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  • Link direto ou página sua: qual usar para divulgar um produto

    Link direto ou página sua: qual usar para divulgar um produto

    Você coloca o link de afiliado direto na bio e as pessoas clicam, mas poucas compram. Aí surge a dúvida: uma página sua, explicando o produto, venderia mais?

    A resposta curta: produto simples divulgado na bio pede link direto. Produto que gera dúvida, ou anúncio pago, pede uma página com conteúdo seu, desde que o produtor e a plataforma de anúncio aceitem.

    Este comparativo ajuda você a decidir sem montar nada à toa. Ele não serve para quem ainda não tem conta de afiliado: nesse caso, comece por escolher a plataforma.

    Como funciona cada caminho

    No link direto, quem clica cai na página de vendas do produtor. Você só entrega o link, e o rastreamento registra que a venda veio de você.

    Na página própria, a pessoa cai primeiro num texto seu, em um site, blog ou página simples. Ali você explica para quem o produto serve, e o botão leva ao seu link de afiliado.

    A página própria é como uma conversa antes do balcão: a pessoa chega à loja mais decidida. Mas ela dá trabalho, e esse trabalho só vale se o leitor ganhar alguma informação que a página de vendas não dá.

    Essa conversa pesa mais em produtos de assinatura, em que o cliente decide se vai pagar todo mês. O Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, ensina esse modelo e traz uma lista de produtos para se afiliar com comissão recorrente. Essa comissão é paga a cada mês em que o cliente segue assinando (link de afiliado).

    Vantagens e riscos de cada um

    Critério Link direto Página própria
    Esforço Baixo: copiar e colar o link Maior: escrever, publicar e manter a página
    Controle Pouco: a página de vendas é do produtor Mais: você escolhe o que explicar e para quem
    Regras do produtor Menos pontos a conferir Mais pontos: uso do nome, o que você afirma e se a página é aceita
    Google Ads Link que redireciona para outro domínio pode barrar o anúncio Página só de passagem é proibida; a de conteúdo próprio tem mais chance
    Risco principal Depender só da página do produtor para convencer Prometer o que o produtor não autorizou

    O rastreamento vale nos dois caminhos. Na Hotmart, ele usa cookies, que funcionam como uma etiqueta com o seu código colada no navegador de quem clicou.

    Por isso, a central de ajuda da Hotmart diz que a compra deve acontecer no mesmo navegador e dispositivo do clique no seu link. Quem clica no celular e compra depois no computador pode não contar como venda sua.

    Homem diante do notebook com o celular ao lado, comprando em outro aparelho depois do clique

    Regras do produtor e da plataforma

    Antes de montar qualquer coisa, confira três lugares: a plataforma de vendas, o produtor e a plataforma onde você pretende anunciar.

    Hotmart

    A central de ajuda responde que você pode criar seu próprio site, com seu próprio domínio (o endereço do site), e usar nele seus Links de Divulgação. Ou seja, a plataforma permite a página própria.

    O produtor define a comissão, o prazo de rastreamento (60, 90, 180 dias ou eterno) e a regra de atribuição, que decide qual afiliado leva a venda: último clique, primeiro clique ou múltiplos cliques.

    Essa regra pesa para quem tem página. No último clique, se a pessoa lê seu texto e depois clica no link de outro afiliado, a comissão vai para ele.

    As boas práticas da Hotmart também valem para a sua página:

    • Não faça o produto parecer da Hotmart: ele é do produtor.
    • Não use o nome, o logo, as imagens ou os conteúdos oficiais da Hotmart.
    • Não prometa resultados que o produto não é capaz de gerar.

    Kiwify

    Os termos de uso da Kiwify citam sites, blogs e páginas como lugares onde o afiliado divulga. Eles mandam respeitar as orientações do produtor, chamado ali de Criador de Conteúdo.

    O afiliado também precisa reproduzir as características do produto e as condições de venda que o produtor cadastrou. Você responde junto com ele pelo cumprimento dessas condições. Se a sua página anuncia um bônus que não existe, o problema também é seu.

    A Kiwify publica ainda termos em inglês para compradores e vendedores, mais duros que os em português. Eles dizem que o afiliado:

    • não usa o nome do produto sem permissão escrita do produtor;
    • não faz alegações sobre características ou resultados que o produtor não tenha fornecido para a divulgação;
    • não redireciona tráfego para sites que o produtor ou a Kiwify não tenham designado como página de destino, a primeira que a pessoa vê depois do clique.

    Dica: peça ao produtor, por escrito, permissão para usar o nome do produto na sua página. Guarde a resposta, porque ela é a sua prova se alguém questionar.

    Mulher na varanda com o celular na mão e uma caneta sobre uma folha, guardando a permissão do produtor

    Plataforma de anúncio

    A política do Google Ads chamada conteúdo original insuficiente diz que o destino do anúncio precisa agregar valor exclusivo. Ela cita como violação as páginas intermediárias usadas só para levar a outros sites.

    Isso derruba a página que só repassa o link. Uma página com comparação, exemplos e orientação sua tem mais chance de cumprir o que a política pede.

    O link direto também tem limite. O Google exige que o anúncio mostre corretamente o site que a pessoa vai acessar. Uma URL que redireciona para outro domínio é exemplo de destino não correspondente, e só é aceita em alguns casos, com aprovação prévia.

    Atenção: as regras mudam, e cada plataforma de anúncio tem as suas. Antes de pagar por um anúncio, leia a política atual de onde você vai anunciar.

    Qual escolher por perfil

    • Se você divulga só na bio ou nos stories e o produto se explica sozinho, escolha o link direto.
    • Se as pessoas fazem as mesmas perguntas antes de comprar, escolha a página própria e responda essas dúvidas nela.
    • Se pretende pagar por anúncios e o produtor libera, escolha a página própria com conteúdo seu.
    • Se tem pouco tempo e nenhuma experiência com site, comece pelo link direto e só monte a página quando as dúvidas se repetirem.
    • Se o produtor proíbe a prática, siga a regra dele, qualquer que seja o seu perfil.

    Uma página própria não garante mais vendas. Ela só dá a você mais controle sobre o que o leitor vê antes de decidir.

    Seu próximo passo

    Hoje, leia as regras do produto que você divulga. Na Hotmart, entre em Produtos > Afiliar-se a um produto e abra o produto: as regras do Programa de Afiliados e as orientações de divulgação, quando existem, aparecem ali.

    Na Kiwify, leia a página do produto e pergunte ao produtor o que não estiver claro. Anote em uma linha o que ele permite: página própria, anúncio pago e uso do nome do produto.

    Só depois disso monte a página. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, ensina marketing de conteúdo e funil, o caminho da pessoa do primeiro contato até a compra. A parte de funil inclui um site feito em ferramenta gratuita (link de afiliado).

  • Afiliado de marketplace: 5 mitos sobre cookie e comissão

    Afiliado de marketplace: 5 mitos sobre cookie e comissão

    Você ouviu num grupo que “qualquer compra no dia rende comissão” e que “basta postar o link”. Então postou, esperou e não viu nada no painel.

    Sem conhecer as regras, você fica sem saber se errou ou se o programa nunca funcionou assim. A resposta curta: a compra só conta dentro de um prazo que muda de programa para programa, e o link sozinho raramente vende.

    Aqui cada crença é conferida nas regras oficiais da Shopee e da Amazon. No Mercado Livre e no Magalu, marketplaces (lojas online com produtos de vários vendedores), você vai saber onde conferir no seu painel.

