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  • CPM, CPC, CTR e CPA: o que cada métrica diz sobre seu anúncio

    CPM, CPC, CTR e CPA: o que cada métrica diz sobre seu anúncio

    Você abriu o gerenciador de anúncios e deu de cara com uma tabela cheia de siglas. Com pouco dinheiro separado, mexer no botão errado dá medo.

    Quatro métricas respondem quase tudo no começo: CPM, CTR, CPC e CPA. Cada uma mede uma etapa do caminho, da pessoa que vê o anúncio até a pessoa que compra.

    No fim, você vai saber ler as quatro, qual olhar primeiro e o que ajustar quando uma delas estiver ruim. Não há valores “bons” de referência aqui, porque eles mudam de produto para produto.

    As quatro siglas em uma tabela

    Sigla Nome O que mede Analogia
    CPM Custo por mil impressões Quanto você paga para o anúncio aparecer 1.000 vezes O aluguel da vitrine na rua movimentada
    CTR Taxa de cliques De cada 100 exibições, quantas viraram clique Quantos passantes olham a vitrine e entram na loja
    CPC Custo por clique Quanto você paga, em média, por cada clique O custo de cada pessoa que cruza a porta
    CPA Custo por aquisição (venda) Quanto você gasta para fechar uma venda O que a loja gastou até o caixa registrar uma compra

    Impressão é cada vez que o anúncio aparece na tela de alguém. A mesma pessoa pode gerar várias impressões.

    Segundo a central de ajuda da Meta, o CPM é o valor gasto dividido pelas impressões e multiplicado por 1.000. O CTR de link é o número de cliques no link dividido pelas impressões.

    O CPC é o valor gasto dividido pelos cliques no link. No gerenciador da Meta, o CPA aparece como “custo por resultado”: o valor gasto dividido pelos resultados, que são o objetivo que você escolheu, como compra ou mensagem.

    Se a sua ideia é vender produto físico numa loja própria, sem estoque, o CPA é a conta que diz se cada venda paga o anúncio. O Método Euro Drop, do Rapha Mancini, ensina a montar uma loja sem estoque para clientes de fora do Brasil, com uma fase de divulgação orgânica e paga. Vender ao exterior envolve regras de importação e impostos, então pesquise isso antes (link de afiliado).

    Qual métrica olhar primeiro

    Olhe na ordem do caminho da pessoa. Cada etapa depende da anterior.

    1. Alcance e CPM: o anúncio está chegando às pessoas, e a que preço? Alcance é o número de pessoas diferentes que viram. Se quase ninguém vê, nada mais importa.
    2. CTR: quem viu se interessou? CTR baixo aponta problema no criativo (a imagem ou o vídeo) ou no texto do anúncio.
    3. CPC: cada visita está saindo a quanto? Ele nasce do CPM e do CTR juntos: vitrine cara ou pouca gente entrando deixam o clique caro.
    4. CPA: é a conta que decide. Compare com o lucro que uma venda deixa.

    O CPA dá o veredito. As outras três mostram onde o caminho está travando.

    Exemplo com contas simples

    Exemplo inventado, com números redondos, só para treinar a leitura. Um anúncio gastou R$ 100, teve 10.000 impressões, 200 cliques no link e 5 vendas.

    • CPM: R$ 100 ÷ 10.000 × 1.000 = R$ 10,00.
    • CTR: 200 ÷ 10.000 × 100 = 2%.
    • CPC: R$ 100 ÷ 200 = R$ 0,50.
    • CPA: R$ 100 ÷ 5 = R$ 20,00.
    Homem sentado à mesa faz contas com uma calculadora e uma folha de papel rabiscada ao lado.

    Repare que o CPC também sai do CPM e do CTR: com R$ 10 a cada mil exibições e 20 cliques em mil (2%), cada clique custa R$ 10 ÷ 20 = R$ 0,50.

    Agora suponha que cada venda deixa R$ 30 de lucro antes de pagar o anúncio. Com CPA de R$ 20, sobram R$ 10 por venda, ou R$ 50 nas 5 vendas (R$ 150 de lucro menos R$ 100 de anúncio).

    Atenção: se o CPA fosse R$ 40, cada venda daria prejuízo de R$ 10. O CPA só diz algo quando comparado com o seu lucro por venda.

    O que fazer quando uma métrica está ruim

    • CPM alto: o público pode estar pequeno ou muito disputado. Teste um público um pouco maior ou outro posicionamento (o lugar onde o anúncio aparece, como feed ou stories).
    • CTR baixo: o criativo não está chamando atenção. Troque a imagem ou o vídeo e deixe a primeira frase do texto mais clara sobre o que a pessoa ganha ao clicar.
    • CPC alto: veja qual dos dois puxou o preço. Se o CTR está baixo, mexa no criativo antes de mexer no público; se o CTR está bom, o problema é o CPM.
    • Muitos cliques e poucas vendas: o problema costuma estar depois do clique. Confira se a página abre rápido no celular, se o preço está claro e se o botão de compra aparece sem rolar muito.
    • CPA acima do seu lucro: volte à métrica anterior que estiver pior e corrija ali. Se nada melhorar, pause e reveja a oferta.

    Dica: mude uma coisa por vez e espere o anúncio juntar alguns dias de dados antes de julgar. Se você troca imagem, texto e público ao mesmo tempo, não sabe o que causou a melhora ou a piora.

    Para testar, use só o dinheiro que você aceita perder: o dinheiro da pizza, nunca o do aluguel.

    Se o seu CTR está baixo e o produto é físico, o criativo é o primeiro lugar para trabalhar. O Método Euro Drop, do Rapha Mancini, dedica uma fase inteira a fotos e vídeos do produto, em videoaulas com acesso vitalício (link de afiliado).

    Seu próximo passo

    Abra o gerenciador de anúncios, escolha o último anúncio e anote numa folha o CPM, o CTR, o CPC e o custo por resultado. Se ainda não tem anúncio, anote os números do primeiro assim que ele tiver alguns dias de dados.

    Depois compare o custo por resultado com o lucro de uma venda. Se ele estiver acima, desça a lista da seção anterior e ajuste uma métrica por vez.

  • Como criar sua conta de afiliado na ClickBank e receber em dólar

    Como criar sua conta de afiliado na ClickBank e receber em dólar

    Você já é afiliada, vendeu pouco e ouviu falar da ClickBank. Aí abre o site, vê tudo em inglês e fecha, com medo de perder dinheiro com câmbio ou imposto.

    A resposta curta: a conta de afiliado se cria com nome, e-mail, endereço e dados do banco, e sem SSN para quem mora no Brasil. O que pede cuidado é o recebimento, que tem taxa por envio e um mínimo de vendas antes do primeiro pagamento.

    Aqui você cria a conta, acha o primeiro produto e sabe o que conferir sobre pagamento e imposto antes de divulgar. Se você não quer lidar com inglês nem com dólar de jeito nenhum, este caminho não serve: fique com as plataformas brasileiras.

    O que é a ClickBank e para quem serve

    A ClickBank é uma plataforma americana onde produtores listam produtos e afiliados divulgam em troca de comissão. Funciona como a Hotmart ou a Kiwify, só que em inglês e com vendas em dólar.

    Ela serve para quem aceita ler um painel em inglês, receber em dólar e cuidar da própria declaração de imposto. A tabela mais adiante traduz os termos do painel.

    Plataforma nova não resolve o que vem antes da venda: saber onde e para quem divulgar. Essa base está no Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, que ensina em videoaulas o afiliado como modelo principal, a escolha de nicho, o marketing de conteúdo e o funil de vendas (link de afiliado).

    O que separar antes de criar a conta

    • Um computador para a confirmação do e-mail. A central da ClickBank pede que ela seja feita no computador, no mesmo navegador em que você abriu a conta.
    • Nome, telefone e e-mail.
    • Uma senha de até 32 caracteres, sem espaços, com pelo menos duas letras minúsculas, duas maiúsculas, dois números e dois caracteres especiais (como ! ou #).
    • Seu endereço completo, no formato que o formulário mostra.
    • Os dados do seu banco, para configurar o recebimento.
    Mulher sentada à mesa da sala, com um cartão de banco na mão e a outra mão no mouse do computador.

    O SSN (uma espécie de CPF americano) e o EIN (o equivalente ao CNPJ) só são exigidos de quem mora nos Estados Unidos. Por isso, escolha Brazil como país logo no primeiro campo: marcar Estados Unidos faz o site pedir o SSN.

