas e seguidores falsos violam as regras dele, e seguidor comprado não assiste a nada do que você posta.

    Encare as primeiras semanas como teste. O foco é aprender o que prende quem assiste, não ganhar número.

    Seu próximo passo

    Escolha agora uma frequência que você cumpre por duas semanas. Se hesitar, comece com duas postagens por semana.

    1. Anote os dois dias e o horário em que você vai postar.
    2. Escolha de duas a três hashtags específicas para cada post.
    3. Ao fim de 14 dias, compare qual post foi mais visto.
    4. Mantenha o que funcionou e troque o resto.

    Se quiser encaixar essa rotina num plano maior, a Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de Instagram e de marketing de conteúdo, e um plano diário de 60 dias entre os bônus. A garantia é de 7 dias (link de afiliado).

  • Caso prático: Diego compara três produtos e escolhe qual divulgar

    Caso prático: Diego compara três produtos e escolhe qual divulgar

    Você abriu o Mercado de afiliação, viu centenas de produtos e acabou escolhendo o que um grupo indicou. Dias depois, as vendas vêm, mas parte delas volta como reembolso.

    Na prática, muita gente escolhe pelo maior percentual de comissão e só descobre o problema quando o dinheiro some do saldo. Este caso mostra um método simples: comparar três produtos com os mesmos critérios, numa tabela que você pode copiar.

    Ele serve para quem já tem conta numa plataforma e quer decidir com critério. Se você ainda não se cadastrou, comece pelo cadastro e volte depois.

    Quem é o Diego e o que ele quer

    Diego é um personagem fictício, criado como exemplo. Ele tem 34 anos, trabalha como atendente de loja e dedica uma hora por dia, à noite, ao celular. Já tem conta na Hotmart e ainda não vendeu nada.

    Ele separou três infoprodutos (cursos digitais) do mesmo assunto e quer divulgar só um. O medo dele é escolher um produto que vende, mas devolve o dinheiro ao cliente.

    Os números a seguir são inventados para o exemplo. Nos produtos que você olhar, os valores serão outros.

    Há também os produtos de assinatura, em que o cliente paga todo mês e a comissão se repete enquanto ele continuar pagando. O Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, ensina esse modelo e traz uma lista de produtos de assinatura para se afiliar. Dá para passar cada um deles pela mesma tabela do Diego (link de afiliado).

    Os critérios que ele usou

    Diego entrou em app.hotmart.com e abriu, no canto superior direito, o menu Navegue > Mercado de afiliação, como ensina a central de ajuda da Hotmart. Para cada produto, anotou seis itens:

    • Preço: quanto o cliente paga.
    • Comissão: a porcentagem do afiliado e uma estimativa em reais por venda.
    • Temperatura: indicador da Hotmart sobre o desempenho do produto, que sobe com as vendas até 150 graus. Entram na conta a regularidade das vendas, o desempenho, o blueprint e a taxa de reembolso.
    • Avaliação: a nota de 1 a 5 dada pelos clientes, que a Hotmart chama de satisfação.
    • Número de avaliações: quantos clientes deram nota. Uma nota alta com poucas avaliações diz pouco.
    • Garantia: o prazo em que o cliente pode pedir o dinheiro de volta. Na Hotmart, o mínimo é de 7 dias, e o produtor pode estender para 15 ou 30. O prazo aparece na página de vendas do produto.
    Homem sentado no ônibus anota em um caderno, com o celular na outra mão, os dados que compara de cada produto.

    Comissão, temperatura, nota e número de avaliações também servem de filtro na busca do Mercado. A Hotmart avisa que os produtos mais quentes costumam vender bem, mas têm mais afiliados concorrendo. Por isso a temperatura sozinha não decide.

    Dica: o percentual de comissão e o prazo de garantia podem mudar. Confira os dois na página do produto no dia em que for divulgar.

    A comparação

    Esta é a tabela do Diego, com números de exemplo. Para estimar a comissão em reais, ele multiplicou o preço pelo percentual.

    Critério Produto A Produto B Produto C
    Preço R$ 197 R$ 497 R$ 97
    Comissão 50% 30% 60%
    Comissão estimada R$ 98,50 R$ 149,10 R$ 58,20
    Temperatura 95 60 110
    Avaliação 4,6 3,8 4,2
    Nº de avaliações 210 95 12
    Garantia 7 dias 30 dias 7 dias

    A estimativa fica um pouco acima do valor real. Segundo a central de ajuda da Hotmart, a comissão é calculada sobre o valor líquido da venda, isto é, o preço menos a taxa da plataforma. Para comparar os três, a conta simples serve, porque a taxa desconta de todos.