    Mitos 1 e 2: o cookie e as compras de outros produtos

    Cookie, aqui, é a marca que seu link deixa no celular de quem clicou. Funciona como o carimbo na mão na entrada de uma festa: diz à loja que a pessoa veio por você, mas só vale por um tempo.

    Mito 1: o cookie dura o mesmo tempo em todo programa. É falso.

    Na Shopee, a central de ajuda informa que o período de atribuição (o tempo em que a compra ainda conta para você) é de 7 dias após o clique. Vale o último clique: se a pessoa clicar depois no link de outro afiliado, a comissão pode ir para esse afiliado.

    Na Amazon, o regulamento fala em 24 horas após o clique. Com o produto no carrinho nesse período, a pessoa tem até 89 dias do clique para fechar o pedido.

    Mito 2: só rende o produto do link, ou então qualquer coisa que a pessoa comprar. Nenhum dos dois é exato.

    Na Shopee, se o comprador clica no seu link e leva outro produto, a venda é indireta e a comissão padrão é aplicada. A Comissão Extra, paga em produtos de parceiros selecionados, só vale para venda direta (a pessoa compra o mesmo produto do link). Se o link leva à página inicial, todas as compras contam como indiretas.

    Na Amazon, o regulamento fala na compra de “um Produto” durante a sessão, sem limitar ao item do link. Mas a sessão acaba antes das 24 horas se a pessoa fizer um pedido de produto não digital ou chegar à loja pelo link de outro Associado.

    Na Shopee e na Amazon, pedido cancelado ou devolvido não paga. Comprar pelo próprio link também não: na Shopee, quando há vínculo pessoal entre a conta do afiliado e a do comprador, a comissão é cancelada.

    Atenção: gere o link sempre pela ferramenta da plataforma. Na Shopee, compra feita por um link que ela não gerou não rende comissão.

    Todas essas regras dependem de alguém clicar. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, ensina a atrair esse clique. O afiliado é o modelo principal, com módulos em vídeo de marketing de conteúdo e de funil, o caminho que leva a pessoa até a compra (link de afiliado).

    Mito 3: a comissão é igual para tudo

    Falso. A Amazon publica uma tabela de comissão padrão por categoria no Portal de Associados. Alguns exemplos da tabela:

    • Beleza, bebê e saúde e cuidados pessoais: 13%
    • Roupas e pet shop: 11%
    • Livros: 10%
    • Eletrônicos, informática e celulares: 8%
    • Calçados e relógios: 7%

    Exemplo: um produto de R$ 200 em beleza, com 13%, rende R$ 26,00. O mesmo valor em eletrônicos, com 8%, rende R$ 16,00. A diferença é de R$ 10,00 para o mesmo esforço de divulgação.

    Na Shopee, a taxa depende da situação da venda. A central de ajuda cita 3% para compras de clientes que já tinham conta. Em produtos de parceiros selecionados, a Comissão Extra do vendedor se soma à padrão, e a comissão pode chegar a 30%.

    A comissão da Shopee é calculada sobre o valor líquido, ou seja, sem impostos, cupons e frete.

    Essas taxas mudam. No Mercado Livre e no Magalu, confira a porcentagem de cada categoria no painel do próprio programa, porque os números que circulam em blogs divergem entre si.

    Mitos 4 e 5: postar o link basta e vender é rápido

    Mito 4: basta postar o link. O link só registra a venda. Quem decide clicar é uma pessoa, e ela precisa de um motivo para confiar em você.

    Na prática, quem faz curadoria (escolhe poucos produtos e explica para quem servem) tende a ter mais cliques do que quem joga links soltos em grupos. Isso é observação de quem divulga, não dado de pesquisa.

    Exemplo: em vez de “Olha essa oferta” e o link, escreva “Esta lancheira cabe marmita e talher, mas não vai ao micro-ondas”. Só escreva o que você conferiu.

    Mulher na sala conferindo se a marmita e os talheres cabem numa lancheira antes de recomendar

    Mito 5: vender é rápido. A primeira venda costuma demorar, e o dinheiro demora mais ainda.

    Na Shopee, a comissão é validada no dia seguinte ao pedido ficar “Concluído”. Isso acontece quando o comprador toca em “Pedido Recebido”. Se ele não tocar, o sistema conclui o pedido sozinho após 7 dias corridos.

    O pagamento é por fatura mensal, com mínimo de R$ 10 em comissões validadas.

    Por isso, trate as primeiras semanas como teste: poucos produtos, uma rotina simples de publicação e anotação do que gerou clique.

    Como conferir você mesmo

    Regra de programa muda, então leia a fonte antes de confiar em post de terceiros. Onde olhar:

    1. Shopee: na central de ajuda, os artigos Como funcionam as atribuições e “Entenda o Comissionamento da Shopee”.
    2. Amazon: a página de comissões padrão do Programa de Associados e as Políticas do Programa, na parte do Regulamento de Comissões.
    3. Mercado Livre: o painel e a central de ajuda do programa de afiliados.
    4. Magalu: o painel e a central de ajuda do Parceiro Magalu.

    Dica: na Shopee, procure “período de atribuição” e “último clique”. Na Amazon, procure “Sessão” e “Compras Qualificadas”.

    Seu próximo passo

    Hoje, abra a central de ajuda do programa em que você está e leia só dois artigos: o de atribuição e o de comissão. Anote o prazo e a taxa da categoria que você mais divulga.

    Se depois quiser um roteiro de divulgação do zero, o Fórmula Negócio Online traz módulos de nichos, Instagram e YouTube, com garantia de 7 dias (link de afiliado).

  • Como avaliar uma VSL antes de se afiliar ao produto

    Como avaliar uma VSL antes de se afiliar ao produto

    Você abriu a página do curso e, em vez de texto, apareceu um vídeo longo, com narrador animado, depoimentos e uma contagem regressiva. Antes de pegar o link de afiliado, você quer saber se aquilo é normal ou sinal de problema.

    A resposta curta: o vídeo longo é comum. O que pesa é o que ele promete e como prova. Se você repete uma promessa falsa, o risco chega à sua conta de afiliado.

    A lista abaixo serve para passar a VSL por um filtro e decidir se divulga ou não. Ela é para quem já tem conta em alguma plataforma e está escolhendo o que promover.

    O que é uma VSL

    VSL vem de “video sales letter”, ou carta de vendas em vídeo. Funciona como um vendedor de loja falando com você por vídeo: ele apresenta o problema, mostra a solução e pede que você compre.

    Como ninguém pode interromper esse vendedor, cabe a você fazer as perguntas que ele não responde. As listas a seguir fazem isso.

    Sinais de alerta na VSL

    Assista com o celular na mão e marque cada item que aparecer. Promessa de ganho garantido ou prova que você sabe ser falsa já bastam para não divulgar. Os outros itens pedem cuidado, e vários juntos também reprovam o produto.

