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  • Roteiro de uma semana para aprender o essencial do Canva pelo celular

    Roteiro de uma semana para aprender o essencial do Canva pelo celular

    Você abriu o Canva, viu milhares de modelos, botões e cores, e fechou o app sem postar nada. O problema quase nunca é você. É tentar aprender tudo de uma vez.

    Este roteiro faz o contrário: uma tarefa de dez minutos por dia, e cada tarefa constrói o mesmo post. No fim da semana, você tem uma arte sua, pronta para o Instagram, o Status do WhatsApp ou o grupo do seu trabalho.

    Ele serve para posts simples, como divulgar um serviço, um produto ou um link. Não serve para criar logotipo: a licença do Canva proíbe usar os elementos dele como marca, e outras pessoas podem usar os mesmos itens.

    Antes de começar: conta, celular e assunto

    Você precisa de três coisas, todas grátis.

    • O app do Canva, baixado na loja do seu celular (App Store ou Google Play).
    • Uma conta gratuita, criada com Google, Facebook ou e-mail. O plano grátis do Canva não tem prazo para acabar.
    • Um assunto para o post, escrito numa frase. Exemplo: “Faço marmitas fitness e entrego no bairro, peça pelo WhatsApp”.

    Anote o assunto no bloco de notas do celular. Ele é o fio do roteiro inteiro.

    Se o post é para divulgar seu trabalho, a arte é só uma parte. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de marketing de conteúdo (o que postar para atrair cliente) e de Instagram, em videoaulas com garantia de 7 dias. A página do curso diz que ele atende iniciantes e quem tem só o celular (link de afiliado).

    Dias 1 a 3: modelo, texto e cor

    Os nomes dos botões mudam de tempos em tempos. Se algum não estiver onde o texto diz, procure um parecido.

    1. Dia 1, modelo. Na tela inicial, busque “post Instagram”. Se a arte for para o Status do WhatsApp, busque “story”, que é o formato em pé. Escolha um modelo com poucos elementos e toque nele para abrir no editor.
    2. Dia 2, texto. Toque no título do modelo e troque pelo seu assunto, numa frase curta. Troque o resto pelos seus dados: preço, contato e a chamada para ação (o pedido direto, como “chame no WhatsApp”). Apague o que não usar.
    3. Dia 3, cor. Toque num texto ou numa forma e mude a cor. Use no máximo duas cores além do branco e do preto. Mantenha o texto escuro sobre fundo claro, ou o contrário.
    Mão segurando o celular com um editor de arte aberto, mostrando um post de marmitas fitness com barra de ferramentas embaixo.

    Dica: faça só a tarefa do dia e feche o app. O Canva salva o design sozinho na aba Projetos, e amanhã você retoma de onde parou.

    Dias 4 a 6: imagem, fundo e exportação

    1. Dia 4, imagem. Toque no botão “+” da barra de baixo. Ali você procura fotos e ilustrações do Canva ou envia uma foto da galeria. Se tiver foto própria do seu produto ou serviço, use essa: ela passa mais confiança que uma de banco.
    2. Dia 5, fundo. Mude a cor do fundo ou troque por outro. Se uma foto cobrir a arte inteira, ponha uma forma lisa e clara embaixo do texto para ele não sumir.
    3. Dia 6, exportação. Toque no botão de compartilhar, no canto de cima à direita, e escolha baixar ou salvar no celular. Para post com foto, prefira JPG, que gera um arquivo menor. O PNG serve melhor para arte só com texto e formas.

    Cuidado: elementos Pro exigem assinatura ou licença paga, e o PNG com fundo transparente também é recurso pago. Se o app pedir pagamento ao baixar, troque o item por um gratuito.

    Se você vende produto físico, a foto pesa muito na venda. O Método Euro Drop, do Rapha Mancini, tem uma fase só de criativos (as fotos e os vídeos que mostram o produto). Ele ensina a montar uma loja sem estoque para clientes de fora do Brasil. Vender para outro país tem regras de importação e impostos que você confere antes (link de afiliado).

    Sobre uso comercial: na licença do Canva, o conteúdo gratuito pode entrar em anúncios, materiais de divulgação e posts de redes sociais. É proibido revender o item sozinho, sem o seu design, ou usá-lo como marca. Conteúdo feito com marcas parceiras, em geral, é só para uso pessoal.

    As regras podem mudar. Leia o contrato de licença de conteúdo do Canva antes de usar um item num trabalho pago.

    Dia 7: revisar e postar

    Hoje você não cria nada novo. Abra o design e confira cada item abaixo.

    • Dá para ler o texto com o celular na distância do braço?
    • O texto contrasta com o fundo, sem ficar em cima de uma parte confusa da foto?
    • Há uma única informação principal, e o contato está visível?
    • Os erros de português sumiram? Releia em voz alta.

    Ajustou? Baixe a arte de novo e publique pelo app da rede social. Poste mesmo que ela não esteja perfeita: o segundo post sai melhor que o primeiro.

    Dica: mande a arte para uma pessoa conhecida antes de postar e pergunte o que ela entendeu em cinco segundos. Se a resposta não for o seu assunto, simplifique.

    Seu próximo passo: salvar o modelo para reutilizar

    Seu post de hoje vira o molde dos próximos. Abra o design, faça uma cópia e guarde o original sem mexer. Na próxima vez, troque só o texto e a foto da cópia.

    Dê ao original um nome claro, como “Modelo post marmita”. Assim você acha o arquivo na aba Projetos em segundos, em vez de recomeçar do zero.

  • Como usar os filtros do Marketplace da Hotmart para achar um produto que vale divulgar

    Como usar os filtros do Marketplace da Hotmart para achar um produto que vale divulgar

    Você abre o Marketplace da Hotmart, olha os primeiros produtos da lista e escolhe um que parece bom. Semanas depois, descobre que quase ninguém procura aquilo.

    O problema não é falta de produto. A primeira página é só o começo de uma lista, e você ainda não disse a ela o que quer.

    Aqui você usa os filtros e a ordenação do Marketplace (que dentro da Hotmart se chama Mercado de afiliação) como ferramenta de pesquisa. No fim, tem uma lista curta de 3 produtos e um critério para comparar. Se você ainda não tem conta de afiliado na Hotmart, este texto não é o ponto de partida.

    O que o Marketplace mostra e o que ele não diz

    A central de ajuda da Hotmart descreve o Marketplace como uma busca com ordenação e filtros. O indicador mais conhecido é a Temperatura: ela mostra o nível de vendas recentes do produto. Quanto maior, mais atividade de vendas.

    O que a Temperatura não diz é se você consegue vender aquele produto. A própria central avisa que os produtos mais quentes normalmente vendem bem, mas também têm mais afiliados, ou seja, mais concorrentes para você.