    A taxa de ativação que aparece na central é cobrada de vendedores, depois que o primeiro produto deles é aprovado. Quem só divulga não paga para criar a conta.

    Passo a passo para criar a conta de afiliado

    1. Entre em clickbank.com e preencha país (Country), nome, sobrenome, telefone, e-mail e senha.
    2. Clique em “Continue to Terms and Conditions” e depois em “Join ClickBank!”.
    3. Faça login e abra a aba “Profile” (ou o botão “Complete My Profile”). Preencha o endereço e clique em “Save”.
    4. Se aparecer o aviso “Attention ClickBank Sellers and Affiliates”, clique em “Download Suppression List and Accept”.
    5. Abra a aba “Accounts” (ou o botão “Create an Account”). Em “Account Type”, escolha “Affiliate” e clique em “Sign Up”.
    6. Ainda em “Accounts”, clique no nome da sua conta, na coluna “Nickname”, e abra a aba “Account Settings”.
    7. Confirme o seu e-mail, no computador e no mesmo navegador.
    8. No quadro “Payment Information”, clique em “Edit”, preencha a forma de pagamento e clique em “Save Changes”.

    O “Nickname” é o apelido da sua conta: é ele que marca que a venda veio de você. Com uma única conta, você divulga produtos de vários produtores.

    Atenção: sem a etapa de pagamento preenchida, a ClickBank não paga comissão. Não pare no passo 5 achando que a conta já está pronta.

    Como achar um produto e ler os números do painel

    Com a conta pronta, abra o Marketplace, a vitrine de produtos. Ele mostra uma lista de categorias e, pela lupa no alto, você vê todos os produtos. A ordem padrão é por “Rank”, e os filtros ajudam a refinar a busca.

    Quando escolher um produto, clique em “Get Affiliate Link” e informe o seu nickname. O endereço gerado se chama HopLink: é o link que registra as suas vendas.

    No painel O que significa
    Marketplace A vitrine com os produtos para divulgar
    Rank A ordem em que os produtos aparecem por padrão
    Gravity Mede o embalo de vendas: quantos afiliados diferentes vêm ganhando comissão com o produto
    Initial $/conversion Quanto você pode esperar ganhar, em dólar, a cada venda
    Get Affiliate Link O botão que gera o seu link
    HopLink O nome do link de afiliado na ClickBank

    Gravity alto quer dizer muita gente vendendo, ou seja, mais concorrência. Por isso, a própria ClickBank sugere a quem está começando olhar produtos com Gravity entre 20 e 100.

    Como o pagamento chega e o que fazer com o imposto

    Segundo a central de ajuda, a ClickBank paga por depósito direto, cheque, transferência internacional (wire) ou Payoneer, um serviço de envio de dinheiro entre países. O depósito direto só existe nos Estados Unidos e em alguns países; onde ele não chega, a opção é o wire. Confira na sua conta quais formas aparecem para o Brasil.

    Pontos da política de pagamentos da ClickBank:

    • O wire é enviado em dólar, e o seu banco pode converter para reais.
    • Cada wire custa US$ 45 a mais e precisa ser de pelo menos US$ 50.
    • Cada pagamento tem ainda uma taxa de processamento de US$ 5.
    • O limite de pagamento (payment threshold) vai de US$ 50 a US$ 1.000.000, e o padrão é US$ 100. Funciona como um cofrinho que só abre quando chega nesse valor.
    • Antes do primeiro pagamento, a conta precisa de pelo menos cinco vendas, de clientes diferentes, cada uma com mais de 14 dias, feitas com mais de uma forma de pagamento.

    Exemplo, só para a conta: num wire de US$ 100, saem US$ 45 do wire e US$ 5 de processamento, e sobram US$ 50 antes da conversão do banco. Num de US$ 500, as mesmas taxas deixam US$ 450. Por isso, vale subir o limite de pagamento para cada envio levar mais comissão.

    Atenção: rendimento recebido do exterior entra no carnê-leão da Receita Federal, com imposto que vence no último dia útil do mês seguinte ao recebimento. Confira a regra atual na página do Carnê-Leão no gov.br ou com um contador antes de divulgar.

    Homem em escritório de contabilidade ouvindo orientação sobre imposto, com bloco em branco e calculadora na mesa.

    Taxas e mínimos podem mudar. Os valores atuais ficam na política de pagamentos da ClickBank.

    Seu próximo passo

    Hoje, crie a conta e salve três produtos do Marketplace com Gravity entre 20 e 100. Anote o Gravity e o “Initial $/conversion” de cada um e compare. Antes de divulgar, confira quais formas de recebimento aparecem para você.

    Para escolher onde divulgar esses produtos, o Fórmula Negócio Online tem aulas de Instagram e de YouTube, com garantia de 7 dias (link de afiliado).

  • Como validar a ideia de um e-book antes de escrever uma página

    Como validar a ideia de um e-book antes de escrever uma página

    Você teve a ideia de um e-book (um livro digital, em PDF), abriu o editor de texto e passou três semanas escrevendo. Ao publicar, ninguém comprou, e você não sabe se o erro foi o tema, o título ou o público.

    Dá para descobrir isso antes de escrever a primeira página, sem gastar um real. O caminho é validar a ideia, ou seja, testar se ela tem público antes de produzir. Na prática, você conversa com 10 pessoas que poderiam comprar o seu e-book e anota o que elas dizem.

    Nos passos abaixo, você monta as perguntas certas, escolhe as 10 pessoas, faz a conversa pelo WhatsApp e decide se segue em frente. Isso não serve para quem quer garantia de venda: nenhum teste dá isso. Ele só diminui o risco de você trabalhar à toa.

    O que você precisa antes de começar

    Três coisas que você provavelmente já tem:

    • Seu celular com WhatsApp.
    • Um caderno ou o bloco de notas do celular.
    • Uma hora livre por dia, durante alguns dias.

    Você também precisa de uma ideia, ainda que crua. Por exemplo: “um e-book com cardápios de marmita para quem trabalha fora e quer gastar menos”. Essa frase tem um assunto, um público e uma dor. Sem as três, o teste não funciona.

    Se a sua ideia ainda não tem público definido, o ajuste está no nicho, o assunto específico em que você vai focar. O curso Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas tem um módulo de mercados e nichos e outro sobre a estrutura de um negócio online (link de afiliado).

    Pense no teste como a degustação do supermercado: você descobre se a pessoa gosta do sabor antes de fabricar o pacote inteiro.

    Passo a passo para testar a ideia com 10 pessoas

    O Sebrae PR resume bem o motivo: a validação serve para evitar desperdício de tempo, esforço e recursos. Um dos passos que ele indica é consultar possíveis clientes para saber se existe demanda. É isso que você vai fazer.

    1. Escreva a ideia em uma frase: “Um e-book que ensina [público] a [resolver tal problema]”. Se a frase ficou longa, a ideia está confusa.
    2. Liste 10 pessoas que têm esse problema. Pense em colegas de trabalho, vizinhos, gente de grupos de WhatsApp ou de comunidades sobre o assunto. Quanto mais parecida com o seu público, melhor.
    3. Chame uma por uma para uma conversa curta. Mande uma mensagem pedindo dez minutos de opinião. Não mencione o e-book nem tente vender nada ainda.
    4. Pergunte sobre o problema, não sobre a sua ideia. Use as perguntas da próxima seção.
    5. Anote as respostas no mesmo dia, com as palavras da própria pessoa. Elas viram o título e a descrição do seu e-book mais tarde.
    6. Só no fim, apresente a ideia. Pergunte quanto ela acharia justo pagar e se quer receber uma amostra quando ficar pronta.
    Homem de uns 55 anos ao telefone anotando num caderninho, sentado no fundo de uma loja de bairro

    Atenção: se as 10 pessoas forem amigos próximos, a resposta tende a ser gentil demais. Misture conhecidos distantes ou desconhecidos que façam parte do seu público.

    Perguntas para fazer na conversa

    Pergunta sobre o passado vale mais que pergunta sobre o futuro. Dizer “eu compraria” não custa nada. Contar o que a pessoa já fez para resolver o problema mostra se ele dói de verdade.

    • “Como você resolve isso hoje?”
    • “Qual foi a última vez que isso te atrapalhou?”
    • “Você já procurou ajuda, vídeo, curso ou livro sobre isso? O que achou?”
    • “Já pagou por alguma coisa para resolver? Quanto?”
    • “Se existisse um e-book sobre isso, o que ele precisaria ter para você ler até o fim?”