    • Promessa de ganho: valor ou prazo de resultado, como “ganhe tanto por mês” ou “primeira venda em poucos dias”.
    • Ostentação: carro, maço de dinheiro ou casa como prova de que o método funciona.
    • Urgência falsa: contador que zera e volta, “últimas vagas” que nunca acabam, preço que sobe “hoje à meia-noite” e continua igual no dia seguinte.
    • Prova sem origem: depoimento sem nome completo, sem como conferir quem é a pessoa e sem dizer o que ela fez. É a chamada prova social (mostrar que outras pessoas compraram e gostaram), e ela pode ser inventada.
    • Print de saldo ou de vendas: imagem que qualquer um edita e que não mostra data nem origem.
    • Conteúdo escondido: o vídeo fala 20 minutos e não diz o que você vai aprender, em quais módulos nem em que formato.
    • Sem contato do produtor: não há e-mail, suporte ou nome de empresa na página.
    Homem na varanda assiste a um vídeo no celular e marca itens numa folha apoiada no joelho.

    Para conferir a urgência, volte à página em outro dia ou em outro navegador. Se o contador recomeçou do zero, a urgência era teatro.

    Se a VSL reprovar, procure outro produto e passe-o pela mesma lista. Um caminho é o modelo de assinatura, em que a comissão se repete a cada mês em que o cliente continua pagando. O Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, ensina esse modelo e traz uma lista de produtos de assinatura para se afiliar, com cobrança pelo Pix Automático (link de afiliado).

    Sinais de oferta séria

    Agora o lado oposto: quanto mais itens você confirmar aqui, melhor.

    • A VSL ou a página diz com clareza o que o curso ensina, em módulos ou temas.
    • Há garantia visível, com prazo e com o caminho para pedir o reembolso.
    • O produtor se identifica e informa um canal de contato. Mande uma pergunta para ver se alguém responde.
    • Os depoimentos têm nome e dá para encontrar a pessoa fora da página.
    • A VSL fala em esforço e tempo, sem prometer resultado igual para todos.
    • O preço é o mesmo quando você volta à página.

    Antes de decidir, compre ou peça acesso ao produto, se o produtor permitir. Um afiliado que nunca viu o curso por dentro não consegue dizer o que ele entrega. Na Hotmart, a compra não pode ser feita pelo seu próprio link de afiliado.

    Seu risco como afiliado

    Você não é só quem manda o link. Pelos Termos de Uso da Hotmart, nenhum afiliado pode prometer desempenho, ganho ou resultado inalcançável, nem sugerir que a plataforma é um meio fácil ou rápido de ter renda.

    Os Termos também citam como conduta inadequada do afiliado dar informação falsa, incompleta ou imprecisa sobre o produto. Copiar a promessa da própria VSL não muda essa regra.

    Cuidado: a Hotmart pode desligar você do Programa de Afiliados ou bloquear sua conta, com ou sem aviso prévio. Se a relação terminar, o saldo pode ficar retido, por até 180 dias nos casos sem fraude nem violação grave.

    O produto também corre risco. A Política de Uso Responsável da Hotmart proíbe produtos que prometam lucros garantidos ou enriquecimento irreal, além de marketing baseado em ostentação de dinheiro, luxo ou estilo de vida irreal.

    A mesma política pune depoimento simulado por tecnologia com banimento da conta. Página de vendas sem os dados de contato obrigatórios pode levar à suspensão do produto. A Hotmart pode ainda remover um produto mesmo depois de aprovado.

    Essas regras podem mudar: confira o texto atual nos Termos. Se você usa outra plataforma, leia os termos dela antes de divulgar.

    A lei vale fora da plataforma. O Código de Defesa do Consumidor proíbe a publicidade enganosa, que inclui informação falsa, mesmo em parte ou por omissão, capaz de induzir o consumidor a erro. O código do CONAR (o conselho de autorregulamentação da publicidade no Brasil) diz que todo anúncio deve ser honesto e verdadeiro.

    Na prática, isso muda o que você escreve. Em vez de “esse curso vai render X”, diga o que ele ensina, para quem serve e qual é a garantia.

    Seu próximo passo

    Pegue o último produto que você pensou em divulgar e siga estes passos:

    1. Assista à VSL inteira, com um papel ao lado.
    2. Marque os alertas que apareceram. Se houver promessa de ganho garantido ou prova falsa, descarte o produto aqui.
    3. Marque os sinais de oferta séria que você confirmou.
    4. Volte à página em outro dia e veja se a urgência continua igual.
    5. Se sobrarem vários alertas ou poucos sinais sérios, descarte. Se passar, divulgue usando só o que você conferiu.

    Para divulgar sem depender de promessa, você precisa de uma forma própria de atrair gente. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de afiliado, marketing de conteúdo e funil (o caminho do primeiro contato até a compra). A página do curso informa garantia de 7 dias (link de afiliado).

  • Como funciona o pagamento em plataformas de freela

    Como funciona o pagamento em plataformas de freela

    Você fechou o primeiro trabalho de freela e veio a dúvida: e se eu entregar e o cliente não pagar? Em projetos de preço fechado na Workana, o dinheiro não vai direto do cliente para você. A plataforma o guarda antes de o trabalho começar e só o libera depois da entrega.

    Sem entender esse caminho, é fácil aceitar um pagamento por fora ou começar antes da hora. Aqui você vê cada etapa, o que fazer se o cliente sumir e quando o dinheiro chega à sua conta.

    Os exemplos são da Workana. Outras plataformas têm regras próprias, mas as perguntas a fazer são as mesmas.

    O caminho do dinheiro, da proposta ao saque

    Pense num cofre. O cliente coloca o dinheiro, a plataforma guarda, e o cofre abre quando o cliente aprova a entrega. Essa guarda se chama escrow (pagamento retido como garantia).

    Na Workana, um projeto de preço fechado segue esta ordem:

    1. Proposta aceita: você e o cliente combinam valor e escopo (o que será entregue) dentro da plataforma.
    2. Pagamento retido: o cliente deposita o valor combinado, e a plataforma o guarda. Só comece quando esse depósito estiver confirmado: trabalho iniciado antes fica sem a proteção.
    3. Entrega: você envia o trabalho pelo botão de entrega do projeto, e não por e-mail ou WhatsApp.
    4. Liberação: o cliente confere e aprova, e o valor entra no seu saldo.
    5. Saque: na data do calendário de pagamentos, o saldo vai para o método que você conectou à conta.

    Essa garantia vale só para preço fechado. Nos projetos por hora, não há depósito antecipado nem proteção do escrow: você registra as horas, e o cliente aprova ou rejeita cada registro. Horas rejeitadas não vão para arbitragem, então acompanhe as aprovações de perto.

    Quando esse ciclo ficar claro, talvez você queira uma segunda frente além dos clientes. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, ensina em videoaulas a estrutura de um negócio online, com o afiliado (quem divulga produtos de terceiros por comissão) como modelo principal (link de afiliado).

    O que a plataforma protege e o que não

    A proteção depende de duas coisas: o dinheiro retido e a conversa dentro da plataforma. Se houver disputa, só as mensagens trocadas lá valem como prova.

    Cuidado: se o cliente pedir para pagar por fora (PIX direto, por exemplo), recuse. Fora da plataforma não existe a garantia do escrow, e nada segura o pagamento se o cliente sumir.

    Depois de entregar, três situações são as mais comuns:

    • Cliente em silêncio: em projetos de até US$ 300, se ele não aprovar nem rejeitar em 15 dias corridos, a Workana libera o valor sozinha. A entrega precisa ter sido feita pelo botão da plataforma.
    • Desacordo: primeiro vem a mediação (tentativa de acordo). Se ela falhar, qualquer lado pode pedir arbitragem: a Workana analisa o caso e decide quanto do valor retido vai para cada um. A arbitragem tem custo para quem pede.
    • Liberação parcial: o cliente pode liberar parte do valor antes do fim, desde que haja avanço concreto. Liberado, esse valor sai da garantia e não pode ser devolvido.
    Mulher sentada na poltrona da sala com o notebook fechado no colo, olhando o celular enquanto espera a resposta do cliente.