    Os outros dados também contam só parte da história:

    • a Taxa de Comissão mostra quanto o produtor paga em percentual, mas não diz se o produto vende;
    • as Avaliações vêm de clientes, e a nota alta não diz se o assunto interessa ao seu público;
    • o Tipo de Aprovação diz se você entra na hora ou precisa esperar o produtor.

    O resto (promessa, regras do programa, material de divulgação) só se lê na página do produto. É lá que você decide.

    Um dos formatos que o filtro mostra é a assinatura, em que o cliente paga todo mês. Se esse modelo chamar a sua atenção, o Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, ensina como funciona o negócio de assinatura. Ele também traz uma lista de produtos desse tipo para se afiliar, com comissão recorrente, paga a cada mês que o cliente continua assinando (link de afiliado).

    Passo a passo dos filtros

    Os nomes abaixo vêm da central de ajuda da Hotmart. A tela pode mudar um botão de lugar, então confira na sua.

    1. Entre em app.hotmart.com. No canto superior direito, abra o menu Navegue e escolha Mercado de afiliação. Outro caminho é o menu lateral esquerdo: Produtos > Afiliar-se a um produto.
    2. Na barra de busca, digite um produto específico ou um segmento (o assunto geral, como finanças ou idiomas).
    3. No grupo Detalhes do Produto, marque uma ou mais em Categoria. Ali também fica o Formato, que separa cursos online, e-books, eventos e assinaturas.
    4. No grupo Financeiro, defina a Taxa de Comissão mínima e, se quiser, o Preço do Produto (mínimo e máximo).
    5. No grupo Tipo de Afiliação, escolha o Tipo de Aprovação: Imediata (você se afilia na hora) ou Sob solicitação (o produtor precisa aprovar).
    6. Em Performance e Qualidade, ajuste a Temperatura, as Avaliações e o Número mínimo de avaliações. Uma nota alta com poucas avaliações diz pouco.
    7. Ordene os resultados por Mais quentes (maior temperatura), Mais recentes (chegaram há pouco) ou Mais queridos (nota dos clientes, de 1 a 5).
    Mulher usando os filtros e a ordenação do Mercado de afiliação em um tablet no balcão de um salão

    Dica: para quem está começando, a central de ajuda sugere produtos com afiliação imediata, preço mais baixo e material de apoio. O filtro Ferramentas Fornecidas mostra só produtos com recursos de divulgação.

    No mesmo grupo Tipo de Afiliação fica a Regra de Comissão: Último clique, Primeiro clique ou Múltiplos cliques. Ela define quem recebe quando o cliente passa pelo link de mais de um afiliado antes de comprar.

    Como montar uma lista curta de 3 produtos

    Com os filtros aplicados, ordene uma vez por Mais quentes e outra por Mais queridos. Toque no ícone de coração abaixo da foto de cada candidato. Depois, abra a aba Favoritos, ao lado de Mais Filtros, para ver todos juntos.

    Fique com 3 e anote os dados numa tabela, no caderno ou numa nota do celular:

    Critério Onde ver Pergunta para decidir
    Temperatura Lista do Marketplace Há vendas recentes, ou o produto está parado?
    Comissão em reais Lista e página do produto Quanto entra por venda, depois da conta?
    Avaliações Lista do Marketplace A nota é boa e tem avaliações suficientes?
    Tipo de aprovação Lista e página do produto Posso divulgar hoje ou vou esperar o produtor?
    Material de divulgação Página do produto Tenho o que usar, ou vou criar tudo do zero?

    A comissão em reais é uma conta simples: preço vezes percentual. Exemplo: um curso de R$ 97 com 50% de comissão rende R$ 48,50 por venda. Um de R$ 297 com 30% rende R$ 89,10.

    O segundo paga mais por venda. Mas a central lembra que produtos mais baratos costumam pedir menos argumentos para vender. Pesar essas duas coisas é o seu critério.

    O que conferir antes de pedir afiliação

    Clique no produto e abra a página dele antes de qualquer botão. Segundo a central de ajuda, ela mostra o percentual de comissão, as regras do Programa de Afiliados, informações sobre o produto, outros produtos do mesmo produtor e orientações de divulgação, quando o produtor oferece.

    • A comissão confere com o que você viu na lista?
    • As regras do programa permitem a forma como você pretende divulgar?
    • A promessa do produto é clara e honesta, ou parece exagerada?
    • Os outros produtos do mesmo produtor passam confiança?
    • Existe material de divulgação para você usar?

    Cuidado: com o botão Solicitar afiliação, você não pode divulgar pelos Links de Divulgação enquanto o pedido estiver em análise. Com o botão Afilie-se agora, a afiliação é concluída na hora.

    Acompanhe os pedidos em Produtos > Meus produtos > Sou Afiliado(a) > aba Solicitadas. Alguns produtores cancelam automaticamente afiliados que não vendem em certo período, e aí é preciso pedir a afiliação de novo.

    Seu próximo passo

    Hoje, faça só a lista curta: aplique os filtros, favorite os candidatos e preencha a tabela para os 3 melhores. Não peça afiliação ainda.

    Amanhã, com a cabeça fresca, releia a tabela e escolha um. Decidir no dia seguinte evita escolher pela empolgação do momento.

    Se a escolha trava porque você não definiu a área em que quer atuar, veja o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas. Ele tem módulos sobre mercados e nichos e sobre como escolher a estratégia para o seu perfil, com o afiliado como modelo principal (link de afiliado).

  • Caso prático: Tânia grava um vídeo e adapta para três redes

    Caso prático: Tânia grava um vídeo e adapta para três redes

    Você grava um vídeo por semana e quer saber se pode postar no Instagram, no TikTok e no YouTube. Pode, sim: o vídeo é seu. O que as redes não premiam é o arquivo baixado de outra rede, com a marca d’água dela, e o vídeo de outra pessoa.

    O segredo é dar a cada rede uma versão própria: outra abertura, outro texto e outra capa. Para mostrar como, vamos acompanhar a Tânia. Ela é uma personagem de exemplo, inventada para este texto, e os números dela também são de exemplo.

    Quem é a Tânia e o que ela quer

    Tânia tem 34 anos, trabalha como auxiliar de escritório e tem cerca de uma hora livre por dia, à noite. Ela quer falar sobre como organizar o dinheiro da renda extra e, no futuro, ter onde indicar produtos.

    Por semana, ela grava um único vídeo com o celular: 40 segundos mostrando como anota num caderno tudo o que entra e sai. O plano é publicar esse vídeo no Instagram, no TikTok e no YouTube sem fazer três gravações.

    A regra dela é simples: o conteúdo é o mesmo, mas cada rede recebe um arquivo e um texto próprios.

    Se gravar um vídeo novo toda semana já pesa na sua rotina, a IA Academy, do Igor Henrique, ensina oito formatos de vídeo feitos com IA. Cada um vem com o seu prompt (o comando que você escreve para a IA). A garantia é de 7 dias, sem precisar justificar. (link de afiliado)

    O que muda de uma rede para outra

    Primeiro, Tânia edita o vídeo no celular e salva o arquivo final na galeria, antes de postar em qualquer rede. Esse é o arquivo limpo, sem marca d’água (o logotipo que um app grava no vídeo quando você baixa de lá).