    Só olhando a comissão estimada, o Produto B ganha, com R$ 149,10. O Produto C tem o maior percentual, mas paga menos por venda, porque o curso é barato. E a nota 4,2 dele vem de só 12 avaliações.

    A decisão e o que deu errado

    Na primeira rodada, Diego escolheu o Produto B pela comissão em reais. Depois voltou à tabela e viu três sinais: a nota mais baixa (3,8), a temperatura mais baixa (60), que leva em conta a taxa de reembolso, e a garantia mais longa (30 dias).

    Ele fez uma conta de exemplo com 20 vendas de cada produto. No B, supôs 8 reembolsos; no A, 2. São números hipotéticos, mas mostram o raciocínio:

    • Produto B: 20 vendas menos 8 reembolsos são 12 vendas mantidas. 12 × R$ 149,10 = R$ 1.789,20.
    • Produto A: 20 vendas menos 2 reembolsos são 18 vendas mantidas. 18 × R$ 98,50 = R$ 1.773,00.

    A vantagem do B caiu de R$ 50,60 por venda para R$ 16,20 no total das 20 vendas. Com nota melhor, mais avaliações e preço menor, o A é mais fácil de indicar para quem ainda não tem público. Diego escolheu o A.

    Atenção: comissão alta não vale nada se a venda volta como reembolso. Antes de pedir afiliação, leia a linha da comissão junto com a nota, a temperatura e a garantia.

    Seu próximo passo

    Hoje, abra o Mercado de afiliação e escolha três produtos do mesmo assunto. Anote, num caderno ou no bloco de notas do celular, as sete linhas da tabela do Diego para cada um.

    Estime a comissão em reais e faça a conta com reembolso, trocando os números pelos que você achar realistas. Divulgue só o produto que continuar bem colocado depois da conta.

  • Checklist para revisar seu primeiro Reel antes de postar

    Checklist para revisar seu primeiro Reel antes de postar

    Você gravou o primeiro Reel, assistiu duas vezes e fechou o celular com vergonha. Agora ele está na galeria, esperando você ter coragem de postar.

    Quase sempre o medo é de errar algo básico: a legenda, o áudio, a música. Esse medo adia o vídeo por dias, e um vídeo parado na galeria não ensina nada.

    Este checklist cabe em poucos minutos. Confira cada item no seu celular e poste. Ele serve para o primeiro Reel, não para quem quer um vídeo perfeito.

    Primeiros segundos: gancho e enquadramento

    Gancho é o começo do vídeo que faz a pessoa parar de rolar a tela. Assista só aos primeiros três segundos do seu Reel, sem som, e confira:

    • Você já aparece ou já mostra o assunto no primeiro segundo, sem “oi, gente, tudo bem?” antes.
    • A primeira frase, falada e escrita na tela, diz o que a pessoa vai ver. Exemplo: “Três erros que eu cometi no meu primeiro vídeo”.
    • Seu rosto ou o objeto está inteiro na tela, sem cortar a cabeça nem as mãos.
    • O celular estava na vertical. Segundo a central de ajuda do Instagram, o Reel aceita proporções de 1,91:1 até 9:16, e 9:16 é a tela cheia do celular em pé.

    Se o começo está lento, corte o início no editor do próprio Instagram. Tirar dois segundos de enrolação melhora mais o vídeo do que qualquer efeito.

    Para treinar esse começo com método, a Comunidade VSA, do Bruno Reis, tem aulas de conteúdo com gancho, retenção e chamada, pensadas para vídeos de TikTok Shop. A lógica de prender quem assiste nos primeiros segundos vale também para o seu Reel (link de afiliado).

    Som e imagem: áudio, luz e texto na tela

    Um vídeo bonito com áudio ruim é fechado em segundos. Confira com fone de ouvido e depois sem fone, como a maioria vai ver.

    • Áudio: sua voz se entende sem você aumentar o volume ao máximo. Barulho de vento, TV ou geladeira ao fundo atrapalha.
    • Luz: a fonte de luz fica na sua frente, como uma janela. Luz só atrás de você deixa seu rosto escuro.
    • Lente: passe um pano macio na câmera antes de gravar. Lente com gordura deixa a imagem embaçada.
    • Texto na tela: cabe na tela sem encostar nas bordas e dá para ler em um segundo. Use letra grande e cor que contrasta com o fundo.
    Mulher em sala simples segura o celular na vertical para se gravar, de frente para a janela com luz natural.

    O texto na tela é o item que mais passa batido. Coloque o texto no meio da tela, longe do rodapé, onde ficam o seu nome e a legenda do Reel.