    Em projetos abaixo de US$ 30, a arbitragem é automática e divide o valor retido meio a meio. Em trabalhos pequenos, portanto, registre tudo desde o início.

    Taxas e saque: onde conferir os valores

    A Workana desconta uma comissão do que você recebe, e ela muda conforme o plano. O escrow já está incluído nessa comissão. No saque, a central informa que a Workana não soma custo próprio, mas o PayPal e o Payoneer cobram o deles.

    Esses dois são os métodos listados na central, e os disponíveis dependem do país em que você mora. Escolher não basta: a conta precisa aparecer como conectada.

    O calendário decide quando o dinheiro chega. O saque mensal gratuito sai nos primeiros 5 dias do mês, e o semanal, às quartas, é só para os planos Explorer e Master.

    Exemplo: se o cliente liberou no dia 10 e você usa o calendário mensal, o saque sai no começo do mês seguinte.

    Dica: conecte o método de saque antes do primeiro pagamento. No calendário mensal, a configuração precisa estar salva antes do fim do mês anterior.

    Antes de fechar o preço de uma proposta, confira:

    • a comissão do seu plano;
    • a taxa e o valor mínimo do seu método de saque;
    • a data do próximo pagamento.

    Esses dados mudam, e o valor atual fica na central de ajuda da Workana e na área de finanças da sua conta. Desconte comissão e taxa do valor da proposta para saber quanto sobra.

    Seu próximo passo

    Abra hoje a central de ajuda da plataforma que você usa e leia as páginas de pagamentos e de saques. Anote comissão, taxa e datas no bloco de notas do celular e use esses dados na próxima proposta.

    Para tocar aquela segunda frente sem pressa, o Fórmula Negócio Online traz um plano diário de 60 dias entre os bônus e tem garantia de 7 dias de devolução do dinheiro (link de afiliado).

  • Como salvar instruções fixas no ChatGPT e parar de repetir prompt

    Como salvar instruções fixas no ChatGPT e parar de repetir prompt

    Você abre uma conversa nova no ChatGPT para escrever a legenda de um cliente e explica tudo de novo: quem é o público, o tom, o tamanho. Na conversa seguinte, o texto sai com outra cara.

    O resultado é uma entrega desigual, e o cliente percebe. A saída é salvar essas orientações uma vez, como instruções fixas, e deixar o ChatGPT aplicá-las sozinho.

    Este caminho serve para quem atende um ou mais clientes com texto. Se você escreve só de vez em quando, um prompt bem feito já resolve.

    Por que o texto sai diferente a cada conversa

    O ChatGPT tem uma memória que pode aproveitar conversas passadas, quando ela está ligada. Só que ele usa o que considera relevante, e não o seu briefing inteiro a cada pedido. Por isso o tom muda.

    Instruções fixas são um bilhete que ele lê antes de qualquer pedido seu. Existem dois lugares para guardá-las:

    • Projetos: são pastas dentro do ChatGPT, e cada uma tem instruções próprias, que valem só para as conversas dela. Use um projeto por cliente.
    • Instruções personalizadas: valem para todas as suas conversas. Servem para o que é seu, como o seu jeito de escrever.

    Segundo a central de ajuda da OpenAI, os Projetos existem em todos os planos, inclusive no grátis. No plano grátis, o limite é de 5 arquivos por projeto.

    Se você quer levar a IA além da legenda, a IA Academy, do Igor Henrique, ensina a criar conteúdo em vídeo com IA, com um prompt para cada um dos oito formatos. As aulas são curtas, com acesso pelo celular, e a página do curso diz que ele é para quem não sabe nada de IA e não quer aparecer (link de afiliado).

    Como configurar as instruções personalizadas e os Projetos

    Os nomes podem mudar conforme a versão do app e o idioma, por isso deixamos o nome em inglês ao lado. Comece pelo projeto do cliente:

    1. Abra o menu lateral do ChatGPT, entre em Projetos (Projects) e crie um projeto com o nome do cliente.
    2. Se aparecer a escolha de memória, prefira a memória só do projeto (Project-only). Assim, as conversas dele não consultam as de fora.
    3. Dentro do projeto, toque nos três pontinhos e abra Configurações do projeto (Project settings). Em algumas versões, a opção aparece como Adicionar instruções.
    4. Escreva as instruções do cliente e salve.
    5. Abra uma conversa dentro do projeto e peça uma legenda para testar.

    A central de ajuda da OpenAI informa que as instruções do projeto têm prioridade sobre as instruções personalizadas. Então o tom do cliente vence o seu estilo geral.

    Para salvar o que vale em todas as conversas, siga este caminho:

    1. Abra o ChatGPT e toque no seu perfil para chegar às Configurações (Settings).
    2. Entre em Personalização (Personalization). Em alguns aplicativos, o item aparece como “Personalizar o ChatGPT”.
    3. Confira se a opção de ativar a personalização (Enable customization) está ligada.
    4. Preencha o campo Instruções personalizadas (Custom instructions) e salve.
    5. Abra uma conversa nova para testar, porque a mudança vale só para as próximas conversas.

    Esse campo tem limite: 1.500 caracteres nos planos Free e Go e 5.000 nos demais planos pagos. O valor pode mudar, então confira na central de ajuda da OpenAI.

    O que escrever nas instruções de um cliente

    Instrução boa é específica. Use estes campos, um por linha:

    • Quem é o cliente: o ramo e a cidade, em uma frase.
    • Público: quem lê as legendas (por exemplo, mães da vizinhança).
    • Tom: próximo, formal, bem-humorado. Diga também como não soar.
    • Palavras a evitar: termos que o cliente não usa.
    • Tamanho: por exemplo, até 3 frases e no máximo 2 hashtags.
    • Exemplo aprovado: cole uma legenda que o cliente já aceitou.
    Homem anotando uma lista de seis linhas em um bloco de papel, à mesa da sala

    Exemplo (inventado) para uma confeitaria: “Cliente: confeitaria de bairro; público: famílias da região; tom: carinhoso e simples, sem gíria; evite: ‘promoção imperdível’; tamanho: até 3 frases; siga o estilo desta legenda aprovada: [cole aqui].”

    Dica: o exemplo aprovado vale mais que qualquer adjetivo. Dizer “tom carinhoso” é vago, mas uma legenda real mostra o que você quer.

    Cuidados com dados do cliente

    Instrução fixa fica salva e acompanha as conversas. Escreva nela só o que você aceitaria ver de novo a cada pedido.

    Atenção: não cole nas instruções CPF, telefone, senhas, dados de clientes finais nem informações combinadas como sigilosas. Descreva o estilo do cliente, não os dados dele.

    Nas contas pessoais, a OpenAI pode usar suas conversas para treinar os modelos, e isso vem ligado de fábrica. Para desligar, entre em Configurações, depois em Controles de dados (Data controls), e desative a opção Improve the model for everyone.

    Se o cliente não quer que o conteúdo dele passe por uma ferramenta de IA, respeite. Avise antes que você usa o ChatGPT no trabalho.