    Depois, ela faz um ajuste pequeno para cada rede. A capa é a imagem parada que aparece antes de o vídeo tocar. Reels e Shorts são os nomes dos vídeos curtos no Instagram e no YouTube.

    Rede Vídeo Texto Capa
    Instagram (Reels) Começa direto no caderno, com legenda na tela Legenda curta e uma pergunta no fim Quadro com a frase “Onde vai meu dinheiro”
    TikTok Primeira frase falada já nos 2 primeiros segundos Descrição de uma linha Quadro do caderno aberto
    YouTube (Shorts) Mesmo corte, com um aviso final: “No canal tem mais” Título que diz o que a pessoa aprende Imagem com título curto e legível

    A ideia e a voz continuam dela. Mudam a abertura, o texto e a capa. Escrever a mesma legenda três vezes é o jeito mais rápido de o vídeo parecer cópia de si mesmo.

    O que ela não fez e por quê

    Tânia não baixou o vídeo do TikTok, com a marca d’água, para reenviar no Instagram e no YouTube. Também não pegou vídeo de outra pessoa para completar a semana.

    O motivo está nas regras. Nas diretrizes de conteúdo original, o Instagram diz que bordas, marcas d’água, mudança de velocidade e apenas creditar o criador são edições de baixo esforço. Elas não tornam original o vídeo de outra pessoa.

    A Meta, dona do Instagram, pede no Facebook para não usar marcas d’água visíveis de terceiros nem conteúdo visivelmente reciclado de outros aplicativos. Por isso, até o vídeo dela vai sem o logotipo de outro app.

    Atenção: reenviar vídeo alheio, mesmo com crédito ou com a sua marca d’água por cima, não conta como conteúdo original. Poste só o que você gravou ou o que tem direito de usar.

    No YouTube, a regra de conteúdo reutilizado das políticas de monetização (as regras para o canal ganhar dinheiro com anúncios) cita dois casos. Um é o conteúdo baixado de outra fonte sem alterações significativas. O outro, os vídeos curtos compilados de outras redes. Isso vale mesmo com a permissão do criador original.

    O TikTok diz, nas regras de integridade, que você deve publicar só o que criou ou tem o direito de compartilhar. Material não original ou reutilizado, sem nenhuma novidade, fica fora do feed Para Você, a tela de recomendações que abre no app. Essa página não fala de marca d’água: o arquivo limpo, ali, é cuidado da Tânia, não exigência escrita.

    O que ela ajustou depois de uma semana

    Depois de sete dias, Tânia abriu as estatísticas de cada rede. Exemplo de números dela:

    • Instagram: 320 visualizações e 14 salvamentos.
    • TikTok: 410 visualizações e 3 salvamentos.
    • YouTube: 180 visualizações e 2 inscritos novos.
    Mãos segurando um celular com as estatísticas semanais de Instagram, TikTok e YouTube na tela.

    A conta: no Instagram, 14 salvamentos em 320 visualizações dão quase 1 a cada 23 pessoas. No TikTok, 3 em 410 dão cerca de 1 a cada 137. Mais gente viu no TikTok, mas quem viu no Instagram guardou o vídeo.

    Decisão dela: manter o formato do Instagram. No TikTok, trocou a primeira frase por uma pergunta: “Para onde foi seu dinheiro este mês?”. No YouTube, não mexeu, porque 180 visualizações ainda é pouco para comparar.

    Com um vídeo e uma semana, ninguém tira conclusão definitiva. Por isso ela muda uma coisa por vez e espera mais uma semana antes do próximo ajuste.

    Seu próximo passo

    Escolha um vídeo que você mesmo gravou e faça duas adaptações hoje:

    1. Salve na galeria o arquivo final, sem marca d’água de nenhum app.
    2. Para uma rede, troque a primeira frase e a capa.
    3. Para a outra, escreva uma legenda diferente.
    4. Daqui a sete dias, anote as visualizações e os salvamentos de cada versão.

    Para ver Instagram e YouTube como parte de um negócio online, a Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos sobre as duas redes. Há também aulas de marketing de conteúdo e um passo a passo para criar o canal. A garantia é de 7 dias. (link de afiliado)

    As regras podem mudar. Confira a versão atual na página de conteúdo original do Instagram e nas políticas de monetização de canais do YouTube.

  • Como escrever uma resenha honesta de um produto de afiliado

    Como escrever uma resenha honesta de um produto de afiliado

    Você usa um produto digital e gostou. Quer indicar, mas trava na hora de escrever: se falar bem demais, parece vendedor; se falar de menos, ninguém clica.

    A saída é simples: escreva só o que você viu, diga para quem o produto serve, diga para quem não serve e avise que o link é de afiliado. Uma resenha assim cabe em um parágrafo curto e passa mais confiança do que qualquer elogio exagerado.

    Este passo a passo é para quem já usou o produto. Se você ainda não testou nada, não escreva resenha: escreva só depois de usar.

    O que uma resenha honesta precisa ter

    Resenha (um texto curto em que você conta sua experiência com um produto) honesta tem quatro partes:

    • O que você viu: o que você realmente usou, por quanto tempo e o que aconteceu.
    • Para quem serve: o perfil de quem aproveitaria o produto.
    • Para quem não serve: quem vai se frustrar, ou o que o produto não resolve.
    • O aviso de afiliado: uma frase dizendo que você pode receber comissão se a pessoa comprar pelo seu link.

    Afiliado é quem indica um produto de outra pessoa e recebe comissão (uma parte do valor) por cada venda feita pelo seu link.

    Se você se sente perdido no começo como afiliado, veja o Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins. Ele tem um módulo Comece Aqui e um mapa do zero absoluto até a primeira venda (link de afiliado).

    Como escrever em cinco passos

    1. Anote o que você viu. Escreva três fatos no bloco de notas do celular: o que você fez com o produto, o que funcionou e o que não funcionou. Exemplo: “Assisti ao módulo 1 em uma semana. O passo a passo de cadastro funcionou. A aula de anúncios ficou confusa para mim.”
    2. Escreva para quem serve. Uma frase: “Serve para quem está começando e quer um passo a passo.”
    3. Escreva para quem não serve. Uma frase: “Não serve para quem já vende e procura estratégia avançada.” Se você não achou nenhum limite, releia o passo 1.
    4. Coloque o aviso de afiliado. Antes do link, não depois.
    5. Releia e corte. Tire todo adjetivo que você não consegue provar com o que viu e confira se não sobrou nenhuma frase da lista da próxima seção.