    Dica: assista ao vídeo inteiro no celular, em tela cheia, como quem está vendo pela primeira vez. É a única conferência que mostra o que o público vai ver.

    Legenda e capa

    A legenda é o texto escrito embaixo do vídeo. A capa é a imagem que aparece no seu perfil. As duas podem ser simples.

    1. Escreva uma legenda curta, de uma ou duas frases, que complete o vídeo e não o repita.
    2. Faça uma pergunta ou convide para comentar, se fizer sentido. Exemplo: “Qual dica você usaria?”.
    3. Escolha como capa um quadro em que seu rosto ou o assunto aparece nítido, sem borrão.
    4. Se colocar título na capa, use poucas palavras e sem promessa.

    Sem promessa quer dizer: nada de “ganhe dinheiro rápido” ou “resultado garantido”. Além de enganar quem vê, isso afasta quem desconfia de golpe. Descreva o que o vídeo mostra, só isso.

    Direitos e aviso: música, IA e parceria

    Esta parte assusta, mas são três perguntas simples.

    Música

    Toda música tem dono. Para não ter problema, escolha a faixa pela opção de música do próprio Instagram na hora de editar o Reel. Não coloque uma música baixada de outro lugar.

    Segundo a central de ajuda do Instagram, essa biblioteca de músicas é para uso pessoal, sem fim comercial. Algumas contas comerciais não têm acesso a ela. Nesse caso, a central indica a Meta Sound Collection, um acervo de músicas e sons sem direitos autorais a pagar, liberado para Reels e Stories.

    Se a faixa que você quer não aparecer, escolha outra ou use só a sua voz.

    Conteúdo de IA

    Se você usou imagem, voz ou vídeo gerados por inteligência artificial, avise quem assiste. A Meta explica que o rótulo de informação de IA (“AI info”, na versão em inglês) aparece quando a pessoa informa, ao publicar, que o conteúdo foi gerado por IA. Ele também aparece quando a Meta detecta sinais padrão de conteúdo feito com IA.

    Parceria paga

    Se uma marca pagou você, ou deu um produto de presente para você falar dele, o vídeo é conteúdo de marca. Segundo a central de ajuda do Instagram, a política de conteúdo de marca exige o rótulo de parceria paga, marcando a marca com quem você trabalhou.

    Atenção: se o vídeo tem IA ou parceria, marque isso antes de postar. Na parceria, o rótulo é exigência da política do Instagram, e esconder o aviso tira a confiança de quem assiste.

    Se o seu Reel é só você falando com a sua voz e a sua câmera, e sem marca envolvida, nada disso se aplica.

    Seu próximo passo

    Marque cada item da lista no celular. O que falhou, corrija. O que for detalhe, deixe passar e poste.

    1. Poste o Reel hoje, no horário que for mais fácil para você.
    2. Abra o bloco de notas do celular e anote duas coisas que você mudaria no próximo vídeo.
    3. Grave o segundo Reel usando essas anotações.

    Os primeiros vídeos costumam ter poucas visualizações, e isso é normal. Quem posta e anota o que aprendeu melhora mais rápido do que quem espera ficar perfeito.

    Para continuar depois do primeiro Reel, a Comunidade VSA reúne os alunos no Discord, com calls semanais e suporte da equipe. Tem garantia incondicional de 7 dias (link de afiliado).

  • 6 erros ao se afiliar a um produto que custam comissão

    6 erros ao se afiliar a um produto que custam comissão

    Você pediu afiliação, copiou um link, divulgou e a comissão não veio. Sem saber o que deu errado, fica difícil corrigir.

    A resposta curta: quase sempre o erro nasceu antes da divulgação, na hora de escolher o produto e pedir a afiliação. São erros de conferência, e dá para evitá-los lendo a página certa.

    Abaixo estão seis deles, com o motivo e o que fazer no lugar. Os exemplos usam a Hotmart, mas a lógica vale para qualquer plataforma de produtos digitais. Se você ainda não pediu nenhuma afiliação, use o texto como lista antes de pedir a primeira.

    O que conferir antes de pedir a afiliação

    Na Hotmart, você abre o menu Produtos, toca em “Afiliar-se a um produto” e escolhe o produto. A página dele mostra a porcentagem da comissão, as regras do programa de afiliados e, quando o produtor oferece, as orientações de divulgação, segundo a central de ajuda da Hotmart.

    Tudo o que decide a sua comissão está nessa página. Os seis erros são formas de não olhar para ela, ou de olhar e não seguir.

    Para saber o que fazer depois da aprovação, o Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, traz um mapa do zero absoluto até a primeira venda. Ele inclui uma lista de produtos de assinatura para se afiliar, com comissão recorrente, que se repete a cada mês em que o cliente continua pagando (link de afiliado).