    Seu próximo passo

    Escolha um cliente, ou o seu próprio perfil, e crie um projeto com esse nome. Preencha os seis campos acima e peça três legendas. Compare com as antigas: se o tom bateu, repita o processo com o próximo cliente.

    Se algum cliente vende pelo TikTok Shop ou pede vídeo curto, a Comunidade VSA, do Bruno Reis, ensina a vender nessa loja com IA e a montar conteúdo com gancho, retenção e chamada. Os alunos se reúnem no Discord, com calls semanais (link de afiliado).

  • O que é nicho e como escolher o seu como afiliado

    O que é nicho e como escolher o seu como afiliado

    Nicho é o assunto específico em que você vai focar para vender como afiliado (quem indica produtos de outras pessoas e ganha uma comissão por venda). Em vez de falar de “tudo um pouco”, você escolhe um tema e um tipo de pessoa para ajudar.

    Todo vídeo manda você “escolher um nicho”, mas quase nenhum explica como. Aí vem o medo de escolher errado, e muita gente passa semanas procurando o assunto perfeito sem publicar nada.

    Aqui você entende o que é nicho, responde três perguntas simples e sai com o seu escrito em uma frase. Se você já tem um nicho e ele está funcionando, este texto serve só para conferir.

    Nicho em uma frase

    Pense na mercearia do bairro. Ela tem a prateleira do arroz, a da limpeza, a da ração. Nicho é a prateleira que você escolhe cuidar, em vez de tentar dar conta da loja inteira.

    Quem fala de “saúde” em geral não sabe por onde começar. Quem escolhe “caminhada para quem trabalha sentado” sabe com quem conversa e o que dizer.

    Escolher um nicho não é casar com ele. É só um ponto de partida para o seu conteúdo ter foco e o produto que você indica fazer sentido para quem acompanha você.

    Para ver a escolha do nicho em videoaulas, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem um módulo de mercados e nichos, que ajuda a definir a sua área de atuação. Depois vem o de marketing de conteúdo (publicar o que ajuda o seu público), e o curso trata o afiliado como modelo principal (link de afiliado).

    Três perguntas para achar o seu

    Responda com caneta e papel, ou no bloco de notas do celular. Não precisa acertar de primeira.

    1. O que eu já uso ou conheço? Pense no que você usa todo dia, no que já pesquisou antes de comprar e no que seus amigos pedem sua opinião. Um motorista de aplicativo, por exemplo, conhece bem carro, rotina de estrada e organização do dinheiro.
    2. Quem eu consigo ajudar? Pense em uma pessoa real, parecida com você alguns meses atrás. Quanto mais clara a pessoa, mais fácil saber o que falar para ela.
    3. Que problema dessa pessoa tem produto à venda? Confira se existe produto que resolve esse problema. Na Hotmart, por exemplo, crie a conta gratuita, abra o Mercado de Afiliados e digite o assunto na busca (a central de ajuda da Hotmart mostra o caminho atual). Se não achar nada em nenhuma plataforma, o assunto até pode ser bom, mas não serve para vender como afiliado.
    Mulher sentada num banco, anotando com caneta num caderno apoiado no joelho, no fundo de uma mercearia.

    O nicho fica no meio das três respostas: algo que você conhece, para alguém que você entende, com produto que resolve um problema.

    Dica: não escolha um assunto só porque ouviu que ele “vende muito”. Sem interesse seu, fica difícil continuar até a primeira venda, que costuma demorar.

    Nicho amplo e nicho específico

    Um nicho amplo tem muita gente falando dele, e o seu conteúdo some no meio. Estreitar é juntar o assunto com uma pessoa e um problema. A tabela mostra o caminho com exemplos.

    Amplo (antes) Específico (depois)
    Finanças Organizar o dinheiro de quem trabalha por aplicativo
    Saúde Alongamentos para quem passa o dia sentado ao volante
    Cozinha Marmita barata para a semana de quem mora sozinho
    Pets Primeiros cuidados com cachorro filhote

    Para estreitar o seu, complete a frase: “Eu ajudo [quem] a [resolver o quê]”. Exemplo: “Eu ajudo motoristas de aplicativo a organizar o dinheiro da semana”. Se a frase serve para qualquer pessoa, o recorte ainda está amplo.

    Estreitar não limita você para sempre. Com o tempo, quem acompanha o conteúdo pode pedir assuntos vizinhos, e você amplia aos poucos.

    Sinais de que a escolha não funciona

    Antes de trocar de nicho, descubra se o problema é o assunto ou o jeito de falar dele. A troca só vale no primeiro caso.

    • Troque de nicho se você não aguenta falar do assunto, se não acha nenhum produto para indicar ou se não consegue nomear a pessoa que quer ajudar.
    • Ajuste o conteúdo se você gosta do assunto, mas ninguém interage. Teste outro problema da mesma pessoa, outro formato ou uma explicação mais simples.

    Dica: dê pelo menos algumas semanas de publicações constantes antes de julgar. Quem troca de assunto toda semana recomeça do zero a cada troca.

    Seu próximo passo

    Hoje, abra o bloco de notas e escreva a sua frase, mesmo que ainda não esteja perfeita. Depois, busque o problema dela no Mercado de Afiliados e anote dois produtos que resolvem esse problema.

    Quando tiver o nicho, falta escolher o produto. Uma opção é a comissão recorrente, que se repete a cada mês em que o cliente continua pagando. O Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, ensina esse modelo e traz uma lista de produtos de assinatura para se afiliar (link de afiliado).

  • Checklist antes de colocar um link de afiliado na bio ou na legenda

    Checklist antes de colocar um link de afiliado na bio ou na legenda

    Você gerou o link de afiliado, escreveu a legenda e está com o dedo no botão de publicar. Aí bate a dúvida: esse link abre, leva ao produto certo e conta como seu?

    Um link quebrado ou sem o seu código faz a pessoa clicar e você não receber nada por isso. A conferência leva poucos minutos e dá para fazer toda no celular.

    Este checklist cuida do link, do lugar onde ele entra e do aviso de divulgação. Ele não avalia se o produto é bom.

    Confira o link

    Faça estas quatro checagens antes de postar:

    1. Veio do painel da plataforma. Copie pelo botão ou ícone da plataforma, nunca da barra do navegador. Na Hotmart, entre em Produtos, Meus produtos, aba Sou Afiliado, e toque no ícone de link ao lado de Promover produto.
    2. Tem o seu código. Na Hotmart, o link segue o modelo go.hotmart.com/XYZ, em que XYZ é o código ligado à sua conta. Cole o link num bloco de notas e compare com o do painel: precisa estar igual, sem espaço, sem letra faltando e sem texto colado no fim.
    3. Abre em janela anônima. No Chrome do Android, toque em Mais (os três pontinhos) e abra uma janela anônima. Cole o link ali: sem o seu login, você vê a página mais perto do que um desconhecido veria.
    4. Leva ao produto certo. A página precisa mostrar o mesmo nome e a mesma oferta que você vai divulgar.
    Homem sentado em uma barbearia segura um celular Android e toca na tela para abrir um link.

    Atenção: na Hotmart, se o produtor mudar a página de vendas, o link antigo pode deixar de funcionar e você precisa gerar outro. Repita a conferência nos links que já estão no ar.

    Se você ainda monta sua rotina de divulgação, veja o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas. Ele tem o afiliado como modelo principal e módulos de Instagram, YouTube e marketing de conteúdo (link de afiliado).