    Juntando os cinco passos, a resenha fica assim (adapte com suas palavras):

    “Uso este curso há três semanas e terminei dois módulos. As aulas são curtas e deu para assistir no ônibus, mas a parte de anúncios ficou confusa para mim.”

    “Serve para quem está começando do zero. Não serve para quem já vende e quer estratégia avançada. Aviso: o link abaixo é de afiliado, e posso receber comissão se você comprar por ele.”

    Mãos de um homem segurando um celular com uma resenha escrita no bloco de notas, com o aviso de link de afiliado

    Frases que você deve evitar

    A Hotmart, no manual de boas práticas para produtores e afiliados, trata como erro a publicidade enganosa que garante ao público resultados que o produto não é capaz de gerar. O mesmo manual pede que o conteúdo não contenha promessas falsas nem associe a compra a resultados imediatos que ninguém pode garantir.

    Na prática, evite estes tipos de frase:

    • Promessa de ganho: “com isso você vai ganhar dinheiro”, “sem risco nenhum”.
    • Promessa de prazo: “resultado na primeira semana”.
    • Exagero sem prova: “o melhor do mercado”, “funciona para todo mundo”.
    • Pressão: “só hoje”, “corra antes que acabe”.

    Cuidado: o seu resultado não é o resultado de quem vai comprar. Conte o que aconteceu com você e deixe claro que cada pessoa terá um resultado diferente.

    Como avisar que o link é de afiliado

    O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária do CONAR diz, no artigo 28, que o anúncio deve ser claramente distinguido como tal, seja qual for a sua forma ou meio de veiculação. O CONAR também tem um guia de publicidade por influenciadores, com um tema dedicado à transparência e identificação publicitária.

    Isso significa que o aviso precisa ser fácil de ver, não escondido no fim de um texto longo. Modelos que você pode usar:

    • “Este link é de afiliado: se você comprar por ele, eu posso receber uma comissão.”
    • “Publicidade: indico este produto e ganho comissão se você comprar pelo meu link.”

    Coloque o aviso na mesma frase ou no mesmo parágrafo do link. Quem lê só o começo precisa saber que ali tem interesse seu. Em vídeo ou story, fale o aviso logo no início e repita na legenda.

    Atenção: as regras de publicidade e as da plataforma podem mudar. Confira o guia atual no site do CONAR e o manual de boas práticas da plataforma do produto antes de publicar.

    Seu próximo passo

    Hoje, abra o bloco de notas e escreva só o parágrafo “para quem não serve” do produto que você usa, em duas ou três frases. É a parte mais difícil e a que mais passa confiança.

    Depois que a resenha estiver pronta, você vai querer que mais gente a encontre. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos sobre afiliado como modelo principal, marketing de conteúdo e Instagram (link de afiliado).

  • Checklist para um vídeo de produto da Shopee que mostra o produto antes de pedir o clique

    Checklist para um vídeo de produto da Shopee que mostra o produto antes de pedir o clique

    Você grava um vídeo de achadinho, posta e diz só “link na bio”. Ninguém clica. Muitas vezes, o problema não é o link: é que a pessoa não viu o produto antes de ouvir o pedido.

    Este checklist põe o vídeo na ordem certa: produto, uso, aviso de que é publicidade e, só no fim, o link. Não tem edição nem programa de vídeo. É para você conferir, item por item, antes de apertar em postar.

    Ele serve para quem já tem o cadastro de afiliado da Shopee e um celular com câmera. Se ainda não tem o cadastro, comece por ele e volte depois.

    Antes de gravar: o produto

    O vídeo só convence se o produto merece. Abra a página dele no app e confira:

    • As avaliações têm fotos de clientes, e não só estrelas?
    • As fotos reais batem com as fotos do anúncio (cor, tamanho, material)?
    • A descrição diz o tamanho e o que vem na caixa?
    • Você já usou o produto, ou conhece alguém que usou?
    • Dá para mostrar o produto funcionando em poucos segundos?

    Se três ou mais respostas forem “não”, troque de produto. Um item de cozinha ou de casa, como um organizador ou um ralador, costuma ser fácil de mostrar em uso.

    Quer ir além do vídeo solto e montar um trabalho de afiliado com nicho (o assunto em que você vai focar) e conteúdo planejado? O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem o afiliado como modelo principal e módulos de marketing de conteúdo, Instagram e YouTube, em videoaulas (link de afiliado).

    Durante a gravação: o que mostrar

    Nos primeiros segundos, mostre o produto na sua mão ou sobre a pia. Não comece com “oi, pessoal”. Quem rola o feed decide rápido se fica.

    1. Primeiros segundos: o produto inteiro, com boa luz, e uma frase sobre o problema que ele resolve.
    2. Em seguida: o produto em uso, de perto. Rale, encaixe, abra, guarde.
    3. Depois: um ponto fraco, dito com honestidade (por exemplo, “é pequeno para panela grande”).
    4. Por último: o aviso e o pedido de clique, que ficam para o fim.

    Grave na vertical, com a lente da câmera limpa e sem barulho de fundo. Se você entrega o dia todo, grave em casa, de manhã, com a luz da janela.

    Dica: se o produto não aparece funcionando nos primeiros segundos, regrave só esse começo. O resto do vídeo pode ficar como está.

    Antes de postar: link e aviso

    Agora vem a parte que quase todo mundo pula. Confira:

    • O link foi gerado na plataforma de afiliados da Shopee (affiliate.shopee.com.br), e não copiado da barra do navegador?
    • Você abriu o link no celular e ele leva ao produto certo?
    • O vídeo diz com todas as letras que é divulgação e que você pode ganhar comissão?
    • O aviso aparece sem a pessoa precisar tocar em “mais” na legenda?
    • A frase do pedido é clara: onde está o link e o que a pessoa vai ver ao tocar?
    Homem diante de um notebook com a plataforma de afiliados aberta, gerando o link de um ralador de cozinha.

    Sobre o aviso: o Conar (órgão de autorregulação da publicidade no Brasil) tem um guia para influenciadores. Ele orienta identificar o conteúdo pago de forma explícita, com as ferramentas da plataforma ou termos como “publi” e “publicidade”. Orienta também que o aviso fique visível sem clicar em “mais”. O guia fala de conteúdo pago, e o link de afiliado entra na mesma lógica: você pode ganhar com a compra.

    Duas frases simples resolvem, uma falada no vídeo e outra no começo da legenda:

    • Aviso: “#publi Este é um link de afiliado: se você comprar por ele, eu posso receber uma comissão.”
    • Pedido: “O link está na bio, no primeiro item. Ele abre este ralador direto na Shopee.”

    Atenção: a Shopee não libera a comissão em alguns casos, como link divulgado com compra de palavras-chave em anúncios no Google e nas redes sociais. Leia os termos do programa antes de divulgar de um jeito novo.

    Segundo o blog oficial da Shopee, você pode divulgar os links em redes sociais, sites e blogs. Na inscrição, o perfil informado não pode ser privado, senão o cadastro é negado. Onde colar o link em cada rede muda com o tempo, então confira nas regras de cada uma.

