Dropshipping: 6 mitos e verdades antes de abrir sua loja

Dropshipping: 6 mitos e verdades antes de abrir sua loja

O vídeo diz que a loja fica pronta em um dia, que não precisa de dinheiro e que o fornecedor faz o resto. Uma parte disso é verdade. A outra parte vira problema quando o primeiro cliente reclama.

Dropshipping é vender sem ter estoque: o cliente compra na sua loja, você repassa o pedido ao fornecedor, e ele separa e envia o produto. O estoque e o envio ficam com o fornecedor. A venda, a cobrança, o atendimento e a responsabilidade perante o cliente ficam com você.

Abaixo estão seis mitos, o que é verdade em cada um e uma lista para conferir antes de abrir. Se você procura um negócio sem custo e sem risco, esse caminho não serve.

Mitos 1 a 3: dinheiro, rapidez e fornecedor

Mito 1: “não precisa de dinheiro”. É meia verdade. Você não compra estoque antes de vender, e essa é a vantagem real. Mas a loja tem custos: a plataforma onde ela funciona, a taxa do meio de pagamento em cada venda e, quase sempre, anúncio pago para alguém chegar até ela.

Mito 2: “é rápido”. Montar a loja pode ser rápido. Vender não é. Ninguém conhece a sua loja no primeiro dia, e a primeira venda costuma demorar.

Para atravessar essa fase com método, o Método Euro Drop, do Rapha Mancini, ensina a loja sem estoque em cinco fases. Elas vão da criação da loja e da escolha dos produtos até os criativos e a divulgação. O foco é cliente de fora do Brasil, com regras de importação e impostos para conferir antes (link de afiliado).

Mito 3: “o fornecedor cuida de tudo”. É falso. O fornecedor guarda o produto e envia. Quem divulga a loja, recebe o pagamento, passa o pedido adiante e responde às dúvidas do cliente é você.

Mitos 4 a 6: estoque, entrega e atendimento

Mito 4: “sem estoque, sem problema de estoque”. O estoque é do fornecedor, e você não vê a prateleira. Se o item acaba depois da venda, o cliente já pagou e é você quem precisa explicar. Por isso, confirme a disponibilidade com o fornecedor antes de anunciar.

Mito 5: “se atrasou, a culpa é do fornecedor ou dos Correios”. Perante o cliente, a resposta é da loja. Segundo o Idec, mesmo quando o atraso é dos Correios, a loja tem responsabilidade solidária (art. 18 do Código de Defesa do Consumidor).

Responsabilidade solidária quer dizer que o cliente pode cobrar de você, como cobraria do fornecedor. Funciona como um fiador: o que você combinou com o fornecedor é outra conversa.

O Idec explica que o atraso é descumprimento da oferta (art. 35 do mesmo código). Nesse caso, o cliente pode escolher entre três caminhos:

  • exigir que a entrega seja feita;
  • cancelar e receber de volta tudo o que pagou, inclusive o frete;
  • aceitar um produto equivalente.

Cuidado: dizer ao cliente que o atraso foi do fornecedor ou dos Correios não livra a sua loja. O prazo que você promete na página é o prazo que você precisa cumprir.

Compra feita pela internet também tem outra regra: segundo o Idec, o cliente pode desistir em até sete dias depois de receber o produto, sem precisar explicar o motivo. Conte com devoluções no seu cálculo de custos.

Mito 6: “o atendimento é do fornecedor”. O cliente fala com a loja, não com o fornecedor. É a você que ele manda mensagem quando algo dá errado.

Se o produto chega com defeito e o problema não é resolvido em até 30 dias, o cliente pode escolher entre trocar o produto, receber o dinheiro de volta ou pedir abatimento no preço. Quem responde por isso são a loja e o fornecedor, juntos (art. 18 do Código de Defesa do Consumidor).

O que conferir antes de abrir

  • O prazo de entrega real do fornecedor, e não o que ele diz no anúncio.
  • Se o produto tem estoque hoje e como o fornecedor avisa quando acaba.
  • Quem paga o frete de uma troca ou devolução, você ou o fornecedor.
  • Um canal de atendimento da loja (WhatsApp ou e-mail) que você consiga responder todo dia.
  • A parte formal: a Yampi aconselha abrir um CNPJ (o MEI é o caminho mais simples), pagar os impostos e emitir nota fiscal. Confirme com um contador o que vale para o seu caso.

Atenção: antes de anunciar, faça um pedido de teste para o seu próprio endereço. Assim você vê o prazo, a embalagem e o estado do produto como o cliente vai ver.

Mulher abre numa mesa de jantar uma caixa de papelão recebida e examina o produto que veio dentro.

Seu próximo passo: liste os custos reais da sua loja

Abra uma planilha ou um caderno e escreva, para um produto que você pensa em vender, cada valor que sai do preço. Use esta ordem:

  1. preço de venda na sua loja;
  2. preço que o fornecedor cobra;
  3. frete;
  4. taxa do meio de pagamento (o valor atual aparece nas regras de quem processa o pagamento);
  5. quanto de anúncio você gasta, em média, para fechar uma venda.

Exemplo: uma venda de R$ 100. O fornecedor cobra R$ 55 e o frete é de R$ 12. Com uma taxa de pagamento de exemplo de 5% (R$ 5) e R$ 20 de anúncio por venda, sobram R$ 8. Se uma devolução entrar na conta, o lucro some.

Para controlar essas contas, o ABC do Drop, do Rafael Lima, ensina a montar uma loja de dropshipping com fornecedores nacionais que cuidam do envio. Ele traz uma planilha de controle financeiro e aulas de anúncio no Meta Ads e no Google Ads, e tem garantia incondicional de 7 dias (link de afiliado).