    Exemplo de mensagem para abrir a conversa: “Oi, Marta! Estou pesquisando como o pessoal organiza as marmitas da semana. Posso te fazer umas perguntas rápidas? Leva uns 10 minutos.”

    Cuidado: não defenda a sua ideia durante a conversa. Se a pessoa disser que não compraria, pergunte por quê e anote. Essa resposta vale mais que dez elogios.

    Como ler as respostas

    Antes da primeira conversa, defina o seu critério de aprovação, para não torcer o resultado depois. Exemplo: seguir em frente se pelo menos 6 das 10 pessoas contarem que já tentaram resolver o problema e 3 aceitarem receber a amostra. Os números são só um exemplo; ajuste ao seu caso.

    Sinais bons: a pessoa conta uma história detalhada, já gastou tempo ou dinheiro com o assunto e pergunta quando fica pronto. Sinais fracos: respostas como “legal, boa ideia” e mais nada.

    O pedido da amostra é o seu teste de compromisso. Quem diz “pode mandar” e passa o contato mostra mais interesse que quem só elogia. Se ninguém quiser nem a amostra grátis, dificilmente vai pagar pelo e-book.

    O que fazer se o teste não der certo

    Resultado ruim não é fracasso. Você gastou alguns dias em vez de semanas. Veja o que ajustar:

    • Ninguém tem o problema: troque o tema e refaça a lista de 10 pessoas.
    • Têm o problema, mas não querem e-book: talvez prefiram vídeo ou planilha. Pergunte em que formato gostariam de receber a ajuda.
    • Gostam, mas acham caro ou sem novidade: estreite o assunto. “Cardápios de marmita para quem ganha pouco” pode funcionar melhor que “alimentação saudável”.
    • Não consegue 10 pessoas: comece com 5 e peça a cada uma que indique mais alguém.

    Seu próximo passo

    Hoje, escreva em uma frase a ideia do e-book e liste 10 nomes no caderno. Mande a primeira mensagem para uma dessas pessoas ainda hoje. Amanhã, a segunda.

    Quando a ideia passar no teste, pense em como vender. O curso Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins ensina o modelo de assinatura: o cliente paga todo mês, em vez de uma venda única (link de afiliado).

  • Como identificar golpe de trabalho em casa: 9 sinais antes de pagar

    Como identificar golpe de trabalho em casa: 9 sinais antes de pagar

    Chegou uma mensagem no WhatsApp: “Vaga para trabalhar de casa pelo celular. Para liberar seu acesso, é só pagar uma pequena taxa.” Você precisa de renda extra e a proposta parece certa.

    A resposta curta: quem cobra para você começar a trabalhar é golpe até prova em contrário. Se você pagar, perde o dinheiro e ainda entrega seus dados.

    Abaixo estão 9 sinais para conferir antes de pagar qualquer valor, com mensagens fictícias de exemplo. No fim, está o que fazer se você já pagou e onde denunciar.

    Os 9 sinais de golpe em proposta de trabalho em casa

    Use a lista como um checklist. Um sinal já pede cuidado. Dois ou mais, pare a conversa.

    1. Cobra taxa para começar. Pode vir como “cadastro”, “kit”, “treinamento”, “exame” ou “liberação de acesso”.
    2. Promete ganho alto e rápido. Valor fixo garantido para quem nunca fez o trabalho é isca.
    3. Chega sem você procurar. A mensagem vem de número desconhecido, sem nome de empresa que você consiga conferir.
    4. Não tem como conferir a empresa. Não há site, CNPJ nem e-mail com o domínio dela, só WhatsApp ou Telegram.
    5. Pressiona por pressa. “Últimas vagas” e “responda em 10 minutos” servem para você não pensar.
    6. Não explica o trabalho. Você não sabe o que vai fazer, para quem e quem paga.
    7. Pede dados demais cedo. Foto de documento, selfie, CPF e dados do banco antes de qualquer contrato.
    8. Paga pouco e depois pede depósito. Você recebe alguns reais por uma tarefa simples e depois é convencido a pagar para “liberar” tarefas maiores.
    9. Pede sua conta para receber dinheiro de terceiros. O dinheiro de outras vítimas passa pelo seu nome, e é a você que a polícia vai procurar.

    Cuidado: empresa séria paga você pelo trabalho. Se o dinheiro sai do seu bolso antes de qualquer pagamento, desconfie.

    Quem quer renda extra sem cair em golpe pode estudar como um negócio online é montado. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem o afiliado como modelo principal. A página do curso diz que ele foi pensado para iniciantes e para quem só tem o celular, e há garantia de 7 dias. (link de afiliado)

    Por que eles querem seus dados, e não só a taxa

    A Febraban (a federação dos bancos) fez um alerta sobre o golpe do falso emprego. Segundo ela, os falsos recrutadores chamam por WhatsApp, e-mail ou redes sociais.

    Eles cobram taxa de inscrição, falso exame médico ou curso preparatório para uma vaga que não existe. Também pedem fotos da pessoa, imagens de documentos, dados bancários e assinatura digital.

    Com esse material, o criminoso pode usar seu rosto em autenticação por biometria (a selfie que o banco pede para confirmar que é você). Pode ainda contratar financiamento no seu nome. Ou seja, o prejuízo pode ser bem maior que a taxa.

    O que a Febraban recomenda:

    • Desconfie de processo seletivo simplificado demais e de salário muito acima da média para a função.
    • Antes de abrir link de mensagem, confira no site ou nas redes oficiais da empresa se a vaga existe.
    • Veja se o recrutador é real. Se o contato for por e-mail, confira se o endereço é da empresa.
    • Não envie documento, dado bancário nem assinatura digital sem ter certeza de que a empresa é séria.
    • Não pague nada antes da contratação: nem inscrição, nem exame, nem curso.

    Mensagens fictícias para você reconhecer

    Os exemplos abaixo foram inventados para este texto, mas imitam o jeito dos golpes.

    • “Olá! Vimos seu perfil. Vaga home office, ganhos diários pelo celular. Taxa de cadastro de R$ 49, devolvida no primeiro pagamento.” Sinais 1, 2 e 3.
    • “Só restam 2 vagas hoje. Faça o PIX e envie o comprovante e a foto do seu RG para confirmar.” Sinais 1, 5 e 7.
    • “Faça uma tarefa simples e receba R$ 10 na hora. Para liberar tarefas maiores, deposite R$ 200.” Sinal 8.

    Repare que nenhuma diz qual é a empresa, qual é o contrato nem como o trabalho gera dinheiro. Esse vazio é o principal sinal.

    Como conferir uma proposta antes de responder

    Faça isto com calma, antes de mandar qualquer dado:

    1. Pergunte o nome completo da empresa e o CNPJ.
    2. Procure a empresa por conta própria no Google, sem usar o link que ela mandou.
    3. Veja se existe site, perfil antigo e reclamações. Se houver reclamações, leia.
    4. Peça por escrito a descrição do trabalho e como o pagamento é feito.
    5. Mostre a proposta para alguém de confiança. Quem está de fora enxerga o que a pressa esconde.
    Mulher idosa mostra a proposta no celular para um homem de confiança, que lê com ar preocupado, numa cozinha.

    Se a pessoa evita responder ou fica irritada com as perguntas, você já tem a resposta.

    Print de depósito na conta de outras pessoas não prova nada. É fácil de montar e serve só para você baixar a guarda.

    Como é um trabalho online de verdade

    Existe trabalho legítimo pela internet, mas ele tem outra cara. Você tira dúvidas, lê o contrato e ninguém exige taxa para você ser aceito.

    O afiliado, por exemplo, divulga produtos de outras pessoas e recebe comissão quando alguém compra pelo link dele. Não há “vaga” nem chefe mandando mensagem pelo WhatsApp. O resultado depende de tempo e constância, e a primeira venda costuma demorar.

    Comprar um curso é diferente de pagar taxa por vaga: você paga por aulas, e ninguém promete emprego nem salário.