    Depois de postar

    O vídeo não termina no post. Anote, para a próxima rodada:

    • Qual produto você mostrou e em que dia postou.
    • Quantas pessoas viram e quantas tocaram no link (a plataforma de afiliados da Shopee mostra o seu desempenho).
    • Em que segundo as pessoas saíram, se a rede mostrar isso.
    • Que comentário ou dúvida apareceu.

    Se muita gente viu e pouca clicou, mexa no pedido do final. Se pouca gente viu, mexa no começo. Mude uma coisa por vez, senão você não sabe o que funcionou.

    Seu próximo passo

    Escolha hoje um produto da cozinha ou da casa que passe no primeiro bloco do checklist. Grave só os primeiros segundos: o produto inteiro e a frase do problema que ele resolve. Veja o resultado no celular antes de gravar o resto.

    Quando o vídeo básico estiver saindo, o próximo degrau é planejar vários vídeos. O Fórmula Negócio Online tem módulos de YouTube e vendas pelo WhatsApp, em videoaulas, e garantia de 7 dias (link de afiliado).

  • Como usar o ChatGPT para resumir a página de um produto afiliado

    Como usar o ChatGPT para resumir a página de um produto afiliado

    Você abre a página de um produto para afiliados e ela não acaba mais. São textos longos, vídeo de vendas, bônus, perguntas e respostas. Com uma hora livre por dia, é fácil escolher no impulso só para terminar logo.

    Escolher por pressa é o caminho mais curto para promover um produto que você não entendeu. O ChatGPT ajuda a ler mais rápido, desde que você use o resumo como um mapa e confira os dados importantes na própria página.

    Este passo a passo mostra o que colar, qual pedido fazer e como conferir o resultado. Ele não serve para decidir por você se o produto é bom: isso continua sendo seu trabalho.

    O que colar e o que não colar

    Cole só o texto público da página de vendas, o mesmo que qualquer visitante vê sem fazer login. Copie pelo celular, segurando o dedo sobre o texto, e cole na conversa.

    Atenção: não cole CPF, senha, dados do seu painel, e-mail de cliente nem qualquer informação pessoal sua ou de outra pessoa. A OpenAI explica na central de ajuda que as conversas podem ser usadas para melhorar o modelo, e que há uma opção para desligar isso nas configurações de controle de dados.

    Se a página for muito grande, cole em partes: primeiro a oferta, depois as perguntas frequentes. Na prática, um trecho menor rende um resumo mais fácil de conferir.

    Depois de resumir a página, ainda sobra a pergunta de qual produto vale a sua atenção. Para aprender a escolher nichos (os assuntos em que você vai focar) e produtos, existe a Comunidade VSA, do Bruno Reis. Ela trabalha esse tema para quem quer vender no TikTok Shop, a loja dentro do TikTok (link de afiliado).

    O pedido que funciona

    Um pedido vago, como “resuma isto”, traz um resumo vago. Peça em etapas e diga o que você precisa saber:

    1. Abra o ChatGPT, comece uma conversa nova e cole o texto da página.
    2. Escreva: “Resuma este texto em até 8 tópicos curtos, em português simples, para quem nunca viu este produto.”
    3. Acrescente: “Separe em quatro blocos: o que o produto ensina, preço e formas de pagamento, garantia e promessas feitas.”
    4. Peça: “Use só o que está no texto. Se algo não aparecer, escreva ‘não consta na página’.”
    5. Termine com: “Copie ao lado de cada item a frase exata da página que o sustenta.”
    Homem diante do notebook com uma conversa de IA que resume em tópicos o texto de uma página de produto

    O último passo é o mais útil. Com a frase original ao lado, você acha o trecho na página em segundos, sem reler tudo.

    Se o ChatGPT responder algo que você não encontra no texto, pergunte: “Em que trecho da página isso aparece?”. Se ele não souber apontar, descarte a informação.

    Como conferir o resumo

    A própria OpenAI avisa que o ChatGPT pode errar, incluindo datas, fatos e citações inventadas, e recomenda verificar informações importantes em fontes confiáveis. Trate o resumo como um primeiro rascunho, não como resposta final.

    Volte à página do produto e confira cada item abaixo, com o texto original aberto:

    • Preço: o valor total, o número de parcelas e se há cobrança depois (assinatura, renovação).
    • Garantia: quantos dias e como pedir a devolução.
    • Promessas: toda frase que fala de ganho ou prazo. Se o resumo suavizou ou sumiu com ela, volte ao original.
    • Conteúdo: o que o curso ou produto realmente entrega, módulo por módulo.
    • Bônus: se eles estão mesmo na oferta ou se o resumo misturou com outro texto.

    Exemplo (fictício): o resumo diz “curso de R$ 197 com garantia de 7 dias”. Na página, o valor aparece como 12 parcelas de R$ 19,70. Doze vezes R$ 19,70 dão R$ 236,40, e não R$ 197. O resumo escondeu a diferença, e só a conferência mostra isso.

    Cuidado: o resumo vale só para o texto que você colou. Páginas mudam valor, garantia e bônus, então confira sempre na página aberta no momento em que você decidir.

    Quando algo importar muito para você, como regras de comissão, leia a seção oficial da plataforma onde o produto está listado, e não só a página de vendas.

    Seu próximo passo

    Escolha hoje um único produto que você já estava pensando em divulgar. Cole o texto da página, faça o pedido dos cinco passos e confira preço, garantia e promessas com a página aberta ao lado. Anote o que o resumo errou: isso mostra o quanto você pode confiar nele nos próximos testes.

    Se você prefere aprender a escolher e divulgar com apoio, a Comunidade VSA, do Bruno Reis, reúne os alunos no Discord (um app de conversa em grupo), com calls semanais e suporte da equipe. Tem garantia incondicional de 7 dias (link de afiliado).

  • Cliente de freela que não paga: 5 mitos e verdades sobre cobrar sem brigar

    Cliente de freela que não paga: 5 mitos e verdades sobre cobrar sem brigar

    Você fez o trabalho, mandou o arquivo pelo WhatsApp e o cliente respondeu “ótimo, obrigado”. Depois, silêncio. Os dias passam e o Pix não chega.

    Muita gente nessa situação trava por vergonha de cobrar e medo de perder o cliente. A resposta curta: cobrar é seu direito, a conversa no WhatsApp serve como registro do combinado e ameaça só atrapalha.

    A seguir, cinco crenças comuns, o que é verdade em cada uma e o que fazer hoje. O texto mostra caminhos gerais, não é aconselhamento jurídico, e nenhum caminho garante que você receba.

    Mito: cobrar é falta de educação

    Falta de educação é não pagar o que foi combinado. Cobrar com respeito é parte do trabalho, assim como entregar no prazo.