    Confira o lugar onde ele entra

    Cada rede trata link de um jeito. O tropeço aqui é colocar o link onde ninguém consegue tocar.

    • Bio do Instagram: é o lugar fixo do link. Na legenda, escreva algo como “link na bio”.
    • Stories do Instagram: abra a ferramenta de figurinhas, toque em Link e cole o endereço. Contas novas podem não ter essa figurinha.
    • Legenda e comentário do Instagram: na maioria das contas, o link fica como texto que não dá para tocar. A Meta testou link tocável na legenda com assinantes do Meta Verified (o selo pago), então confira na sua conta.
    • Vídeo longo do YouTube: o link vai na descrição. Confira se ele aparece inteiro e se dá para tocar nele pelo celular.
    • Shorts do YouTube: link na descrição e nos comentários não é tocável. Coloque-o nos links do canal, que aparecem perto do botão de inscrição.
    • TikTok: o link vai no campo Site, em Editar perfil, só no aplicativo. O campo não aparece para toda conta: depende do tipo de conta e do número de seguidores.
    • Facebook, Kwai e outras redes: as regras de link mudam e podem depender do tipo de conta. Veja a central de ajuda da rede antes de postar.

    Depois de publicar, abra a sua postagem e toque no link como se fosse um visitante. Se não der para tocar, mude o link de lugar.

    Avise que é divulgação

    O CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) cuida da ética da publicidade no Brasil e tem um guia sobre influenciadores, disponível no site do CONAR. Segundo o site Mundo do Marketing, o guia trata links comissionados e programas de afiliados como publicidade, que precisa ser identificada de forma clara.

    Segundo o Propmark, a identificação vale pelas ferramentas das plataformas ou por termos como #publi e #publicidade, sempre visíveis sem tocar em “mais”. Quando a ferramenta da rede servir ao seu caso, dê preferência a ela.

    • Instagram: o rótulo de parceria paga é aplicado ao criar a postagem. Ele é para contas de criador e comerciais, e o perfil da marca marcada precisa aceitar. Sem isso, use a hashtag.
    • YouTube: no YouTube Studio, nos detalhes do vídeo, em Mais opções, marque “Meu vídeo contém promoção paga, como inserção de produto, patrocínio ou endosso”. O aviso aparece por 10 segundos no começo do vídeo. A central de ajuda do YouTube fala em conteúdo feito para terceiros em troca de compensação, sem citar afiliado. Na prática, quem recebe comissão faz melhor em marcar.
    • Qualquer rede: escreva #publi ou #publicidade logo no começo da legenda, antes do “mais”. Se quiser, complete com “link de afiliado”.

    Atenção: o aviso não pode ficar escondido entre hashtags nem no fim da legenda. As regras mudam, então confira o guia atual do CONAR e a central de ajuda de cada rede.

    Seu próximo passo

    Mande o link pelo WhatsApp a alguém de confiança e peça para abrir no próprio celular, de preferência em outra internet. Peça que a pessoa diga o nome do produto que apareceu.

    Se ela chegou ao produto certo, pode publicar. Depois, peça que abra a postagem e diga se viu o aviso sem tocar em “mais”. Se tropeçou em algo, você descobriu o problema antes de qualquer cliente.

    Se depois quiser um roteiro do zero para o resto da divulgação, veja o Fórmula Negócio Online. Ele tem garantia de 7 dias de devolução do dinheiro, então dá tempo de ver as primeiras aulas e decidir com calma (link de afiliado).

  • Como montar um media kit simples para propor publi a marcas

    Como montar um media kit simples para propor publi a marcas

    Você tem um perfil pequeno e quer propor parceria à padaria, à loja de roupas ou à clínica do seu bairro. Na hora de mandar a mensagem, bate a dúvida: mando um print dos números ou um textão?

    Sem saber o que enviar, muita gente adia a proposta com medo de parecer amadora. A resposta curta é uma página só, o chamado media kit, com o que a marca precisa saber para decidir se vale conversar com você.

    No fim do texto, você terá essa página pronta no celular, com números reais, para enviar por WhatsApp ou e-mail. Se o seu perfil ainda não tem posts, este não é o momento: publique por algumas semanas antes.

    O que é um media kit

    Media kit é um material curto que apresenta você e o seu perfil a uma marca. Pense nele como um cartão de visita ampliado: em um olhar, a marca vê quem você é, quem acompanha você e o que pode fazer por ela.

    Ele não precisa ser sofisticado. Precisa ser claro, verdadeiro e fácil de abrir no celular.

    O que colocar nele

    Uma página aguenta cinco blocos. Mantenha cada um curto:

    • Quem é você: seu nome, sua cidade, o assunto do perfil e uma foto sua.
    • Seu público: quantos seguidores você tem, onde eles moram, a faixa de idade e a divisão entre gêneros.
    • Formatos que você oferece: por exemplo, um Reels, uma sequência de Stories ou um post no feed.
    • Exemplos: dois ou três prints ou capas dos seus melhores conteúdos.
    • Contato: seu @, seu WhatsApp e seu e-mail.
    Mulher na calçada de casa tirando uma foto de si mesma com o celular

    Na prática, o bloco de exemplos é o que mais pesa para quem não conhece você. Se o seu perfil ainda tem pouco vídeo para mostrar, produzir mais material é parte do trabalho.

    Para criar vídeos próprios sem precisar aparecer, a IA Academy, do Igor Henrique, ensina oito formatos de vídeo com IA, cada um com o seu prompt (o comando que você escreve para a IA). A página do curso diz que ele é para quem não sabe nada de IA e tem aulas curtas, com acesso pelo celular. (link de afiliado)

    Monte em passos

    Este roteiro usa o Canva, aplicativo gratuito para Android e iPhone. Os nomes dos botões podem mudar conforme a versão do app.

    1. Junte tudo no celular: a foto, os números do público (o caminho está na próxima seção), os prints dos conteúdos e o texto de cada bloco.
    2. Abra o Canva e procure por “media kit” na barra de pesquisa. Se aparecer pouca coisa, tente “press kit”.
    3. Escolha um modelo gratuito com poucos elementos: quanto mais simples, mais fácil de ler na tela pequena. Se ele tiver várias páginas, use só uma.
    4. Troque a foto e escreva seu nome, sua cidade e uma frase sobre o seu perfil.
    5. Preencha o bloco de público com os números do Insights.
    6. Liste os formatos que você oferece e coloque os exemplos de conteúdo.
    7. Escreva o contato no rodapé.
    8. Toque no botão de compartilhar ou no ícone de download, depois em “Baixar”. Escolha PDF ou PNG e toque em “Baixar” de novo.

    Personalize a página para cada marca. Troque a frase de abertura por uma sobre o negócio dela, como “Adoro o café colonial de vocês e queria propor uma parceria”.

    Números honestos

    Quem tem perfil pequeno costuma pensar em esconder os números. Faça o contrário: mostre os reais. Uma marca local quer saber se o seu público mora perto do negócio dela, e isso um perfil pequeno e local pode ter de sobra.

    Os dados ficam no Insights, o painel de estatísticas do Instagram, que só existe em perfil profissional. A troca é gratuita: em “Configurações e privacidade”, toque em “Tipo e ferramentas da conta” e depois em “Mudar para conta profissional”. Com o perfil profissional, siga este caminho:

    1. Abra o Instagram e entre no seu perfil.
    2. Toque no menu, no canto superior direito, e entre em “Insights” ou no painel profissional.
    3. Abra a parte de seguidores, que costuma aparecer como “Total de seguidores”.
    4. Anote as localizações, a faixa etária e a divisão entre gêneros.