    Se você já pagou: o que fazer e onde denunciar

    Aja rápido e nesta ordem:

    1. Pare de pagar e de responder. Não mande mais nenhum valor, dado pessoal ou bancário, mesmo que prometam devolver tudo.
    2. Guarde as provas. Tire prints da conversa, do anúncio, do perfil e do comprovante do PIX, com os dados da conta que recebeu.
    3. Procure seu banco e peça o MED. O MED (Mecanismo Especial de Devolução) é a regra do Pix para tentar recuperar dinheiro enviado num golpe. Você tem até 80 dias a partir da transferência para pedir.
    4. Registre um boletim de ocorrência. O Procon-SP recomenda registrar boletim numa delegacia ao receber mensagem suspeita. Veja no site da Polícia Civil do seu estado se dá para fazer pela internet.
    Homem conta o caso a uma atendente de banco no balcão, com o celular na mão, para pedir a devolução do Pix.

    Atenção: o MED só devolve o que ainda estiver na conta do golpista. Por isso, avise o banco no mesmo dia, mesmo que o prazo seja maior.

    O Consumidor.gov.br é um serviço público e gratuito para reclamar direto com empresas. Ele só funciona com empresas que aderiram, e elas têm 10 dias para responder. Para usar, é preciso conta gov.br nível prata ou ouro. Ele não substitui o Procon, e nenhum dos dois resolve golpe de quem não tem empresa: aí o caminho é o banco e a polícia.

    Seu próximo passo

    Pegue agora a proposta que você recebeu e marque quantos dos 9 sinais ela tem. Se forem dois ou mais, não pague, tire os prints e mostre a mensagem para alguém de confiança.

    Depois, bloqueie o número e use a opção de denunciar do próprio aplicativo de mensagens.

  • Como escolher o primeiro produto para divulgar sem anúncio

    Como escolher o primeiro produto para divulgar sem anúncio

    Você abre o marketplace, vê centenas de cursos com comissão alta e não sabe por onde começar. Escolhe o que paga mais, divulga para quem te segue e ninguém compra.

    Na maioria das vezes, o problema não é o produto. É que ele não combina com as pessoas que você consegue alcançar sem pagar anúncio.

    Este caminho serve para quem vai divulgar de graça, por WhatsApp, Instagram, YouTube ou conversa. Ele não serve para quem já tem verba de anúncio e quer testar muitos produtos. No fim, você terá um produto escolhido com 5 filtros e conferido contra o seu público.

    O que você precisa antes de abrir o marketplace

    Marketplace é a vitrine da plataforma, onde ficam os produtos que aceitam afiliados. Afiliado é quem divulga o produto de outra pessoa, o produtor, e recebe uma comissão (uma parte do preço) por venda feita pelo seu link.

    Antes da vitrine, comece pelo público. Pegue papel ou o bloco de notas do celular e responda a três perguntas.

    • Quem vê o que eu posto hoje (família, colegas de trabalho, grupo do bairro, seguidores)?
    • Que problema essas pessoas comentam com frequência?
    • Sobre qual assunto eu já consigo falar por dez minutos sem pesquisar?
    Cabeleireira anota à mão uma lista curta num bloco de notas no balcão do salão.

    Exemplo: Marta tem um grupo de WhatsApp com 40 mães da escola do filho. Elas falam de contas apertadas e de trabalho flexível. O assunto dela é organização do dinheiro da casa. Esse é o ponto de partida.

    Sem público ainda? Escolha um assunto em que você tem alguma experiência e comece a postar sobre ele. O produto vem depois.

    Você também precisa de uma conta gratuita na Hotmart ou na Kiwify. É nela que você pede a afiliação e pega o seu link.

    Se ainda está em dúvida sobre qual assunto escolher, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos sobre mercados e nichos e sobre o afiliado como modelo principal. A página do curso diz que ele é para iniciantes e oferece garantia de 7 dias. (link de afiliado)

    Como chegar à lista de produtos na Hotmart e na Kiwify

    Na Hotmart, entre em app.hotmart.com, abra o menu Navegue, no canto superior direito, e toque em Mercado de afiliação. Segundo a central de ajuda da Hotmart, a busca aceita o nome de um produto ou um segmento.

    Na Kiwify, abra a aba Marketplace no menu principal. De acordo com a central de ajuda da Kiwify, dá para buscar pelo nome e filtrar por preço, comissão e categoria. O Marketplace também abre no navegador do celular.

    A central da Hotmart descreve mais filtros que a da Kiwify. Por isso, os 5 filtros abaixo usam a Hotmart como base. Na Kiwify, aplique a mesma ideia com preço, comissão e categoria.

    Os 5 filtros para escolher o primeiro produto

    1. Categoria. No filtro Detalhes do Produto, escolha a categoria do assunto que você definiu na primeira seção. Ali também dá para escolher o formato do produto.
    2. Aprovação imediata. Em Tipo de Afiliação, marque Imediata: você se afilia na hora. Em Sob solicitação, o produtor precisa analisar o seu pedido antes.
    3. Preço baixo ou médio. No filtro Financeiro, defina um preço máximo. A central da Hotmart sugere a iniciantes produtos mais baratos, porque eles costumam pedir menos argumentos para vender.
    4. Material de divulgação. Ainda em Detalhes do Produto, a opção Ferramentas Fornecidas mostra quem oferece Material de divulgação. Para quem está começando, material pronto do produtor poupa trabalho e ajuda a falar do produto do jeito certo.
    5. Avaliação e temperatura. Em Performance e Qualidade, marque uma nota mínima em estrelas e um número mínimo de avaliações. Nota alta com pouquíssimas avaliações diz pouco.

    A temperatura, que fica no mesmo filtro, mostra o nível de vendas recentes. Segundo a central, os produtos mais quentes costumam vender bem, mas têm mais afiliados concorrendo. Sem anúncio, você disputa a atenção dos mesmos conhecidos que outros afiliados alcançam, então prefira uma temperatura média.

    Na lista de resultados, use também a ordem Mais queridos. Ela mostra primeiro os produtos com maior satisfação dos compradores, numa nota de 1 a 5.

    Dica: a comissão é só o último critério. Um produto de comissão alta que o seu público não quer rende menos que um de comissão menor que ele procura.

    Confira se o produto combina com quem você alcança

    Com dois ou três produtos na lista, abra a página de cada um e faça este teste.

    1. Leia a página de vendas inteira. Ela explica com clareza para quem o produto serve?
    2. Compare essa promessa com as conversas do seu público. Alguém já comentou esse problema com você?
    3. Veja se há orientações de divulgação do produtor e leia as regras do programa de afiliados.
    4. Confira a porcentagem de comissão e a regra de comissão na página do produto.
    5. Faça a conta com o preço real, para saber quanto cai por venda.
    Mãos de um senhor usando uma calculadora simples ao lado de uma folha de papel e um lápis.

    A regra de comissão diz quem leva a venda quando o comprador clicou no link de mais de um afiliado. Segundo a Hotmart, no último clique ganha o último link acessado, e essa é a regra mais comum. No primeiro clique, ganha quem apresentou o produto primeiro. Em múltiplos cliques, a comissão pode ser dividida entre mais de um afiliado.

    Exemplo: um curso de R$ 97 com 50% de comissão rende R$ 48,50 por venda. Para chegar a R$ 485,00, seriam 10 vendas. No grupo de 40 mães da Marta, isso seria uma em cada quatro comprando. Pergunte a si mesmo se é realista.

    Se o produto não passar no teste, volte à lista. É melhor descartar agora do que divulgar algo em que você mesmo não acredita.

    Peça a afiliação e pegue o link

    Na Hotmart, abra a página do produto e toque em Afilie-se agora, quando a afiliação é automática. Os links de divulgação ficam disponíveis logo em seguida. Quando ela depende de aprovação, o botão é Solicitar afiliação, e você não pode divulgar enquanto o pedido está em análise.

    Na Kiwify, abra o produto e toque em Solicitar afiliação. A central não diz se a aprovação é automática ou manual: isso depende do produtor. Depois de aprovado, no navegador do celular, toque no ícone do canto superior esquerdo, abra Produtos, escolha Minhas afiliações e toque em Links, segundo a central da Kiwify.

    Se a afiliação não sair

    • Na Hotmart, acompanhe o pedido em Produtos, Meus produtos, Sou Afiliado(a), aba Solicitadas. Ali você vê o status e pode cancelar o pedido.
    • Se demorar ou for recusado, volte ao filtro 2 e escolha um produto com aprovação imediata.
    • Na Kiwify, se o link não aparece, a afiliação ainda não foi aprovada: a central diz que os links só aparecem depois disso.

    Cuidado: segundo a Hotmart, alguns produtores cancelam automaticamente o afiliado que não vende dentro de um período. Se isso acontecer, é preciso pedir a afiliação de novo.

    Seu próximo passo

    Hoje, anote as três respostas da primeira seção: quem é o seu público, o problema dele e o assunto que você domina. Depois abra o marketplace e aplique só os filtros 1 a 3.

    Salve dois produtos que passem por eles. Amanhã, leia a página de vendas de cada um com calma e escolha um.

    A primeira venda costuma demorar, e nenhum produto garante resultado. O objetivo agora é começar com uma escolha que faça sentido para quem escuta você.

  • Checklist para o primeiro vídeo de produto no TikTok Shop

    Checklist para o primeiro vídeo de produto no TikTok Shop

    Você entrou no programa de afiliados do TikTok Shop e está com o produto na mão para gravar o primeiro vídeo. A dúvida é a mesma de quase todo mundo: será que eu falei alguma coisa que a regra não deixa?

    Um vídeo fora da regra pode ser removido, e vídeo removido não leva ninguém até o produto. A boa notícia é que a política de conteúdo do TikTok Shop é pública e cabe numa lista de conferência.

    A lista tem quatro blocos: antes de gravar, durante a gravação, o que a regra proíbe e antes de postar. Se você ainda não entrou no programa, use a lista para treinar com um vídeo que não vai ao ar.

    Antes de gravar

    A maior parte dos erros nasce antes de apertar o botão vermelho. Confira estes itens com o produto na mesa:

    • Você conhece o produto. Use por alguns minutos, leia a descrição da página e anote o que ele faz e o que ele não faz.
    • Luz boa. Fique de frente para uma janela, com a luz batendo no produto e no seu rosto, não nas suas costas.
    • Fundo limpo. Uma parede lisa ou uma bancada arrumada. O produto precisa ser a coisa mais visível da cena.
    • Roteiro de três falas. Uma frase para dizer o que é o produto, uma para mostrar como se usa e uma para dizer para quem ele serve.
    • Produto inteiro à mostra. A política pede que o produto promovido apareça de forma clara e completa no vídeo.

    O roteiro de três falas segura o vídeo curto, sem se perder em explicação. Escreva as frases com as palavras que você usaria numa conversa com um vizinho.

    Quer aprender a planejar vídeos assim, com começo, meio e fim? O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem o afiliado como modelo principal e um módulo de marketing de conteúdo, e a página do curso fala em garantia de 7 dias (link de afiliado).

    Durante a gravação

    Mostre o produto em uso. Se é uma garrafa térmica, abra, encha e feche na câmera. Se é um organizador, guarde as coisas na frente de quem assiste.

    Fale só o que o produto realmente faz e o que você viu com seus próprios olhos. Siga esta ordem:

    1. Segure o produto perto da câmera nos primeiros segundos.
    2. Diga a primeira fala do roteiro: o que é.
    3. Use o produto de verdade, sem cortar a ação, enquanto diz a segunda fala: como se usa.
    4. Termine com a terceira: para quem serve, e um limite honesto, como “não serve para garrafa de mais de um litro”.
    Mulher enchendo uma garrafa térmica diante de um celular em tripé, gravando um vídeo de produto na mesa da cozinha

    Grave você mesmo e fale com a sua voz. A política chama de conteúdo não original o vídeo sem edição criativa sua, como a resenha de outra pessoa repostada sem comentário seu ou um vídeo com marca d’água de outro aplicativo.

    O que a regra não permite

    A Política de Conteúdo do TikTok Shop para o Brasil lista o que pode derrubar um vídeo. Os itens mais comuns em vídeo de produto:

    • Promessa exagerada sobre desempenho, efeito ou preço. A política dá o exemplo “Este produto elimina a acne em apenas alguns dias”.
    • Afirmação absoluta sem prova, como “Produto nº 1”, sem prova válida e objetiva.
    • Dizer que o produto trata ou cura doença. Alegação médica é restrita e pode ser removida.
    • Falar de emagrecimento. É proibido dizer que o produto faz perder peso, contar a sua perda de peso e mostrar “antes e depois”.
    • Falar mal de outro produto ou loja com comparação sem base.
    • Mostrar uma coisa e vender outra, como preço ou desconto diferente do anunciado ou demonstração enganosa.
    • Levar o cliente para fora do TikTok Shop, com link, telefone, usuário de outra rede social, e-mail ou QR code.
    • Vídeo feito só de GIF, sem edição sua.

    Cuidado: na dúvida sobre uma frase, tire a frase. “Ele ajuda a organizar a gaveta” é segura; “ele resolve todos os seus problemas” é a promessa exagerada que a política proíbe.

    A política também tem regras por categoria. Cosmético não pode dizer que trata ou previne doença. Em alimentos, dizer que o produto previne, trata ou cura doenças não é permitido em nenhuma circunstância.

    Em alimentos, até palavras como “desintoxicante”, “superalimento” ou “bem-estar” exigem documento de um profissional de saúde autorizado. Se o seu produto é de saúde, beleza, comida ou suplemento, leia a seção da categoria dele antes de gravar.

    Antes de postar

    Vincular o produto quer dizer pendurar o link dele no vídeo: é por esse link que a compra fica registrada como sua. A central de ajuda do TikTok descreve este caminho:

    1. Na tela de postagem, toque em Adicionar link.
    2. Escolha Produtos.
    3. Na Vitrine (a lista de produtos que você escolheu divulgar), toque em Adicionar e selecione o produto.
    4. Toque em Adicionar de novo e depois em Postar.

    Essa página da central não cita o Brasil na lista de países. Se algum nome estiver diferente no seu app, procure pela mesma sequência.

    Com o produto vinculado, confira a última lista:

    • Produto certo. O item vinculado precisa ser o mesmo do vídeo. Se não corresponder à página do produto, a política considera a promoção irrelevante.
    • Legenda sem promessa e sem contato. Sem número de telefone, sem @ de outra rede, sem link externo.
    • Aviso de conteúdo comercial ligado. Na tela de postagem, toque em Divulgação de conteúdo e anúncios (em algumas contas, antes em Mais opções) e ative Divulgar conteúdo comercial.

    O aviso não é opcional. Segundo a central de ajuda, a configuração deve estar ativa sempre que você promove uma marca, um produto ou um serviço, e a postagem sem aviso pode ser removida ou restringida.

    Ligado o aviso, o vídeo ganha um rótulo para quem assiste. Quando você promove um terceiro, o rótulo mostrado é Parceria paga.

    Atenção: vídeos com link de produto passam por uma análise adicional, e o link só aparece acima do seu nome de usuário depois da aprovação. Se ele demorar, espere antes de apagar e postar de novo.

    Seu próximo passo

    Hoje, grave um vídeo de teste e não poste. Pode ser de 30 segundos, com o produto em uso e as três falas do roteiro.

    Depois assista e confira, item por item, as listas acima. Marque o que faltou, regrave e só então poste. Como as regras mudam, abra a política de conteúdo do TikTok Shop antes de cada produto de uma categoria nova.

    Para criar uma rotina de vídeos, a IA Academy, do Igor Henrique ensina a escolher produtos no TikTok Shop, pedir amostras e ganhar comissão de afiliado. A página do curso fala em uma rotina de postagem de cerca de 30 minutos por dia (link de afiliado).

  • Como sacar suas comissões da Kiwify pelo PIX

    Como sacar suas comissões da Kiwify pelo PIX

    Você fez a primeira venda como afiliado e a comissão apareceu no painel da Kiwify. Só que o dinheiro ainda não está na sua conta, e a tela de saque parece confusa.

    Quem erra aqui costuma perder a taxa de saque à toa, porque o pedido falha por um detalhe de cadastro. A seguir, você tem o caminho de cada tela e os motivos mais comuns de recusa.

    O passo a passo vale para quem recebe como pessoa física, com CPF. Se você usa CNPJ, a lógica é a mesma, mas a conta de destino também precisa estar no CNPJ.

    O que você precisa ter antes de sacar

    São três coisas, e todas dependem de você:

    • Uma venda já aprovada e com o saldo liberado (o prazo está na próxima seção).
    • Uma conta bancária ou digital no seu próprio nome, com chave PIX.
    • O CPF da sua conta na Kiwify igual ao CPF do dono da conta bancária.

    A central de ajuda da Kiwify diz que o titular da conta na plataforma e o titular da conta bancária precisam ser a mesma pessoa: CPF com CPF, CNPJ com CNPJ. Conta de outra pessoa, mesmo de parente, não serve.

    Mulher na varanda de casa compara um cartão de banco com um documento, com o celular no joelho.

    Quando o saldo fica disponível para saque

    A comissão entra primeiro como saldo pendente. Só o saldo disponível pode ser sacado, e o prazo para virar disponível depende de como o comprador pagou.

    • PIX e boleto, para afiliados: 7 dias.
    • Cartão de crédito: 15 dias corridos após a venda.
    • Vendas internacionais: 15 dias após a venda, e o dinheiro cai em até 4 dias úteis depois do pedido de saque.

    Dias corridos contam sábados, domingos e feriados. A central traz os prazos de cartão e de venda internacional na parte do produtor, sem um prazo à parte para afiliado. Por isso, confira a data de liberação de cada venda no seu painel e os valores atuais na central de ajuda da Kiwify.

    Atenção: a mesma página cita 2 dias para PIX e boleto, mas esse prazo é do produtor. Como afiliado, saldo pendente antes dos 7 dias é normal, não é erro.

    Enquanto o saldo não libera, o que ajuda é saber de onde vem a próxima venda. Para juntar as peças de quem está começando como afiliado, existe o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas. A página do curso diz que o afiliado é o modelo principal, com módulos de nichos, conteúdo e funil, e dá garantia de 7 dias. (link de afiliado)

    Como cadastrar a chave PIX

    Você cadastra a chave uma vez, em Dados bancários. Pelo computador:

    1. Entre na sua conta da Kiwify.
    2. Abra o menu Financeiro.
    3. Vá para a aba Dados bancários.
    4. Adicione a sua chave PIX.
    5. Clique em Salvar alterações.

    No navegador do celular, toque no ícone à esquerda da tela e depois em Financeiro. O seletor abre em Saques: role a tela, escolha Dados bancários, preencha e toque em Salvar as alterações.

    Se você trocar o titular da chave PIX depois, salve os dados bancários de novo.

    Cuidado: confira o titular da chave antes do primeiro pedido. Cada saque custa R$ 3,67, e essa taxa não volta se o saque falhar.

    Como pedir o saque

    A central de ajuda não mostra o botão de saque. Um guia de terceiros descreve estes passos, com o saldo disponível e a chave já salva:

    1. Abra o menu Financeiro.
    2. Confira o saldo disponível.
    3. Toque no botão de saque (esse guia o chama de “Efetuar saque”).
    4. Informe o valor.
    5. Confirme.

    O nome do botão pode ter mudado, então siga o que aparecer na sua tela. Para acompanhar o pedido depois, olhe a aba Saques, dentro de Financeiro. Ela mostra o valor, a data e a conta de destino de cada saque.

    A central também descreve um saque automático: vendas no cartão são enviadas por PIX para a conta cadastrada no dia em que liberam, em dias úteis, a partir das 7h. Vendas por PIX, boleto ou cartão internacional precisam do pedido manual. Se um valor de cartão saiu do saldo sem você pedir, procure por ele na aba Saques.

    A central de ajuda não informa um valor mínimo para sacar. Se isso importar para você, pergunte ao suporte pelo chat ou por [email protected].

    Quanto cai na conta e quando

    A Kiwify cobra R$ 3,67 por pedido de saque, seja por PIX ou por TED. A taxa é descontada mesmo quando o saque falha.

    Exemplo: se você sacar uma comissão de R$ 78,80 de uma vez, recebe R$ 75,13 (R$ 78,80 menos R$ 3,67). Por isso, juntar várias comissões num pedido só costuma compensar mais do que sacar a cada venda.

    O PIX do saque costuma cair em até 2 minutos, de segunda a sábado, das 8h às 20h. Pedido feito no domingo ou fora desse horário sai no próximo dia útil.

    Não existe limite de saque para pessoa física, segundo a central de ajuda. Confirme na central de ajuda se algo mudou.

    Por que o saque falha ou demora

    A central da Kiwify aponta um motivo para a falha: o titular da conta bancária é diferente do titular do cadastro. Isso vale até para MEI que tenta sacar para a conta pessoal quando o cadastro está no CNPJ.

    • Falhou: corrija os dados bancários para o mesmo titular e peça o saque de novo. O banco devolve o valor ao seu saldo automaticamente em até 2 dias.
    • Ficou “em análise”: a equipe revisa alguns saques ao acaso, mais em contas novas. Normalmente libera em algumas horas.
    • Pedido fora do horário: fica para a próxima janela de envio.

    Se nada disso resolver, fale com o suporte pelo chat da Kiwify ou por [email protected].

    Seu próximo passo

    Hoje, abra Financeiro e Dados bancários e confira se a chave PIX está salva no seu CPF. Assim, quando o saldo liberar, o saque não trava por causa de cadastro.

    Com o saque resolvido, o próximo passo é gerar mais vendas. A Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, traz uma lista de produtos de assinatura para se afiliar e receber comissão recorrente. (link de afiliado)

  • Roteiro de 14 dias para uma rotina de postagem que cabe na semana

    Roteiro de 14 dias para uma rotina de postagem que cabe na semana

    Você começa a postar com vontade, faz três posts numa noite e some por duas semanas. O problema quase nunca é falta de ideia. É uma rotina grande demais para a vida de quem trabalha ou estuda.

    O resultado é conhecido: o perfil fica parado, a culpa aumenta e voltar parece mais difícil a cada dia. Este roteiro faz o contrário. Ele pede 20 minutos por dia, com um plano B para a noite em que nada sai.

    Ao final dos 14 dias, você terá publicado seis posts, terá uma rotina mínima funcionando e saberá o que ajustar. Se você quer crescer rápido ou postar todo dia, este roteiro não é para você: ele serve para criar o hábito primeiro.

    A regra dos 20 minutos e o que decidir antes

    Uma hora livre por dia não precisa virar uma hora de postagem. Use só um bloco de 20 minutos e deixe o resto para descansar, estudar ou resolver o que aparecer. Quem planeja usar tudo falha no primeiro dia corrido.

    O dia 1 do roteiro serve para decidir três coisas e anotar no bloco de notas do celular:

    • Uma rede só. Escolha onde você já tem conta ou onde seu público está. Este roteiro usa o Instagram nos exemplos de recursos, mas a lógica vale para qualquer rede.
    • Um assunto. Uma frase: “eu falo sobre X para quem quer Y”.
    • Três posts por semana. É o ritmo do roteiro, com seis dias de trabalho e um de descanso.

    Na conta: 6 blocos de 20 minutos por semana dão 2 horas. Em duas semanas, são 12 blocos e 4 horas no total.

    Com a rotina definida, a próxima dúvida costuma ser o que postar para atrair compradores, e não só curtidas. Para essa etapa, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de marketing de conteúdo e de Instagram, além de um plano diário de 60 dias entre os bônus. A página do curso diz que ele atende iniciantes e quem tem pouco tempo. (link de afiliado)

    Os três tipos de bloco de 20 minutos

    Todo dia do roteiro usa um destes blocos. Saber qual é o de hoje evita ficar olhando a tela sem começar.

    • Bloco de ideia: anotar ideias, escolher o que vai ao ar e escrever o roteiro curto de cada post.
    • Bloco de produção: fazer a foto, o vídeo ou o texto e escrever a legenda. Termine deixando tudo salvo ou agendado.
    • Bloco de publicação: postar (ou conferir o que está agendado) e responder comentários e mensagens.

    Dica: ponha o bloco no mesmo horário todo dia, de preferência colado a algo que você já faz, como o café da manhã ou a volta do trabalho. Horário fixo ajuda mais do que força de vontade.

    Mulher na cozinha girando um timer analógico ao lado de uma xícara de café, na rotina da manhã.

    Roteiro dos 14 dias

    Cada dia tem uma tarefa só. Se a tarefa terminar antes dos 20 minutos, pare. O objetivo é voltar amanhã, não render mais hoje.

    Semana 1: montar a base

    Dia Bloco Tarefa
    1 Ideia Decida a rede, o assunto e o ritmo, e anote no bloco de notas.
    2 Ideia Liste 10 ideias de post e escolha 3. Vale uma pergunta que já te fizeram, um erro que você cometeu ou algo que aprendeu.
    3 Produção Faça o post 1 inteiro, com legenda, e salve como rascunho.
    4 Publicação Publique o post 1 e responda quem comentar.
    5 Produção Faça o post 2 e agende para o dia 6.
    6 Produção Prepare o post 3 e deixe programado para o dia 7.
    7 Descanso O post 3 sai sozinho. Não produza nada; só anote qual post teve mais resposta.

    Semana 2: repetir com menos esforço

    Dia Bloco Tarefa
    8 Ideia Escolha 3 ideias novas, puxando o assunto que deu mais resposta, e escreva o roteiro curto de cada uma.
    9 Produção Grave ou monte o post 4 e programe a saída no dia 10.
    10 Produção Faça o post 5 e agende para o dia 12.
    11 Produção Produza o post 6, com legenda, e deixe-o marcado para o dia 13.
    12 Publicação Confira se os agendados saíram e responda comentários e mensagens.
    13 Ideia Anote três números: posts publicados, dias em que o plano B entrou e o post com mais resposta. Com eles, decida o ritmo das próximas duas semanas: manter, subir um post ou baixar um.
    14 Descanso Não poste nem planeje. A rotina recomeça amanhã.

    Se você chegou ao dia 14 com a rotina de pé, ainda sem muito alcance, está dentro do esperado. Constância vem antes de resultado, e o resultado leva tempo.

    Como usar agendamento e rascunhos

    Dois recursos do próprio Instagram seguram a rotina nos dias cheios: o rascunho e o agendamento.

    O rascunho guarda o post pronto pela metade, como uma gaveta onde você deixa a roupa separada para amanhã. Segundo guias de sites de tecnologia, ao sair da edição o app oferece salvar o post como rascunho, e ele fica numa aba “Rascunhos” na hora de criar uma publicação.

    Os rascunhos ficam guardados no próprio celular, não nos servidores do Instagram. Se você desinstalar o app, eles se perdem. Trocar de celular também não leva os rascunhos junto.

    O agendamento publica sozinho no dia e na hora que você escolher. Ele só aparece para conta profissional (o tipo de conta voltado para quem cria conteúdo ou tem um negócio). Se a sua é pessoal, a mudança é feita nas configurações do app.

    1. Crie a publicação normalmente e toque em “Avançar” até a tela final, a da legenda.
    2. Toque em “Configurações avançadas”. Talvez seja preciso rolar a tela.
    3. Abra “Programar conteúdo”, ative a opção, escolha data e horário e toque em “Concluir”.
    4. Volte e toque em “Programar”, no fim da tela de publicação.

    Não quer mudar para conta profissional? Troque cada “agende” do roteiro por “salve como rascunho” e publique no dia marcado.

    Atenção: esses caminhos vêm de guias de sites, não da central de ajuda do Instagram, e o app muda os nomes dos botões de tempos em tempos. Se não encontrar a opção, busque “programar publicação” na central de ajuda do Instagram.

    Plano B para o dia em que não der

    Vai ter dia de cansaço, hora extra ou prova. Combine com você mesmo, antes, o que conta como “cumpri” nesses dias. Sem esse combinado, um dia perdido vira uma semana perdida.

    1. Versão de 5 minutos: responda comentários e mensagens. Já mantém o perfil vivo.
    2. Versão de 10 minutos: poste um rascunho que já estava pronto, ou um texto simples respondendo a uma pergunta que você sabe de cabeça.
    3. Dia zerado: não tente compensar amanhã com dois blocos. Retome a tarefa do dia seguinte e anote no bloco de notas que o plano B entrou.
    Homem cansado após o trabalho responde mensagens no celular, sentado na poltrona da sala.

    Tenha sempre um rascunho de reserva. Num dia com tempo de sobra, produza um post a mais e guarde: ele é o seu plano B pronto.

    Seu próximo passo

    Hoje, abra o bloco de notas e escreva a frase do seu assunto: “eu falo sobre X para quem quer Y”. Depois ponha um alarme de 20 minutos para o mesmo horário amanhã. O dia 1 do roteiro começa aí.

    Se você prefere postar vídeos sem aparecer, a IA Academy, do Igor Henrique, ensina a criar conteúdo em vídeo com IA e traz uma rotina diária curta de postagem. A página do curso fala em cerca de 30 minutos. (link de afiliado)

  • Cookie e comissão: Shopee, Mercado Livre e Amazon lado a lado

    Cookie e comissão: Shopee, Mercado Livre e Amazon lado a lado

    Você divulga produtos na Shopee, no Mercado Livre e na Amazon, e cada programa fala de um prazo diferente. A pessoa diz que comprou pelo seu link, mas a comissão não aparece.

    Aí fica a dúvida: o problema foi o prazo, o link ou a regra do programa? Entender o cookie (o prazo que o programa dá para a compra contar como sua) responde a isso.

    No fim do texto, você terá os números oficiais dos três programas lado a lado e saberá em qual deles concentrar a divulgação. Não serve para quem quer saber qual programa paga mais: isso depende do produto, da categoria e do momento.

    O que é cookie de afiliado

    Pense num carimbo na mão, daqueles de festa. Quando alguém clica no seu link, o programa carimba o navegador da pessoa com o seu código.

    Esse carimbo apaga depois de um tempo. A sequência funciona assim:

    1. A pessoa clica no seu link.
    2. O programa grava o seu código, o “carimbo”.
    3. Se ela comprar antes de o carimbo apagar, a comissão é sua.
    4. Depois do prazo, a compra não conta para ninguém.

    Os programas nem sempre usam a palavra “cookie”. A Shopee fala em janela de atribuição, e a Amazon fala em sessão e carrinho. Na prática, é a mesma ideia: o prazo para a compra contar para você.

    Cuidado: na Shopee vale o último clique. Se a pessoa clicar no link de outro afiliado depois do seu, a comissão vai para ele.

    Quanto mais gente vê o seu conteúdo, mais carimbos você coloca. O Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de marketing de conteúdo, Instagram e YouTube, e a página do curso diz que ele atende quem tem só o celular (link de afiliado).

    Tabela comparativa dos três programas

    Os dados abaixo vêm das páginas oficiais, consultadas em 23/10/2026. Onde o programa não informa o prazo, a tabela diz isso, em vez de repetir número de blog.

    Critério Shopee Mercado Livre Amazon (Brasil)
    Cookie 7 dias após o clique; vale o último link clicado Não informado nas páginas oficiais consultadas 24 horas; se o produto entrou no carrinho nesse prazo, o pedido pode ser feito em até 89 dias após o clique
    Comissão Percentual da tabela do site; 3% em compras de clientes existentes, lives e Shopee Vídeo; pode chegar a 30% com a Comissão Extra do vendedor Até 16% por venda aprovada Conforme a categoria; a tabela padrão vai de 7% a 13%
    Pagamento mínimo R$ 10,00 R$ 30,00 R$ 30,00 (depósito)
    Como recebe Pessoa física: conta digital Maree, no dia 10 de cada mês. Pessoa jurídica: transferência bancária, até o dia 30 Conta do Mercado Pago, depois de atingir o mínimo; a validação das vendas pode levar até 60 dias Depósito, cerca de 60 dias após o fim do mês da comissão
    Onde conferir Central de ajuda da Shopee Perguntas frequentes e portal do afiliado Portal de Associados

    Na Shopee, a comissão é calculada sobre o valor líquido da venda, sem impostos, cupons e frete. No Mercado Livre, o ganho pode diminuir com devolução, cancelamento ou retenção de imposto.

    Na Amazon, a tabela muda bastante por categoria. Beleza, bebê e alimentos estão na faixa de 13%. Eletrônicos, celulares, casa e cozinha ficam em 8%.

    Exemplo de conta, só para entender o mínimo de saque. Uma compra de R$ 200 com 10% de comissão rende R$ 20,00. Na Shopee, isso já passa do mínimo de R$ 10,00. No Mercado Livre ou na Amazon, ainda faltariam R$ 10,00 para chegar aos R$ 30,00, e o valor ficaria acumulado.

    O que a diferença muda para você

    O prazo muda o tipo de divulgação que compensa. Veja onde cada programa tende a se encaixar:

    • Shopee: combina com conteúdo que as pessoas veem e guardam, como um vídeo ou uma lista de achados. Os 7 dias dão tempo para quem não compra na hora. O mínimo de R$ 10,00 também ajuda quem está começando a ver o primeiro pagamento.
    • Amazon: o prazo de 24 horas pede divulgação para quem já quer comprar, como uma oferta do dia. O carrinho é a vantagem: se a pessoa colocar o item lá no primeiro dia, o pedido ainda pode contar até 89 dias depois do clique.
    • Mercado Livre: como o prazo não aparece nas páginas oficiais, o mais seguro é divulgar para compra rápida e acompanhar o relatório do portal. Lembre que o link só pode ser gerado para produtos novos de vendedores com reputação verde.
    Homem grava em casa um vídeo curto de produtos simples com o celular preso a um tripé de mesa.

    Na Amazon, a sessão também acaba quando a pessoa faz um pedido de outro produto físico. Pelo regulamento, a compra qualificada não fica presa só ao item que você divulgou, desde que aconteça dentro da sessão ou pelo carrinho.

    Concentrar a divulgação em um programa tem outro efeito: você aprende como as pessoas reagem ao seu conteúdo, em vez de espalhar cliques em três lugares e não entender nenhum relatório.

    Onde conferir o valor atual

    Atenção: comissão, prazo e mínimo de saque mudam, e a Shopee avisa que as condições podem mudar sem aviso prévio. Antes de decidir, confira o número na página do próprio programa.

    Texto de blog e de vídeo pode estar desatualizado. Cada programa tem um lugar oficial para conferir:

    O mínimo da Shopee, por exemplo, é definido por ela e pode mudar: os termos dizem que ela o divulga nos canais oficiais e no sistema.

    Seu próximo passo

    Escolha hoje um programa para concentrar a divulgação nos próximos dias. Use dois critérios: o prazo que combina com o seu tipo de conteúdo e a categoria dos produtos que você já divulga.

    Depois, abra a página oficial dele, anote a comissão da categoria e o mínimo de saque, e guarde a data da consulta. Daqui a duas semanas, olhe o relatório e veja quantas vendas vieram desse programa.

  • Como montar uma página de vendas simples para o seu e-book

    Como montar uma página de vendas simples para o seu e-book

    Você terminou o e-book (ou está quase lá) e agora precisa mostrá-lo a quem pode comprar. Só que a maioria das páginas de venda que você viu grita promessas, e você não quer escrever algo assim.

    Sem um texto claro, o visitante não entende o que está comprando, desconfia e fecha a página. E uma página exagerada pode virar pedido de reembolso.

    Este roteiro mostra os blocos de uma página de vendas curta e como preencher cada um com honestidade. Ele serve para e-book e produtos parecidos. Não serve se você quer um texto que “convença a qualquer custo”: aqui a ideia é o contrário.

    O que uma página de vendas precisa ter

    Uma página de vendas é a página que explica o produto e leva a pessoa até o botão de compra. Pense na vitrine com etiqueta de uma loja de bairro: mostra o que é, para quem serve e quanto custa. Para um e-book, seis blocos bastam:

    1. Título: diz o que a pessoa consegue fazer com o e-book.
    2. Para quem é (e para quem não é): filtra o visitante errado.
    3. O que tem dentro: capítulos e o que a pessoa passa a conseguir fazer.
    4. Preço: o valor e como se paga.
    5. Garantia: o que acontece se a pessoa se arrepender.
    6. Perguntas frequentes: as dúvidas que costumam aparecer antes da compra.

    No título, diga o que a pessoa faz com o e-book. Exemplo, com o produto inventado mais adiante: “Monte o orçamento da sua casa em uma página”. Evite títulos que prometem resultado, como “acabe com suas dívidas”.

    Na página, os blocos aparecem nessa ordem. Para escrever, porém, comece pelo segundo. Cada um cabe em poucas linhas, e o conjunto continua curto para quem lê no celular.

    Para treinar a escrita de vendas com calma, o Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulo de marketing de conteúdo e, segundo a página dele, um bônus de copywriting (escrever textos de venda). Também dá garantia de 7 dias. (link de afiliado)

    Escreva primeiro para quem é e para quem não é

    Comece por aqui porque é o bloco mais fácil e o que mais evita reclamação. Dois parágrafos resolvem: um para quem vai aproveitar, outro para quem não vai.

    Exemplo (e-book inventado para ilustrar, sobre organizar o orçamento da casa):

    • “Este e-book é para quem recebe o salário e chega ao fim do mês sem saber para onde o dinheiro foi. Você só precisa de caderno ou celular e de meia hora por semana.”
    • “Ele não é para quem já controla tudo em planilha, nem para quem procura investimentos. Aqui falamos de organizar gastos do dia a dia, nada além disso.”
    Homem sentado na soleira de casa digitando no celular para escrever o texto da página de vendas

    Dizer a quem o e-book não serve passa confiança. A pessoa percebe que você não quer vender para qualquer um.

    Descreva o conteúdo sem exagerar

    Liste os capítulos e, ao lado de cada um, o que a pessoa vai conseguir fazer depois de ler. Use verbos concretos, como “montar”, “anotar” e “separar”.

    Exemplo, no mesmo e-book inventado:

    • Capítulo 1, Para onde vai o dinheiro: você anota os gastos de uma semana.
    • Capítulo 2, Fixo e variável: você separa as contas que não mudam das que mudam.
    • Capítulo 3, A folha do mês: você monta um orçamento em uma página.

    Descreva o que o e-book entrega, e não o que a vida da pessoa vai virar. “Você monta um orçamento em uma página” é verificável. “Você nunca mais vai passar aperto” não é.

    Cuidado: não escreva valor de ganho ou de economia, nem prazo, como “economize R$ 500 no primeiro mês”. Isso depende do leitor, e quem não chega lá se sente enganado.

    Na dúvida sobre uma frase, pergunte: “o e-book prova isso?”. Se não prova, corte. Faça esse teste em todos os blocos antes de publicar.

    Preço, garantia e perguntas

    No preço, escreva o valor e as formas de pagamento que a plataforma oferece. Exemplo de apresentação, com valor inventado: “R$ 29, pagos uma vez, sem mensalidade”. Não crie falsa urgência, como “só até hoje”, se isso não for verdade.

    Na garantia, não invente regra. O artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor diz que quem compra fora da loja física, como pela internet, pode desistir em 7 dias. O prazo conta da compra ou do recebimento do produto.

    A mesma lei manda devolver de imediato o que a pessoa pagou, com correção monetária (o valor atualizado pela inflação). A plataforma onde você vende pode ter regras próprias de reembolso, então confira as dela também.

    Por isso, o texto mais seguro é simples: “Se você comprar e se arrepender, peça o reembolso em até 7 dias pela plataforma de compra.” Nunca escreva um prazo menor do que o da lei.

    Nas perguntas, responda o que você mesmo perguntaria antes de comprar:

    • Em que formato recebo o e-book? Exemplo de resposta: “Em PDF, que abre no celular.”
    • Quanto tempo leva a leitura? Diga o número de páginas e deixe a pessoa calcular.
    • Como peço o reembolso? Repita a frase da garantia.
    • Para quem escrevo se tiver problema? Coloque um e-mail que você lê todo dia.

    Onde colocar a página na Hotmart

    Com o texto pronto, falta publicar. Na Hotmart, a página pode ser feita no Hotmart Pages, o editor de páginas da própria plataforma. Segundo a central de ajuda, a página precisa estar publicada antes. Depois, pelo navegador do celular:

    1. Entre em app.hotmart.com e abra Produtos e depois Meus produtos.
    2. Escolha o e-book e toque em Página do produto, no menu lateral.
    3. Na seção Customizadas com Hotmart Pages, escolha a sua página e toque em Definir como padrão.
    4. Espere a mensagem de confirmação.
    5. Para divulgar, abra Links de divulgação, ache a opção Página de venda e toque em Copiar. O link começa com “go.hotmart”.

    A página não aparece na lista? Confira se ela foi publicada. Se você mudar o endereço dela depois, atualize também no produto. Os menus podem mudar de nome, e o caminho atual está na central de ajuda da Hotmart.

    Seu próximo passo

    Hoje, escreva só o bloco “para quem é”. Abra o bloco de notas do celular e faça dois parágrafos: um para quem vai aproveitar o e-book e outro para quem não vai.

    Amanhã você faz o bloco do conteúdo, com o mesmo cuidado. Em poucos dias a página inteira está escrita, e sem nenhuma promessa que você não possa cumprir.

    Com a página no ar, vale conhecer o modelo de assinatura, em que o cliente paga todo mês. A Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, ensina esse modelo e como criar uma plataforma de assinatura com IA, sem programar. (link de afiliado)