    O que funciona é uma mensagem curta, calma e com tudo que o cliente precisa para pagar. Veja um exemplo, com nome e valor inventados, para adaptar:

    • “Oi, Marcos, tudo bem? Passando para lembrar do pagamento do logotipo, combinado em R$ 300 e entregue na segunda-feira.”
    • “Segue minha chave Pix: (sua chave). Consegue pagar até sexta?”
    • “Qualquer dúvida, é só me falar. Obrigada!”

    Repare que a mensagem não acusa nem pede desculpas. Ela lembra o combinado, dá o caminho do pagamento e marca uma data.

    Mão segurando um celular com uma conversa de cobrança educada sobre o pagamento de um logotipo

    Se o cliente não responde, espere alguns dias e mande uma segunda mensagem no mesmo tom. Cobrar duas ou três vezes, com calma, é normal.

    E se você quer que o WhatsApp sirva também para vender, e não só para cobrar? O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, ensina vendas pelo WhatsApp e copywriting (a escrita que convence) em videoaulas (link de afiliado).

    Mito: sem contrato não dá para cobrar

    Contrato ajuda, mas não é a única prova. O Código de Processo Civil, no art. 369, diz que as partes podem usar todos os meios legais e moralmente legítimos para provar os fatos, mesmo os que o código não cita.

    Na prática, a conversa em que o cliente pede o trabalho, aceita o valor e recebe o arquivo pode mostrar que o combinado existiu. Guarde também o orçamento e o comprovante de envio.

    Isso não significa que um print sempre vença. Quem decide é o juiz, e o print pode ser contestado.

    Para reforçar a prova, existe a ata notarial (art. 384 do mesmo código): o tabelião, que é o responsável pelo cartório, olha a conversa e registra por escrito o que viu. Ela tem custo, então pergunte o valor no cartório da sua cidade antes de decidir.

    Para valores pequenos, existe o Juizado Especial Cível. Pela Lei 9.099/1995, ele julga causas de até 40 salários mínimos, e nas de até 20 você pode ir sem advogado.

    Pessoa física e MEI podem abrir a ação ali. O salário mínimo muda todo ano, então confira o valor atual e o atendimento no site do tribunal do seu estado.

    Atenção: não apague a conversa nem edite prints. Guarde o celular com a conversa original e exporte o histórico completo, sem cortes.

    Mito: entregar tudo e cobrar depois é normal

    É comum, mas é o que mais deixa o freelancer sem pagamento. Depois da entrega, o cliente não tem mais motivo para correr.

    Combine antes, por escrito, uma destas formas:

    • Sinal: uma parte paga antes de começar. Exemplo: em um trabalho de R$ 300, um sinal de metade são R$ 150.
    • Entrega por etapas: você manda uma prévia, recebe a segunda parte e só então libera o arquivo final.
    • Arquivo com marca d’água: um texto por cima da imagem deixa o cliente ver o resultado, e a versão limpa vai depois do pagamento.
    • Prazo escrito: “pagamento em até 2 dias após a entrega”, na própria conversa.

    Peça que o cliente responda “combinado” a essa mensagem. Assim o acordo fica registrado.

    Mito: ameaçar resolve

    “Se não pagar, vou acabar com você” ou “vou expor você nas redes” parecem fortes, mas pioram tudo. O cliente se defende, bloqueia seu número e o problema passa a ser seu.

    O Código Penal, no art. 147, define como crime de ameaça prometer a alguém, por palavra, escrito ou gesto, um mal injusto e grave.

    E, se o cliente contratou o serviço para uso próprio, ele é consumidor. O Código de Defesa do Consumidor, no art. 42, diz que o consumidor inadimplente (quem está devendo) não pode ser exposto a ridículo nem sofrer constrangimento ou ameaça na cobrança.

    Cuidado: nunca exponha o cliente em grupo, story ou rede social. Cobrar a dívida é seu direito, expor a pessoa não é.

    No lugar da ameaça, use um aviso claro e verdadeiro: “Se eu não tiver retorno até sexta, vou procurar o Juizado Especial Cível”. Avisar que vai usar um caminho previsto em lei é diferente de prometer um mal injusto, desde que você diga com calma e de fato pretenda fazer isso.

    Mito: cliente que atrasa é cliente perdido

    Muitas vezes o atraso é esquecimento, falta de dinheiro no mês ou vergonha de responder. Se você já fez o trabalho, vale tentar retomar antes de dar o caso por encerrado.

    Um jeito de retomar:

    1. Mande uma mensagem curta e gentil, sem tom de bronca: “Oi, tudo bem? Vi que o pagamento do logotipo ainda não caiu. Aconteceu alguma coisa?”
    2. Ofereça uma saída: dividir o valor em duas vezes no Pix, com data para cada parcela. Exemplo: R$ 300 viram duas de R$ 150.
    3. Escreva a nova data na conversa e peça que o cliente confirme.
    4. Se o prazo novo passar, avise uma vez e depois decida se segue para o Juizado.

    Perder um cliente que não paga não é perda. Perder dinheiro por vergonha de cobrar, sim.

    Seu próximo passo

    Hoje, abra o bloco de notas do celular e escreva seu modelo de cobrança. Ele precisa ter quatro partes: um cumprimento, o que foi combinado com o valor, sua chave Pix e uma data.

    Salve também uma segunda versão, mais firme, para quando o cliente não responder. Na próxima vez, você só copia e cola, sem travar.

    Quer ir além de “entregar e torcer” e montar um negócio online com começo, meio e fim? O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, ensina a escolher um nicho e a montar a estrutura do negócio. Tem garantia de 7 dias para testar (link de afiliado).

  • E-book, planilha ou mini curso: qual produto criar primeiro

    E-book, planilha ou mini curso: qual produto criar primeiro

    Você sabe organizar as finanças da casa e sabe que isso ajuda outras pessoas. Só falta decidir o formato: um e-book, uma planilha ou um mini curso?

    Escolher pela tendência é o erro mais comum. O que decide é quanto trabalho cada formato dá para produzir e quanto atendimento ele pede depois da venda. A resposta curta: pouco tempo pede e-book, método que já funciona na prática pede planilha, e quem explica bem falando pode ir de mini curso.

    Isto não serve para quem quer um produto pronto para vender amanhã. Todo formato aqui exige que você crie algo.

    O que cada formato entrega ao comprador

    E-book é um livro digital, em geral em PDF. O comprador lê, entende um assunto e segue um passo a passo. Exemplo: “Como montar o orçamento da casa em um domingo”.

    Planilha é uma ferramenta pronta. O comprador não só lê: ele preenche e usa todo mês. Exemplo: uma planilha de controle de gastos com as contas fixas já listadas.

    Mini curso é um conjunto curto de aulas, geralmente em vídeo. O comprador vê você explicando e acompanha no ritmo dele.