    Os seis erros e o que fazer

    1. Não ler a página do produto

    Por pressa, muita gente pede afiliação só pelo nome do produto. Depois descobre que a comissão é menor do que imaginava ou que há regras que não esperava.

    O que fazer: leia a comissão, as regras do programa e as orientações de divulgação antes de tocar no botão. A comissão é definida por cada produtor.

    2. Divulgar o link errado

    Na Hotmart, o seu link de divulgação (o HotLink) funciona como um crachá: mostra que o comprador chegou à página de vendas por você. Segundo a central de ajuda, sem ele a venda não é associada à sua conta de afiliado.

    Acontece quando a pessoa copia o endereço da barra do navegador, ou divulga o link da página de vendas do produtor. O que fazer: pegue o link na área de afiliado, depois da aprovação, e teste abrindo-o antes de compartilhar.

    Atenção: os links de divulgação só ficam disponíveis depois que a afiliação é aprovada. Se o produtor analisa os pedidos, não divulgue nada enquanto o pedido estiver pendente.

    Para ver se o pedido já saiu, vá em Produtos, depois Meus produtos, toque em “Sou Afiliado(a)” e abra a aba “Solicitadas”. Lá aparece a situação de cada pedido.

    3. Ignorar as regras do produtor

    Cada produtor define as regras do próprio programa. Em alguns produtos a aprovação é automática, em outros ele analisa o seu pedido, e há produtos sem programa de afiliados ativo.

    Uma regra pega muita gente de surpresa: alguns produtores cancelam a afiliação de quem não vende nada dentro de um prazo. Aí é preciso pedir a afiliação de novo.

    O que fazer: leia as regras do programa até o fim. Se tiver dúvida, escreva ao produtor pelo e-mail informado nos detalhes do produto no Mercado de Afiliados, antes de divulgar.

    Homem sentado na soleira de casa lendo com atenção algo no celular, de testa franzida

    4. Afiliar-se a vários produtos sem testar nenhum

    Pedir dez afiliações parece produtivo, mas você acaba sem tempo para divulgar bem nenhum. E não descobre qual deles responde.

    O que fazer: comece com um ou dois. Acompanhe acessos, cliques e vendas no painel e só então amplie.

    5. Esquecer o período de garantia

    O comprador pode pedir reembolso dentro do prazo de garantia, que o produtor escolhe ao cadastrar o produto. Quando isso acontece com uma venda feita por afiliado, todos os valores são devolvidos, inclusive a comissão do afiliado, segundo o blog da Hotmart sobre reembolso.

    Exemplo simplificado, sem descontar a taxa da plataforma: um curso de R$ 197 com 40% de comissão rende R$ 78,80 por venda. Se o comprador pedir reembolso dentro da garantia, você deixa de receber esses R$ 78,80.

    O que fazer: veja o prazo de garantia na página do produto e não conte a comissão como sua enquanto esse prazo não passar. Divulgue só o que você usaria ou recomendaria, porque produto que decepciona gera mais pedidos de reembolso.

    6. Divulgar fora do que é permitido

    Muitos produtores publicam orientações de divulgação na página do produto. Quem pula essa parte divulga num canal ou de um jeito que o produtor não aceita.

    Se você vai criar um site ou página própria com seus HotLinks, a Hotmart recomenda combinar antes com o produtor, para garantir que ela segue as regras do programa.

    O que fazer: use os materiais que o produtor oferece, quando houver, e fique dentro do que a página do produto permite. Na dúvida sobre um canal, pergunte ao produtor antes de postar.

    Lista de conferência antes de divulgar

    Passe por esta lista em cada produto novo:

    • Li a comissão, as regras do programa e as orientações de divulgação.
    • Sei se o produtor cancela a afiliação de quem não vende num prazo.
    • Minha afiliação aparece como aprovada em “Sou Afiliado(a)”.
    • Copiei o link na área de afiliado e testei se ele abre.
    • Sei qual é o prazo de garantia.
    • Estou divulgando apenas do jeito que o produtor permite.
    • Escolhi poucos produtos e acompanho os resultados.

    Atenção: as regras e a comissão são definidas pelo produtor e podem mudar. Confira a página do produto de tempos em tempos, e não só no dia em que você se afiliou.

    Seu próximo passo

    Abra agora o último produto que você escolheu e releia a página dele com a lista acima. Se faltar algum item, corrija antes de divulgar de novo.

    Se você quer entender melhor o afiliado como modelo de negócio, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos sobre afiliado, escolha de mercado e nicho e marketing de conteúdo. A página do curso diz que ele tem garantia de 7 dias (link de afiliado).