    Se não achar algum nome, procure “Insights” na central de ajuda do Instagram: o app muda de tempos em tempos.

    Dica: se os dados do público vierem vazios, escolha um período maior, como os últimos 30 dias. A central de ajuda do Instagram diz que eles dependem de alcançar mais de 100 contas no período.

    Se mesmo assim nada aparecer, deixe só o número de seguidores e escreva a cidade e o assunto do perfil. Nunca estime o que o app não mostrou.

    Atenção: não infle seguidores nem alcance, nem compre seguidores para o número parecer maior. A marca pode pedir o print do Insights, e número que não fecha acaba com a conversa.

    Se você tem poucos seguidores, compense com o que é verdadeiro: o público é da cidade, você responde as pessoas e os exemplos mostram o seu estilo.

    Se a marca aceitar: avise que é publicidade

    Quando há pagamento, comissão, produto ou outro benefício em troca do post, o conteúdo precisa ser identificado como publicidade. Essa é a orientação do guia para influenciadores do CONAR, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária.

    O guia prefere as ferramentas da própria plataforma. A outra opção é escrever termos como “#publi” ou “#publicidade”. Em qualquer caso, o aviso precisa aparecer sem que a pessoa toque em “mais”.

    Se a loja só mandou um presente, sem combinar post, e você quis agradecer, o guia não chama isso de anúncio. Mesmo assim, ele pede que você conte a origem, com “#recebido” ou um agradecimento à marca.

    No Instagram, a ferramenta é o rótulo de parceria paga, disponível no app, para contas de criador ou comerciais:

    1. Crie a publicação e avance até a tela da legenda.
    2. Abra “Configurações avançadas” e entre em “Conteúdo de marca”.
    3. Ative “Adicionar rótulo de parceria paga” e escolha o perfil da marca.

    A marca pode precisar aprovar a marcação. Se o negócio não tiver perfil no Instagram ou o rótulo não funcionar, use “#publi” no começo da legenda.

    Seu próximo passo

    Hoje, abra o Insights e anote os dados do seu público. Depois escolha uma marca da sua cidade de que você é cliente de verdade e monte a página com o nome dela na abertura.

    Envie o arquivo pelo WhatsApp ou e-mail do negócio, com uma mensagem curta: “Oi! Sou cliente de vocês e tenho um perfil sobre [assunto] aqui em [cidade]. Segue meu media kit, posso mostrar uma ideia de parceria?”

    A resposta pode demorar ou nem vir. Nesse caso, siga para a próxima marca da lista.

  • Como ler o relatório da Hotmart e ver qual divulgação vende

    Como ler o relatório da Hotmart e ver qual divulgação vende

    Você já fez vendas como afiliado da Hotmart, mas o relatório mostra só uma lista de transações. Você não sabe se a venda veio do Instagram, do grupo de WhatsApp ou do vídeo que gravou.

    Sem essa resposta, você continua divulgando em todo lugar e não descobre o que funciona. A saída é marcar cada link com um código de origem, o parâmetro src, e ler esse código na coluna Código SRC do relatório Detalhado.

    Este caminho serve para quem já tem vendas. Se você ainda não vendeu, o relatório fica vazio, mas já vale criar os links com src.

    Onde achar o relatório

    A central de ajuda da Hotmart indica dois caminhos no menu lateral esquerdo de app.hotmart.com, que você abre no navegador do celular:

    • Vendas > Minhas vendas > Exportar: baixa a lista de vendas.
    • Vendas > Gestão de vendas > Dashboard de Origem de Vendas: abre um painel com as vendas por origem. Escolha a aba SRC.

    Na exportação, escolha o modelo Detalhado: só ele traz as colunas Código SRC e Comissão do(a) Afiliado(a). O formato pode ser CSV ou XLS, dois tipos de planilha. A central indica o XLS para consultas e análises manuais, que é o seu caso. Você também pode filtrar por período e por status.

    A central não diz se o dashboard aparece em todo tipo de conta. Se ele não aparecer para você, use a exportação e confira o artigo da central de ajuda sobre o relatório de vendas.

    O modelo Detalhado também tem a coluna Quantidade de cobranças. Em produtos de assinatura, ela mostra quantas recorrências já foram processadas.

    Se esse modelo interessa a você, o Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, ensina como ele funciona. Ele traz uma lista de produtos de assinatura para se afiliar, com comissão recorrente: ela vem a cada mês em que o cliente continua pagando (link de afiliado).

    Colunas e status que importam

    O relatório tem muitas colunas. Para decidir onde divulgar, você precisa de poucas:

    Coluna (modelo Detalhado) O que mostra
    Código da transação O código gerado para cada compra
    Status da transação A situação da venda
    Comissão do(a) Afiliado(a) O valor da sua comissão, com as taxas já descontadas quando for o caso
    Venda feita como Se você participou como produtor, afiliado ou coprodutor
    Canal usado para venda O canal por onde a venda foi realizada
    Código SRC O código que você colocou no link

    O status diz se a venda vale para a sua conta. A lista de status da central de ajuda traz todos. Estes são os que você mais precisa conhecer:

    • Aprovada: o pagamento foi identificado e o cliente recebeu o acesso.
    • Completa: o prazo de garantia acabou e o reembolso pelo sistema da Hotmart não está mais disponível.
    • Aguardando pagamento e Boleto Gerado: o pagamento ainda não foi identificado.
    • Cancelada e Expirada: a compra não foi concluída.
    • Reclamada: houve pedido de cancelamento, mas o reembolso ainda não foi liberado.
    • Reembolsada: o reembolso foi liberado.
    • Chargeback: o cliente pediu o reembolso direto à operadora do cartão de crédito.

    Para comparar divulgações, conte só as vendas Aprovadas e Completas.

    Atenção: uma venda Aprovada ainda pode ser reembolsada enquanto a garantia estiver correndo. Volte ao relatório antes de cortar ou reforçar uma divulgação.

    Como rastrear a origem de cada venda

    O src é um código que você escreve no final do seu link de divulgação. Quando alguém compra por aquele link, o código aparece na venda. É como colocar uma etiqueta em cada panfleto para saber em qual esquina ele foi entregue.

    Há duas formas de colocar a etiqueta. A primeira é digitar no link, depois de um ponto de interrogação: go.hotmart.com/XYZ?src=insta. Se o link já tiver outro parâmetro, use o & antes do src.

    A segunda é pelo Gerenciador de Links, em Ferramentas. Ao criar o link reduzido, a ferramenta tem uma seção de parâmetros de campanha onde você digita o src, e a tag aparece nos seus relatórios. O link reduzido preserva o seu código de afiliado e a sua comissão.

    Segundo a central, o código pode ter até 30 caracteres e não aceita o sublinhado (_), reservado para o sistema. Para separar detalhes, use a barra vertical, como em insta|reels.

    Siga estes passos:

    1. Escolha um nome curto para cada lugar onde você divulga, como insta, zap ou video.
    2. Crie um link para cada lugar, com o src correspondente.
    3. Publique cada link só no lugar para o qual ele foi criado. Se dois lugares usarem o mesmo link, o relatório não separa as vendas deles.
    4. Depois de algumas vendas, exporte o relatório Detalhado e olhe a coluna Código SRC.
    Homem anotando três nomes curtos num caderninho, sentado num banco de praça, com o celular ao lado.

    Cuidado: venda que chega por um link sem src aparece sem código de origem. Link antigo que você já postou continua sem etiqueta, então troque por um novo onde puder.

    Como decidir o que fazer

    Com os códigos no relatório, conte as vendas Aprovadas e Completas de cada origem e compare. Veja um exemplo inventado, com comissão de R$ 40 por venda:

    • insta|reels: 4 vendas, R$ 160 de comissão (4 × R$ 40).
    • video: 1 venda, R$ 40.
    • zap: nenhuma venda.

    Use três decisões simples:

    • Manter e fazer mais da origem que vende, como o insta|reels.
    • Ajustar a que vendeu pouco, trocando a chamada ou o horário do post, como o video. Uma venda só ainda é pouco para concluir algo.
    • Parar a que não vendeu depois de várias postagens, como o zap, e usar esse tempo onde há resultado.

    Dica: compare as origens no mesmo período e com o mesmo produto. Com semanas ou comissões diferentes, a comparação engana.

    O relatório mostra quem comprou, não quantas pessoas viram o link. Por isso ele diz onde há venda, mas não explica sozinho o motivo.

    Para saber o que melhorar, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de marketing de conteúdo, funil, Instagram e YouTube. Eles ajudam a melhorar a origem em que você decidiu insistir (link de afiliado).

    Seu próximo passo

    Hoje, crie dois links do mesmo produto com origens diferentes, por exemplo insta e zap. Use um em cada lugar e anote no celular onde cada um foi publicado.

    Daqui a algumas semanas, exporte o relatório Detalhado e compare a coluna Código SRC. Esse é o primeiro dado seu sobre onde insistir.

  • Como escrever o roteiro de um vídeo curto de produto em 4 blocos

    Como escrever o roteiro de um vídeo curto de produto em 4 blocos

    Você pegou o celular para gravar o primeiro vídeo de um produto e, na hora de falar, não sabe por onde começar. Abre a câmera, grava duas frases, apaga tudo e desiste.

    O medo de soar como vendedor insistente piora a trava. Com um roteiro curto, você já sabe o que dizer antes de apertar o botão de gravar.

    A saída é escrever antes de gravar, em quatro blocos. No fim da leitura, você terá um exemplo completo para seguir e o seu próprio roteiro pronto para gravar com o celular, sem estúdio e sem experiência.

    Os quatro blocos de um vídeo curto de produto

    Todo vídeo curto de produto pode seguir a mesma ordem. Cada bloco tem uma função e cabe em uma ou duas frases:

    • Gancho: a frase que faz a pessoa parar de rolar a tela.
    • Problema: a situação chata que o produto resolve.
    • Demonstração: o produto sendo usado, na prática.
    • Convite: o que a pessoa pode fazer em seguida, dito sem pressão.

    Pense no roteiro como uma receita de bolo. Com os ingredientes na ordem certa, você não precisa improvisar.

    Se você pensa em vender numa loja própria, esses quatro blocos viram criativos (as fotos e os vídeos que mostram o produto). O Método Euro Drop, do Rapha Mancini, ensina a montar uma loja sem estoque para clientes de fora do Brasil e dedica uma fase a esses criativos. Vender a outro país tem regras de importação e impostos para conferir antes (link de afiliado).

    Escreva cada bloco, um de cada vez

    Escreva num caderno ou no bloco de notas do celular. Siga a ordem:

    1. Escolha um produto que você conhece. Quanto mais você usou, mais fácil é falar dele com naturalidade.
    2. Escreva o problema primeiro. Complete a frase: “Toda vez que eu preciso de…, acontece…”. Exemplo: “Toda vez que preciso de uma colher, reviro a gaveta inteira”. Essa frase vira o seu bloco 2.
    3. Transforme o problema em gancho. Fale com quem tem aquele problema: “Se a sua gaveta vive bagunçada, olhe isto.”
    4. Liste o que a câmera vai mostrar. Escreva duas ou três ações visíveis, como encaixar as divisórias, guardar os talheres e fechar a gaveta. Fale só do que aparece na imagem.
    5. Feche com um convite simples. “O link está no meu perfil” ou “confira as medidas antes de escolher”. Um convite basta.

    Repare que você escreve o problema antes do gancho. Sabendo a dor, a primeira frase sai quase pronta.

    Antes de citar o link, confira se ele abre mesmo no lugar que você vai dizer. No YouTube Shorts, por exemplo, endereço colado na descrição ou nos comentários não é clicável, segundo a ajuda do YouTube sobre links.

    Se o link for de afiliado (você recebe comissão pela venda), avise no vídeo. Quando o caráter comercial não está evidente, o Conar, conselho de ética da publicidade, recomenda a ferramenta da própria plataforma ou expressões claras como #publi, segundo o resumo do escritório TozziniFreire.

    Cuidado: não prometa o que o produto não faz e não invente característica. Fale só do que você viu e usou, porque é isso que tira o tom de vendedor.

    Exemplo completo de roteiro

    Este é um exemplo inventado, só para você ver a estrutura funcionando. O produto é um organizador de gaveta de cozinha.

    • Gancho: “Se a sua gaveta de cozinha vive bagunçada, olhe isto.”
    • Problema: “Toda vez que preciso de uma colher, reviro tudo e os talheres se misturam.”
    • Demonstração: “Este organizador tem divisórias que se encaixam. Coloco os talheres aqui, as espátulas ali e fecho a gaveta sem nada se mexer.”
    • Convite: “Se a sua gaveta é assim, o link está no meu perfil. Veja as medidas antes de escolher.”
    Homem guardando talheres nas divisórias de um organizador de gaveta na cozinha, com celular num tripé ao fundo

    O exemplo tem pouco mais de 60 palavras, e a demonstração ainda pede pausas para mostrar o produto. Para saber o tempo real, leia o seu roteiro com o cronômetro do celular ligado.

    Perceba o que ficou de fora: nenhuma promessa e nenhuma pressão como “últimas unidades”. O vídeo mostra, explica e deixa a decisão com a pessoa.

    Revise antes de gravar

    Com o roteiro escrito, leia em voz alta, de pé, como se falasse com uma amiga. O ouvido acha o que o olho não vê.

    • Se você tropeçou numa frase, ela está longa ou formal. Reescreva do jeito que você falaria.
    • Se uma frase não ajuda a pessoa a entender o produto, corte.
    • Se o gancho demora para chegar, mova a primeira frase útil para o começo.

    Dica: grave um teste de áudio de 10 segundos antes do vídeo de verdade. Ouvir a própria voz uma vez ajuda a perder o estranhamento na primeira gravação.

    Não decore palavra por palavra. Decore a ordem dos quatro blocos e use o texto como apoio, deixando a fala sair com as suas palavras.

    Seu próximo passo

    Pegue um produto que você usa em casa, reserve dez minutos e escreva os quatro blocos dele. Comece pelo problema, depois o gancho, a demonstração e o convite. Leia em voz alta uma vez e só então grave.

    Se um dia esse vídeo levar para a sua própria loja, o texto da página também vai pesar. No Método Euro Drop, do Rapha Mancini, a fase de página de vendas e copy (o texto que vende) ensina essa parte, em videoaulas com acesso vitalício (link de afiliado).