    As plataformas tratam cada um como um formato diferente. Na central de ajuda da Hotmart, aparecem “Ebook”, “Curso online” (com aulas em vídeo e materiais de apoio) e “Arquivos para baixar”, descrito como documentos ou materiais editáveis. A planilha entra nesse último. A lista completa está na central de ajuda da Hotmart.

    A mesma lista traz o formato “Assinatura”, em que o cliente paga todo mês em vez de uma vez só. Se esse modelo chamou sua atenção, o Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, ensina o negócio de assinatura e como criar uma plataforma desse tipo com inteligência artificial, sem programar (link de afiliado).

    Comparação lado a lado

    Os pontos abaixo vêm da prática de quem cria esses produtos, não de regra de plataforma. O seu caso pode variar.

    Critério E-book Planilha Mini curso
    Esforço de criação Médio: escrever e revisar o texto Médio: montar e testar as fórmulas Alto: roteirizar, gravar e editar vídeos
    Ferramenta Google Docs ou Canva, salvando em PDF Excel ou Google Planilhas Celular com boa luz e som, editor de vídeo
    Suporte ao cliente Baixo: poucas dúvidas Alto: “a fórmula quebrou” Médio: dúvidas sobre cada aula
    Principal risco Parecer conteúdo que se acha de graça Erro de fórmula e versões diferentes de programa Gravação longa que o aluno abandona

    Repare no suporte. A planilha costuma gerar mais mensagens, porque o comprador abre o arquivo num programa que você não controla. Dá para reduzir isso antes de vender:

    • Teste o arquivo no celular e no computador, no Excel e no Google Planilhas.
    • Crie uma primeira aba chamada “Como usar”, com três ou quatro instruções.
    • Proteja as células com fórmula, para o comprador digitar só onde deve.

    Qual escolher: pouco tempo, gosto de falar ou pouca tecnologia

    • Tem pouco tempo e gosta de escrever: e-book curto, de um assunto só.
    • Já usa uma planilha sua todo mês: planilha. Você já sabe o resultado que ela precisa entregar.
    • Explica melhor falando e não se incomoda de gravar: mini curso, com poucas aulas.
    • Tem pouca facilidade com tecnologia: e-book, que é o formato mais simples de criar e entregar.

    Para a Rosana, que já controla as finanças da casa, a planilha é o caminho natural: o método já funciona na prática. Com fórmulas simples e a aba “Como usar”, o suporte fica pequeno. Se depois ela quiser ensinar o porquê de cada conta, um e-book curto pode acompanhar a planilha.

    Mulher organizando uma planilha de gastos no notebook, na mesa da cozinha

    Como testar o interesse antes de produzir

    Não crie nada antes de conversar. Escolha cinco pessoas parecidas com o seu comprador e fale com elas por WhatsApp ou pessoalmente.

    1. Pergunte qual é a maior dificuldade delas com o assunto.
    2. Descreva o formato escolhido em duas frases.
    3. Pergunte: “Isso resolveria o seu problema?”
    4. Anote as palavras que elas usam. Elas viram o título e o sumário.

    Dica: pergunte também o que a pessoa já tentou para resolver. Quem já procurou uma saída mostra que o problema incomoda de verdade.

    Uma régua simples: se duas ou três das cinco pedirem o produto, siga em frente. Se ninguém se interessar, mude o formato ou o assunto antes de gastar semanas.

    Seu próximo passo

    Hoje, escolha o formato pela tabela e escreva o sumário do produto, com no máximo oito tópicos. Depois, mande esse sumário para as cinco pessoas.

    A primeira venda costuma demorar, e nenhum formato garante resultado. Mas é o sumário que mostra, antes de qualquer trabalho pesado, se o produto tem comprador.

  • Como testar se o seu link do Mercado Livre registra o clique

    Como testar se o seu link do Mercado Livre registra o clique

    Você postou seus links do Mercado Livre em grupos e redes, esperou uma semana e o painel continua vazio. Dá para ficar com a dúvida: o link está errado ou ninguém clicou?

    A resposta curta: faça um teste de dois minutos com o seu próprio link. Se ele abre o produto certo e o clique aparece no painel, o link funciona, e falta gente vendo. Se não aparece, o erro está no link, e dá para consertar.

    Antes, confira onde você postou. Grupo privado e chat fechado são canais proibidos pelo programa, e isso pesa mais que qualquer erro de link.

    O que invalida o seu link

    Antes de testar, veja as situações que fazem o link não valer. Segundo as páginas de ajuda de afiliados do Mercado Livre, estas são as principais:

    • O link foi gerado a partir de uma página para a qual o programa não permite link: carrinho, página de pagamento, página de vendedor, resultados de busca, categorias, ofertas, favoritos e “Minha conta”.
    • Você copiou o endereço da barra do navegador, em vez de gerar o link pela ferramenta do programa.
    • O link foi postado num canal que o programa não permite: grupos privados, chats fechados, meios offline ou sites que você não declarou no cadastro. Grupos e canais públicos de WhatsApp e Telegram podem.
    • A compra foi feita pelo seu próprio link. Esse pedido não gera comissão.
    • O vendedor do produto não atende às exigências do programa. Os produtos elegíveis são de vendedores com reputação verde, em certas categorias.

    As regras do programa podem mudar. Confira a versão atual na página de boas práticas da Central de Afiliados e Criadores, dentro da sua conta.

    Corrigir o link é o começo. Quando ele funcionar, o trabalho passa a ser levar o link a mais gente. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de marketing de conteúdo e de mercados e nichos (o assunto em que você vai focar), em videoaulas, e garantia de 7 dias (link de afiliado).

    Como gerar o link pelo recurso oficial

    O Mercado Livre oferece dois caminhos: a Barra de Afiliados e a Central de Afiliados e Criadores. A barra é a mais simples.

    1. No computador, abra a Central de Afiliados e Criadores e entre em Configurações.
    2. Clique em Ativar barra, se ela ainda não estiver ativa.
    3. Abra a página de um produto no Mercado Livre, não uma busca nem uma categoria.
    4. Na Barra de Afiliados, clique em Compartilhar.
    5. Copie o link, ou o ID do produto, com um clique.

    Também dá para escolher o produto direto na Central e usar a opção de compartilhar.

    Homem diante do notebook com a barra de afiliados e o botão Compartilhar na tela de um produto

    Atenção: use sempre o link copiado pela ferramenta. O endereço da barra do navegador não leva o seu identificador, e a venda não é sua.

    Como testar o link

    Faça o teste antes de postar de novo.

    1. Cole o link em uma aba nova ou no navegador do celular.
    2. Confira se abriu o produto certo, e não uma página de erro ou a home.
    3. Compare o link que você postou com o endereço da página do produto. Se forem iguais, você copiou da barra do navegador: gere de novo pela ferramenta.
    4. Peça a um amigo para abrir o link no celular dele.
    5. Abra a Central de Afiliados e Criadores, entre em Métricas e procure o clique.

