Como definir o preço do seu primeiro e-book: custos e teste

Como definir o preço do seu primeiro e-book: custos e teste

Você terminou o e-book, abriu a página de venda e travou no campo do preço. Se colocar R$ 9, parece que o material não vale nada. Se colocar R$ 97, bate o medo de ninguém comprar.

Chutar um número e torcer costuma dar um dos dois problemas: trabalhar de graça ou espantar o comprador. A saída é um método simples, em três movimentos: somar seus custos, olhar o que os concorrentes cobram e começar com um preço que você possa ajustar.

Este caminho serve para quem já tem o e-book pronto ou quase pronto. Se você ainda nem escolheu o assunto, resolva isso primeiro.

Por que o preço comunica o valor do e-book

O preço é a primeira informação que o comprador lê sobre o seu material, antes mesmo do sumário. Ele funciona como a etiqueta numa vitrine: uma etiqueta muito baixa faz a pessoa desconfiar da qualidade, e uma muito alta exige que o resto da página prove que vale.

Por isso o preço precisa combinar com o que o e-book entrega. Um guia de 10 páginas com uma lista de ideias pesa menos que um material de 80 páginas com modelos prontos para copiar.

Pergunte a si mesmo: o que o leitor consegue fazer depois de ler? Quanto mais concreto for o resultado (um passo a passo, uma planilha, um roteiro), mais fácil defender um preço maior.

Se mais adiante você quiser vender algo que o cliente paga todo mês, em vez de uma venda única, o preço muda de lógica. O Primeira Assinatura em 24H, do Caio Martins, ensina o modelo de assinatura e como montar uma plataforma assim com inteligência artificial, sem programar (link de afiliado).

Some seus custos: plataforma e tempo

Preço bom começa pelo piso (o valor abaixo do qual você perde dinheiro). Faça uma lista com três itens.

  • Taxa da plataforma: ela desconta uma parte de cada venda (veja a conta mais abaixo).
  • Ferramentas: o que você pagou para fazer o e-book, como editor de capa ou programa de design. Se tudo foi grátis, o custo é zero.
  • Seu tempo: as horas de pesquisa, escrita e revisão. Mesmo que você não cobre por elas agora, anote quantas foram.

O tempo é o custo que o iniciante mais esquece. Se você levou 30 horas e o e-book vende por R$ 10, o preço já nasce desanimador.

Mulher anotando uma lista de custos a lápis num bloco, numa varanda, com um timer de cozinha ao lado

Compare com produtos parecidos

Busque o assunto do seu e-book no Google e na loja Kindle da Amazon e procure materiais parecidos com o seu. Anote em uma lista o que você encontrar:

  1. o preço cobrado;
  2. o tamanho (páginas ou número de capítulos);
  3. o que vem de bônus, como planilhas ou modelos;
  4. a promessa da página: para quem é e que problema resolve.

Com cinco ou seis concorrentes anotados, você enxerga uma faixa de preços. Seu e-book entra nessa faixa conforme o que entrega: mais completo ou com bônus, na parte de cima; mais enxuto, na de baixo.

Cuidado: copiar o preço do mais barato é uma armadilha. Ele pode ter custos menores que os seus ou estar sem vender. Use os concorrentes como referência, não como regra.

Conta de exemplo: taxa e quanto sobra

A plataforma cobra uma taxa por venda. Segundo a página inicial da Kiwify, ela é de 8,99% mais R$ 2,49 por venda. No blog oficial da Hotmart, a taxa padrão aparece como 9,9% mais R$ 2,49. Esses valores podem mudar, então confira na página da plataforma antes de fechar o preço.

Exemplo com a taxa da Kiwify, para um e-book de R$ 27:

  • parte percentual: 8,99% de R$ 27 = R$ 2,43;
  • parte fixa: R$ 2,49;
  • taxa total: R$ 4,92;
  • sobra para você: R$ 27 − R$ 4,92 = R$ 22,08.

Com o mesmo e-book a R$ 37, a taxa é R$ 3,33 mais R$ 2,49, ou R$ 5,82. Sobram R$ 31,18. Subir R$ 10 no preço deixou R$ 9,10 a mais no seu bolso, porque a parte fixa continua a mesma.

Agora volte ao piso. Se você gastou R$ 50 em ferramentas, a R$ 27 precisa de 3 vendas para recuperar esse valor: 2 vendas somam R$ 44,16, e 3 somam R$ 66,24.

Refaça a conta com o preço que você pensa em cobrar. Se a taxa de uma plataforma for diferente, troque os percentuais e mantenha o método.

Atenção: a plataforma desconta a taxa antes de o dinheiro chegar a você. O valor que importa é o que sobra, não o preço da página.

Teste o preço e mude depois

O primeiro preço não é definitivo. Trate-o como uma hipótese e observe o que acontece.

  • Se muita gente abre a página mas ninguém compra, o preço pode estar alto ou a página pode estar fraca.
  • Se compram com facilidade e ninguém reclama, talvez dê para subir um pouco.

Mude um fator por vez. Se você alterar preço, texto e imagem no mesmo dia, não saberá o que fez diferença.

Também vale perguntar aos primeiros compradores o que acharam do valor. A resposta de quem pagou pesa mais que a opinião de amigos.

Seu próximo passo: escolha o preço inicial

Pegue papel ou o bloco de notas do celular e faça hoje:

  1. escreva seus custos: ferramentas e horas de trabalho;
  2. liste cinco e-books parecidos e seus preços;
  3. escolha um preço dentro da faixa que você encontrou;
  4. calcule quanto sobra depois da taxa da plataforma.

Se o valor que sobra parece justo para o seu trabalho, publique. Se não, ajuste o preço ou o conteúdo, e não os dois ao mesmo tempo.

Preço certo ajuda, mas alguém precisa chegar até a página. Para montar essa parte, a Fórmula Negócio Online, do Alex Vargas, tem módulos de nichos, marketing de conteúdo e funil. Ela também oferece garantia de 7 dias de devolução (link de afiliado).

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *