Você pediu o texto para a IA, achou bonito e publicou. Dias depois, alguém comentou que o número estava errado ou que o programa citado nem existe mais.
A IA escreve com a mesma segurança quando acerta e quando inventa. Quem publica sem conferir assume o erro como se fosse seu, e o leitor perde a confiança.
A saída é conferir cinco pontos, nesta ordem, do erro mais caro para o mais leve. Para um texto curto, reserve uns 10 minutos:
- Números, nomes e regras.
- Afirmações que parecem notícia, links e citações.
- Repetição.
- Tom de gente, não de robô.
- Plágio.
Primeiro: números, nomes e regras
Pegue uma caneta (ou o bloco de notas do celular) e marque tudo o que pode ser conferido: valor, porcentagem, prazo, nome de programa, nome de menu, regra de plataforma, nome de pessoa e lugar.
- Marque cada número e cada regra do texto.
- Abra a central de ajuda ou o site oficial da plataforma citada.
- Compare. Se bateu, siga. Se não achou, apague o dado.
- Se a regra pode mudar, escreva onde o leitor confere o valor atual, em vez de cravar o número.

Cuidado: não peça para a própria IA confirmar o dado. Ela pode repetir o erro com a mesma segurança. A conferência é sempre na fonte oficial.
Segundo: afirmações que parecem notícia
Frases como “especialistas dizem” ou “estudos mostram” são típicas de texto de IA. Pergunte: quem disse, e onde?
Para boatos e informações que circulam na internet, o Google mantém o Fact Check Explorer, que reúne checagens feitas por organizações independentes. Se não aparecer nada, isso não prova que a informação é verdadeira. Só quer dizer que ninguém checou ainda.
Também desconfie de link, nome de livro e citação. A IA pode inventar os três com aparência de real. Abra cada link. Se der erro ou levar a outro assunto, tire.
Se você transforma esses textos em roteiro de vídeo curto, a conferência vale igual: erro falado fica gravado. A Comunidade VSA, do Bruno Reis, ensina a criar vídeos com IA realista e conteúdo com gancho, retenção e chamada, para vender no TikTok Shop sem aparecer (link de afiliado).
Terceiro: repetição
A IA gosta de dizer a mesma coisa três vezes, com palavras diferentes. Leia só a primeira frase de cada parágrafo. Se duas dizem quase o mesmo, corte uma.
- Apague a conclusão que repete a introdução.
- Apague abertura genérica, que serviria para qualquer assunto.
- Troque a palavra que aparece em quase toda frase por um sinônimo ou corte a frase.
Quarto: tom de gente, não de robô
Leia o texto em voz alta. Onde você tropeçar, a frase está longa ou formal demais. Divida em duas.
Troque o que você nunca falaria. Em vez de rodeios para introduzir uma ideia, escreva a ideia e pronto. Se o texto promete ganho ou prazo de resultado, apague a promessa. Ninguém consegue garantir isso.
Coloque ao menos um exemplo seu ou uma situação que você viveu. É o que a IA não tem e o que faz o leitor acreditar em você.
Quinto: plágio
A IA pode repetir trechos que existem na internet quase como estão. Faça duas conferências rápidas.
- Copie uma frase que soou específica demais e cole na busca do Google entre aspas. A ajuda do Google explica que as aspas procuram a palavra ou a frase exata.
- Cole o texto em um verificador gratuito, como Duplichecker ou Quetext. Os dois têm uso grátis com limite de palavras, então confira o limite atual no próprio site.
Se aparecer trecho igual a outro site, reescreva com suas palavras ou cite a fonte. Verificador acusa semelhança, não decide por você: leia o que foi marcado.
Seu próximo passo
Pegue o último texto que você fez com IA e aplique só a primeira conferência: marque os números e confira cada um na fonte oficial. Leva poucos minutos e já tira o erro mais perigoso.
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