    O painel não mostra o clique na hora. A página de métricas do Mercado Livre diz que os números são atualizados a cada 3 horas, mas outras páginas do programa falam em 24 horas. Por isso, espere um dia inteiro antes de concluir que o link falhou.

    Dica: no celular, o painel mostra só o básico, como cliques, vendas e ganhos. Para ver o relatório completo, use o computador.

    O que fazer se o clique não aparecer

    Se passou um dia e o painel segue vazio, confira esta lista:

    • O link veio de uma página proibida? Gere de novo, a partir da página do produto.
    • Você postou em grupo privado ou num site que não está no cadastro? Mude para um canal público e atualize o cadastro.
    • A sua conta está ativa no programa? Entre na Central e veja se há algum aviso.
    • O link foi editado depois de gerado? Use o original, como saiu da ferramenta.
    • O produto é de um vendedor elegível? Tente outro produto e teste de novo.

    Atenção: não compre pelo próprio link para ver se a comissão cai. Compra feita por você mesmo não gera comissão, e a conta pode ser suspensa se o comportamento fugir dos termos.

    Se o link passou nos testes e o painel mostra o clique, o link está certo. Aí o que falta é divulgação: mais gente vendo, em lugares onde a pessoa quer comprar aquele produto.

    Seu próximo passo

    Hoje, gere um link novo pela Barra de Afiliados, a partir da página de um produto. Teste do jeito acima e anote se o clique apareceu no painel. Só depois poste de novo.

    Com o link certo, falta público. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem o afiliado como modelo principal e módulos de Instagram e YouTube, em videoaulas (link de afiliado).

  • Como usar o Google Trends para escolher o assunto do próximo post

    Como usar o Google Trends para escolher o assunto do próximo post

    Você abre o blog parado, olha a tela em branco e escolhe o tema do próximo post por palpite. Escreve, publica e fica sem saber se alguém procura aquele assunto.

    O Google Trends é uma ferramenta gratuita do Google que ajuda a sair do palpite. Ele compara temas lado a lado e mostra se o interesse por cada um sobe, desce ou se repete todo ano.

    Ele não escolhe por você. É um critério a mais, que se soma à pesquisa de palavras-chave (a lista dos termos que as pessoas digitam no Google). Se você precisa de um número exato de buscas por mês, o Trends não entrega isso.

    O que o Google Trends mostra

    O Trends mostra interesse relativo. Segundo a central de ajuda do Google, ele divide cada ponto de dados pelo total de pesquisas da região e do período, e depois ajusta os números para uma escala de 0 a 100.

    Pense numa balança sem números de quilo: ela diz qual saco é mais pesado, mas não diz quantos quilos tem cada um. O Trends diz qual tema está mais em alta, não quantas buscas ele tem.

    Atenção: o Trends não mostra volume de buscas. Termos de pouco volume aparecem como 0, e isso não quer dizer que ninguém procura o assunto.

    Se o seu blog é de nicho (um assunto bem específico), isso importa. Um tema pequeno pode aparecer zerado e ainda assim ter leitores.

    Escolher o tema é uma peça; definir o nicho e planejar o conteúdo são outras. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas junta essas peças em videoaulas, com módulos de mercados e nichos e de marketing de conteúdo, e tem garantia de 7 dias (link de afiliado).

    Passo a passo para comparar dois temas

    Use dois temas que você realmente consideraria escrever. Exemplo: “marmita fit” e “marmita congelada”.

    1. Abra o site do Google Trends (trends.google.com) e digite o primeiro tema na caixa de pesquisa.
    2. Na caixa “Comparar”, adicione o segundo tema.
    3. Abra os filtros: toque em Mais (os três pontinhos) ao lado do termo e em “Alterar filtros”.
    4. Escolha o país ou a região onde seus leitores estão. Para um blog em português, comece pelo Brasil.
    5. Escolha o período. Para ver o que se repete todo ano, use um período de alguns anos.
    6. Se o termo tem mais de um sentido, clique em “Todas as categorias” e escolha uma. Isso separa, por exemplo, “jaguar” animal de “jaguar” carro.

    A ajuda do Google diz que dá para comparar até 8 grupos de termos de uma vez. Para decidir um post, dois ou três bastam. Quer só a frase exata? Digite o termo entre aspas.

    Dica: ao digitar o tema, o Trends oferece “termo de pesquisa” e “assunto”. O termo busca as palavras como você escreveu. O assunto agrupa termos do mesmo conceito, em qualquer idioma.

    Como ler o gráfico

    Depois de comparar, olhe três coisas:

    • Sazonalidade: picos que se repetem na mesma época, ano após ano. Um tema que sobe só em dezembro pede post publicado antes.
    • Tendência: a linha, no geral, sobe, fica estável ou cai? Tema em queda pede cuidado.
    • Consultas relacionadas: abaixo do gráfico, o Trends lista pesquisas ligadas ao seu tema. “Principais” são as buscadas com mais frequência. “Em ascensão” são as que mais cresceram no período, com a porcentagem de crescimento ao lado.
    Mulher vendo no notebook a comparação de dois temas no Google Trends, com o gráfico e as consultas relacionadas

    Segundo a ajuda do Google, quando aparece “Aumento extraordinário” no lugar da porcentagem, a busca cresceu mais de 5.000%. As consultas relacionadas rendem ideias de título: cada uma é uma busca que gente de verdade fez.

    Um pico isolado, muito acima do resto, costuma ser notícia ou moda do momento. Não construa um blog em cima dele.

    Como decidir o tema

    O gráfico responde só a uma parte da pergunta. Para decidir, junte três critérios numa tabela e dê uma nota de 1 a 3 para cada tema. A tabela abaixo é um exemplo com notas inventadas.

    Critério O que perguntar Marmita fit (exemplo) Marmita congelada (exemplo)
    Constância O interesse se mantém ao longo do tempo? 3 2
    Utilidade para o leitor O post resolve um problema concreto? 2 3
    Seu conhecimento Você consegue ensinar sem inventar? 1 3
    Total 6 8

    No exemplo, “marmita congelada” soma 8 e ganha, mesmo com nota menor em constância. Quem escreve sobre o que conhece publica mais rápido e com mais qualidade.

    Cuidado: o Trends é um ponto de vista, não a verdade. Use junto com a pesquisa de palavras-chave e com as dúvidas que seus leitores já mandam.

    Seu próximo passo

    Hoje, escolha dois temas que você consideraria escrever e compare no Trends. Anote num caderno ou no bloco de notas do celular: os dois temas, o que viu em constância, a nota de cada critério e o tema vencedor.

    Depois, abra as consultas relacionadas do vencedor e escolha uma que combine com o que você vai ensinar. Ela vira o ponto de partida do título.

    Para montar uma estratégia de conteúdo do zero, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas tem também módulos de Instagram e YouTube, em videoaulas, para o post ganhar outros canais (link de afiliado).